22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Inseto mau ator também consegue o que quer, segundo pesquisa

Mosca-das-flores imita vespa e abelha, mas não fica muito parecida com elas.
A fraca imitação não prejudica a espécie, que continua abundante.

As chamadas moscas-das-flores tentam imitar outros insetos, como abelhas e vespas, para despistar predadores. Más atrizes, elas não conseguem ficar tão parecidas com os insetos que tentam copiar, mas não são prejudicadas pela fraca atuação, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (22).

A falta de fidelidade na imitação já motivou um intenso debate científico, na tentativa de descobrir porque os insetos que são maus atores não foram eliminados pela seleção natural. O estudo publicado na “Nature” analisou pela primeira vez diversas hipóteses e afirma que encontrou uma resposta plausível.

As moscas-das-frutas não aperfeiçoaram as técnicas de imitação porque isto não foi necessário para a sobrevivência da espécie, dizem os pesquisadores. Elas não seriam uma presa tão vantajosa para os predadores e por isso enfrentaram uma seleção natural menos intensa, conhecida como “seleção relaxada”.

Método
Para chegar a esta hipótese, os pesquisadores compararam diversas características físicas de 35 espécies de moscas-das-flores, como tamanho de diferentes partes do corpo e cores. Baseados nestas informações, eles calcularam uma primeira medida de fidelidade de mimetismo (quando um ser vivo copia características de outro). A segunda medida foi obtida com a ajuda de voluntários, que tiveram acesso a fotos das diferentes espécies e votaram sobre a qualidade da imitação.

Além de criar estas duas medidas, os cientistas calcularam a abundância das espécies. Após comparar os indicadores, eles verificaram que as moscas-das-flores que eram piores atrizes não eram prejudicadas e continuavam abundantes na natureza.

Imagem mostra uma mosca-das-flores e a vespa que ela tenta imitar.  (Foto: Divulgação / Steve Marshall )

Imagem mostra uma mosca-das-flores e a vespa que ela tenta imitar. (Foto: Divulgação / Steve Marshall )

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, revela teste

Capacidade é importante para estrutura da vida social da espécie.
Descoberta foi anunciada em revista nesta sexta-feira (2).

Cientistas descobriram que uma espécie de vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, uma capacidade importante para manter o funcionamento da sociedade desses animais. A pesquisa foi apresentada na edição desta sexta-feira (2) da revista “Science”, por um grupo da Universidade de MIchigan, nos Estados Unidos.

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Os pesquisadores já sabiam que as vespas como um todo são capazes de distinguir formatos. O reconhecimento facial, no entanto, seria algo até agora só visto na espécie de vespa-de-papel, Polistes fuscatus. Em testes, outra espécie parecida, a Polistes metricus, não apresentou a mesma característica.

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Fonte: G1, São Paulo






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22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Inseto mau ator também consegue o que quer, segundo pesquisa

Mosca-das-flores imita vespa e abelha, mas não fica muito parecida com elas.
A fraca imitação não prejudica a espécie, que continua abundante.

As chamadas moscas-das-flores tentam imitar outros insetos, como abelhas e vespas, para despistar predadores. Más atrizes, elas não conseguem ficar tão parecidas com os insetos que tentam copiar, mas não são prejudicadas pela fraca atuação, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (22).

A falta de fidelidade na imitação já motivou um intenso debate científico, na tentativa de descobrir porque os insetos que são maus atores não foram eliminados pela seleção natural. O estudo publicado na “Nature” analisou pela primeira vez diversas hipóteses e afirma que encontrou uma resposta plausível.

As moscas-das-frutas não aperfeiçoaram as técnicas de imitação porque isto não foi necessário para a sobrevivência da espécie, dizem os pesquisadores. Elas não seriam uma presa tão vantajosa para os predadores e por isso enfrentaram uma seleção natural menos intensa, conhecida como “seleção relaxada”.

Método
Para chegar a esta hipótese, os pesquisadores compararam diversas características físicas de 35 espécies de moscas-das-flores, como tamanho de diferentes partes do corpo e cores. Baseados nestas informações, eles calcularam uma primeira medida de fidelidade de mimetismo (quando um ser vivo copia características de outro). A segunda medida foi obtida com a ajuda de voluntários, que tiveram acesso a fotos das diferentes espécies e votaram sobre a qualidade da imitação.

Além de criar estas duas medidas, os cientistas calcularam a abundância das espécies. Após comparar os indicadores, eles verificaram que as moscas-das-flores que eram piores atrizes não eram prejudicadas e continuavam abundantes na natureza.

Imagem mostra uma mosca-das-flores e a vespa que ela tenta imitar.  (Foto: Divulgação / Steve Marshall )

Imagem mostra uma mosca-das-flores e a vespa que ela tenta imitar. (Foto: Divulgação / Steve Marshall )

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, revela teste

Capacidade é importante para estrutura da vida social da espécie.
Descoberta foi anunciada em revista nesta sexta-feira (2).

Cientistas descobriram que uma espécie de vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, uma capacidade importante para manter o funcionamento da sociedade desses animais. A pesquisa foi apresentada na edição desta sexta-feira (2) da revista “Science”, por um grupo da Universidade de MIchigan, nos Estados Unidos.

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Os pesquisadores já sabiam que as vespas como um todo são capazes de distinguir formatos. O reconhecimento facial, no entanto, seria algo até agora só visto na espécie de vespa-de-papel, Polistes fuscatus. Em testes, outra espécie parecida, a Polistes metricus, não apresentou a mesma característica.

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Fonte: G1, São Paulo