4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Entre chimpanzés, uso de ferramentas varia conforme o grupo

Dependendo de onde a refeição é servida, a pessoa talvez coma com vontade usando garfo e faca, pauzinhos ou as mãos. Constatou-se que o chimpanzé possui um tipo de variação cultural semelhante. Grupos vizinhos desses animais possuem modos diferentes de abrir nozes, relata um novo estudo, publicado no periódico Current Biology.

Os pesquisadores notaram que um grupo de chimpanzés selvagens do Parque Nacional de Tai, na Costa do Marfim, prefere usar ferramentas de pedra para abrir nozes por meio de golpes. Outros dois grupos de chimpanzés usaram ferramentas de pedra no início da temporada, quando as nozes estavam mais duras, mas mudaram para ferramentas de madeira conforme elas foram amolecendo.

As preferências dos grupos de chimpanzés também diferiam em relação ao tamanho da madeira, afirmou Lydia Luncz, primeira autora do estudo e primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha.

Os chimpanzés exibem um tipo de preferência cultural na escolha de ferramentas, afirmou a estudante de pós-graduação.

“Trata-se apenas de uma preferência, pois eles cresceram assim”, afirmou. Ocasionalmente, quando não havia pedras suficientes à disposição, os chimpanzés que preferiam ferramentas de pedra recorriam ao uso de madeira.

“Eles sabem como fazer isso”, afirmou Luncz. “Eles apenas não gostam.”

Ela também percebeu que as fêmeas deixam seus grupos sociais na puberdade para se juntar a novos grupos. Nessa época, elas são especialistas em abrir nozes. Contudo, parece que adotam os métodos de abrir nozes utilizados por seu novo grupo, afirmou Luncz.

“Do contrário, haveria uma mistura. Mas vemos diferenças claras entre os grupos”, afirmou.

Embora os grupos de chimpanzés sejam vizinhos e interajam com frequência, as interações nunca são amigáveis e eles não aprendem uns com os outros.

“É uma guerra constante”, afirmou. “Eles não interagem de um modo que possibilite observar um ao outro abrindo nozes.” 

Fonte: Portal iG


27 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Não falta água no mundo, afirmam especialistas

Maior desafio não é a escassez de água, mas a utilização ineficiente do recurso

Existe água suficiente no mundo para responder às necessidades alimentares, energéticas, industriais e ambientais no século XXI. A informação é baseada em números publicados na revista Water International, lançada nesta segunda-feira no XIV Congresso Mundial da Água. De acordo com dados da publicação, o maior desafio hídrico não é a escassez de água, mas combater a utilização ineficiente e a distribuição irregular do recurso natural que flui das principais bacias hidrográficas do mundo, como as dos rios São Francisco, no Brasil, e Nilo, na África.

De acordo com o relatório, os governos precisam atuar com mais empenho na distribuição da água para impedir a competição e ajudar a enfrentar um dos maiores problemas da humanidade: aumentar a produção de comida enquanto a população do mundo cresce. As conclusões foram traçadas com base em um estudo de cinco anos, feita por cientistas de 30 países em 10 bacias ao redor do mundo: Andes e São Francisco na América do Sul; Limpopo, Níger, Nilo e Volta, na África; e os rios Indo-Ganges, Karkheh, Mekong e Amarelo, na Ásia.

Água da chuva - Uma sugestão do relatório é aproveitar mais a água da chuva, particularmente nas regiões chuvosas da África subsaariana. Com investimentos modestos, afirmam os especialistas, seria possível produzir entre duas e três vezes mais comida do que atualmente. Os pesquisadores identificaram grandes áreas férteis na Ásia e na América do Sul onde a produção está, pelo menos, 10% abaixo do seu potencial. Por exemplo, no sistema Indo-Ganges, na Índia, 23% do cultivo de arroz está rendendo metade do seu potencial. De acordo com o relatório, se os governos aproveitarem melhor a água da chuva, a produção pode aumentar rapidamente e, ainda, a pressão sobre as bacias e rios seria aliviada.

Conflitos - Apesar de existir água suficiente no mundo, os conflitos continuarão se os desafios da agricultura, pecuária e produção de energia forem considerados isolados. De acordo com os especialistas, a maioria das regiões estudadas possui uma administração fragmentada das bacias e não relaciona os diferentes setores que utilizam a água. “Precisamos repensar completamente como os setores podem tirar vantagem dos benefícios das bacias”, disseram os autores.

