29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Multa à Chevron por vazamento de óleo é irrisória, diz Ibama

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou nesta terça-feira que a multa de R$ 50 milhões aplicada à Chevron pelo vazamento de óleo no campo de Frade é irrisória para recuperar danos causados ao meio ambiente.

“A multa administrativa de R$ 50 milhões é pequena, não tem finalidade indenizatória. Ela tem finalidade pedagógica, dissuasória, e não garante a recomposição do dano causado ao meio ambiente”, disse, durante audiência pública no Senado sobre o acidente.

Trennepohl afirmou que possivelmente haverá mais autuações à petroleira americana. Em dois dias, o órgão ambiental deve concluir a análise do cumprimento do plano de emergência individual da empresa. Se verificado que não seguiu a sequência de práticas de emergência descrita no plano, poderá ser multada em mais R$ 10 milhões.

Ainda há a chance de cobrar mais R$ 50 milhões por danos ambientais. A primeira autuação não se refere à legislação ambiental, mas à lei do óleo, pelo vazamento em si, explicou.

“Um grupo de trabalho está analisando a hipótese mais um auto de infração com base na legislação ambiental”, disse o presidente. Segundo ele, apesar de nenhum peixe ou ave ter morrido, derramamentos de óleo podem trazer resultados negativos em longo prazo, por isso a necessidade de um grupo técnico para mensurar os danos.

Trennepohl reconheceu o baixo valor das multas previstas na legislação brasileira, e criticou a dificuldade de conseguir uma indenização nesses casos. Segundo ele, é necessário que o Ministério Público Federal entre com uma ação civil pública para tentar uma indenização capaz de cobrir os danos ambientais.

A Chevron não enviou nenhum de seus presidentes para a audiência. O representante da empresa, Luiz Alberto Bastos, reforçou que o vazamento está controlado, que há apenas a liberação de óleo residual.

Bastos afirmou que a empresa cumpriu à risca o plano de emergência individual, e que vai analisar os detalhes do acidente para compartilhar essas informações com o setor.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia tenta resgatar navio cargueiro que vaza óleo

Embarcação de bandeira liberiana está encalhada há nove dias.
Empresa de salvamento espera poder bombear combustível que resta.

Equipes de emergência se apressavam nesta sexta-feira (14) para retomar o bombeamento do petróleo do navio cargueiro danificado que quase se rompeu em dois próximo à costa da Nova Zelândia, enquanto empresas envolvidas começaram a avaliar os custos do pior desastre ambiental em décadas no país.

O navio Rena, de bandeira liberiana, está encalhado há nove dias em um recife, a 22 quilômetros de Tauranga, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia, vazando cerca de 300 toneladas de óleo pesado tóxico e perdendo alguns de suas centenas de contêineres, que caíram no mar.

Autoridades disseram que o navio de 236 metros de comprimento estava em uma posição precária, e equipes de salvamento estavam se preparando para abrir buracos na popa para chegar aos tanques que armazenam mais de mil toneladas de combustível.

“O que está mantendo o navio estável no momento é o fato de que ele está deitado sobre o recife, e também algumas estruturas internas, as escadas internas, os dutos e estruturas semelhantes dentro do navio”, disse o porta-voz da Marinha neozelandesa, Andrew Berry, durante reunião com os moradores locais.

As equipes estão trabalhando para instalar equipamentos e plataformas na parte superior da popa do navio de 47.230 toneladas, que está inclinado em até 25 graus, por isso há uma superfície nivelada para trabalharem.

“Ainda existe um pouco de esperança… talvez eles consigam começar a bombear o petróleo amanhã, mas não podemos determinar o tempo que levará para as coisas; esse navio é muito, muito perigoso”, disse Matthew Watson da empresa de salvamento Svitzer.

Segundo ele, os vazamentos de petróleo do navio diminuíram e havia “um nível razoável de confiança” de que os tanques na popa estavam intactos e que assim permaneceriam.

O petróleo chegou à costa, muito frequentada por surfistas e pescadores, afetando um trecho de 60 quilômetros ao longo do litoral do país.

As condições climáticas e do mar estavam favoráveis, mas a expectativa é que os ventos se intensifiquem e possam obrigar a saída das equipes que estão trabalhando no navio, que já perdeu 88 de seus 1.380 contêineres.

Estima-se que mil  trabalhadores, incluindo soldados, especialistas em fauna selvagem e moradores, estavam nas praias retirando petróleo que vazou do navio.

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Fonte: Da Reuters


11 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Dez toneladas de petróleo já vazaram de navio encalhado na Nova Zelândia

Cargueiro colidiu com recife no último dia 5 e óleo ameaça costa do país.
Praia turística foi afetada por vazamento.

Autoridades da Nova Zelândia montaram uma operação para controlar o vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife no último dia 5, e ameaça a costa do país.

Ao menos 10 toneladas de óleo já vazaram e navios foram enviados para auxiliar a operação, que tem sido prejudicada pelas más condições meteorológicas.

Imagem feita nesta segunda-feira (10) mostra a mancha que sai do navio se espalhando pelo oceano.

Parte do óleo já alcançou a baía de Plenty, região muito conhecida por atrair turistas ao longo do ano. O cargueiro Rena, de bandeira liberiana, transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício.

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Manchas de óleio em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Manchas de óleo em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia teme vazamento de óleo após encalhe de navio petroleiro

Embarcação com toneladas de petróleo colidiu com recife na última quarta.
Já existem pequenos vazamentos que atingiram animais da costa do país.

O vazamento de petróleo causado pelo encalhe de um cargueiro de bandeira liberiana na quarta-feira (5) ameaça causar um desastre ecológico no litoral norte da Nova Zelândia, advertiram grupos ambientalistas nesta sexta-feira (7).

As autoridades têm problemas para limpar a mancha de óleo de cinco quilômetros de extensão, que já causou a morte de vários animais selvagens, e temem que possa se estender no recife Austrolabo, de grande importância ecológica.

Segundo o jornal neozeolandês “NZ Herald”, quatro pinguins e outros animais foram encontrados sujos de óleo em praias próximas ao local do encalhe. O cargueiro Rena transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício quando bateu no recife, a cerca de 12 quilômetros do litoral.

Várias embarcações e equipes estão na área para recolher o óleo e tentar evitar que a mancha aumente de forma significativa, enquanto se espera a chegada de especialistas da Holanda para dar sequência à tarefa de extrair o petróleo pesado. A tripulação do navio, 23 filipinos, permanece a bordo desde a colisão do navio com o recife.

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia. (Foto: Reuters)

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE e do NH Herald


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Refinaria argentina tem vazamento de 175 mil litros de petróleo no Peru

Pluspetrol explora gás e petróleo na América Latina e é a maior do Peru.
Empresa diz que vazamento decorreu de vandalismo; limpeza levará 1 mês.

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo, equivalentes a 174.790 litros, na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)