O Rio Nilo, na África, um dos maiores do mundo, visto do espaço

O Rio Nilo, na África, um dos maiores do mundo, visto do espaço (Creatas / ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência






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4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Entre chimpanzés, uso de ferramentas varia conforme o grupo

Dependendo de onde a refeição é servida, a pessoa talvez coma com vontade usando garfo e faca, pauzinhos ou as mãos. Constatou-se que o chimpanzé possui um tipo de variação cultural semelhante. Grupos vizinhos desses animais possuem modos diferentes de abrir nozes, relata um novo estudo, publicado no periódico Current Biology.

Os pesquisadores notaram que um grupo de chimpanzés selvagens do Parque Nacional de Tai, na Costa do Marfim, prefere usar ferramentas de pedra para abrir nozes por meio de golpes. Outros dois grupos de chimpanzés usaram ferramentas de pedra no início da temporada, quando as nozes estavam mais duras, mas mudaram para ferramentas de madeira conforme elas foram amolecendo.

As preferências dos grupos de chimpanzés também diferiam em relação ao tamanho da madeira, afirmou Lydia Luncz, primeira autora do estudo e primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha.

Os chimpanzés exibem um tipo de preferência cultural na escolha de ferramentas, afirmou a estudante de pós-graduação.

“Trata-se apenas de uma preferência, pois eles cresceram assim”, afirmou. Ocasionalmente, quando não havia pedras suficientes à disposição, os chimpanzés que preferiam ferramentas de pedra recorriam ao uso de madeira.

“Eles sabem como fazer isso”, afirmou Luncz. “Eles apenas não gostam.”

Ela também percebeu que as fêmeas deixam seus grupos sociais na puberdade para se juntar a novos grupos. Nessa época, elas são especialistas em abrir nozes. Contudo, parece que adotam os métodos de abrir nozes utilizados por seu novo grupo, afirmou Luncz.

“Do contrário, haveria uma mistura. Mas vemos diferenças claras entre os grupos”, afirmou.

Embora os grupos de chimpanzés sejam vizinhos e interajam com frequência, as interações nunca são amigáveis e eles não aprendem uns com os outros.

“É uma guerra constante”, afirmou. “Eles não interagem de um modo que possibilite observar um ao outro abrindo nozes.” 

Fonte: Portal iG


27 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Não falta água no mundo, afirmam especialistas

Maior desafio não é a escassez de água, mas a utilização ineficiente do recurso

Existe água suficiente no mundo para responder às necessidades alimentares, energéticas, industriais e ambientais no século XXI. A informação é baseada em números publicados na revista Water International, lançada nesta segunda-feira no XIV Congresso Mundial da Água. De acordo com dados da publicação, o maior desafio hídrico não é a escassez de água, mas combater a utilização ineficiente e a distribuição irregular do recurso natural que flui das principais bacias hidrográficas do mundo, como as dos rios São Francisco, no Brasil, e Nilo, na África.

De acordo com o relatório, os governos precisam atuar com mais empenho na distribuição da água para impedir a competição e ajudar a enfrentar um dos maiores problemas da humanidade: aumentar a produção de comida enquanto a população do mundo cresce. As conclusões foram traçadas com base em um estudo de cinco anos, feita por cientistas de 30 países em 10 bacias ao redor do mundo: Andes e São Francisco na América do Sul; Limpopo, Níger, Nilo e Volta, na África; e os rios Indo-Ganges, Karkheh, Mekong e Amarelo, na Ásia.

Água da chuva - Uma sugestão do relatório é aproveitar mais a água da chuva, particularmente nas regiões chuvosas da África subsaariana. Com investimentos modestos, afirmam os especialistas, seria possível produzir entre duas e três vezes mais comida do que atualmente. Os pesquisadores identificaram grandes áreas férteis na Ásia e na América do Sul onde a produção está, pelo menos, 10% abaixo do seu potencial. Por exemplo, no sistema Indo-Ganges, na Índia, 23% do cultivo de arroz está rendendo metade do seu potencial. De acordo com o relatório, se os governos aproveitarem melhor a água da chuva, a produção pode aumentar rapidamente e, ainda, a pressão sobre as bacias e rios seria aliviada.

Conflitos - Apesar de existir água suficiente no mundo, os conflitos continuarão se os desafios da agricultura, pecuária e produção de energia forem considerados isolados. De acordo com os especialistas, a maioria das regiões estudadas possui uma administração fragmentada das bacias e não relaciona os diferentes setores que utilizam a água. “Precisamos repensar completamente como os setores podem tirar vantagem dos benefícios das bacias”, disseram os autores.

O Rio Nilo, na África, um dos maiores do mundo, visto do espaço

O Rio Nilo, na África, um dos maiores do mundo, visto do espaço (Creatas / ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência