26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


11 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

CEAMA recebe visita do Curso de Férias do Zoo de Bauru

No mês de julho o IPEVS recebeu a visita dos alunos que participaram do Curso de Férias do Zoológico de Bauru – SP.  O curso realizado no zoo tem como objetivo proporcionar as crianças o envolvimento com o meio ambiente.

Os alunos através do Curso de Férias tiveram a oportunidade de conhecer o CEAMA e Museu de História Natural de Cornélio Procópio.  A bióloga do zoo de Bauru Samantha Pereira que é a responsável pelo projeto, parabenizou o CEAMA pelo trabalho realizado e ressaltou a importância de centros de educação ambiental para conscientização da população.

Aluno do Curso de Férias do Zoo de Bauru em visita no CEAMA. Foto: IPEVS

Os Alunos do Curso de Férias do Zoo de Bauru em visita monitorada no CEAMA. Foto: IPEVS

 

Aula prática para os alunos do Curso de Férias de Bauru. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS

 

 


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Inseminação artificial gera o primeiro bebê elefante em zoológico francês

Fêmea de 18 dias se chama Rungwe e dá passos iniciais ao lado da mãe.
Animais vivem na comuna de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país.

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Primeiro bebê elefante gerado por inseminação artificial é apresentado no Zoológico e Aquário de Beauval, na comuna francesa de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país. Em 2009, foram coletadas amostras de sêmen de dez machos na África do Sul e distribuídas a zoos europeus (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Filhote da espécie africana é uma fêmea chamada Rungwe (em homenagem a um vulcão da Tanzânia), e nasceu no dia 20 de julho. A gestação da mãe, N'Dala, durou 23 meses. A população de elefantes na Europa está em declínio pelo envelhecimento e consequente redução da fertilidade (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante 3 (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Aos 18 dias de vida, elefante come com a mãe e se diverte no feno. Na 1ª medição, Rungwe tinha 150 kg e 1 metro de altura. Ela deve tomar de 10 a 12 litros de leite por dia durante 2 anos, mas já aos 6 meses serão incluídos aos poucos alguns vegetais na dieta. A espécie africana está ameaçada pela caça, comércio ilegal de marfim, agricultura e urbanização. Há 15 anos, havia só 40 mil indivíduos (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Zoológico de Buenos Aires tem futuro incerto

O zoológico de Buenos Aires, catalogado como patrimônio histórico nacional por sua arquitetura vitoriana, tem futuro incerto após a tentativa do governo da capital argentina de licitá-lo, frustrada no último momento pela oposição nos tribunais.

Situado no bairro de Palermo, o zoo, que abriu as portas em 1875, ocupa 18 hectares e abriga cerca de dois mil animais de 73 espécies.

Um passeio por suas instalações é como uma viagem no tempo: pelas grades de um aviário de inspiração andaluza veem-se macacos, enquanto os três elefantes entram e saem de seu templo hindu e passeiam aborrecidos pelo pequeno espaço disponibilizado.

Privatizada nos anos 90, sob o governo do ex-presidente Carlos Menem, nos últimos anos a instituição recebeu críticas pela situação dos animais e agora é alvo de uma batalha política pela decisão do prefeito, Mauricio Macri, de licitar sua gestão.

Um relatório da Auditoria Geral de Buenos Aires denunciou que entre 1990 e 2008 foram perdidas 31 espécies de mamíferos e 72 espécies de aves, que representavam 23% e 55%, respectivamente, das espécies do zoológico.

O atual diretor do espaço, o ecologista Claudio Bertonatti, que ocupa o cargo há seis meses, confirma os dados, mas minimiza a importância dos números: “Muita gente acredita que quanto mais espécies um zoo tiver, melhor será, mas é um erro. Nós poderíamos aumentar o número de espécies se aceitássemos todos os animais que foram recuperados em apreensões, mas não o fazemos porque chegam muito maltratados e seria contraproducente”, contou.

Bertonatti alegou que se sente “orgulhoso” que nos últimos anos tenham sido “devolvidos à natureza” cerca de 400 animais, entre eles “107 condores andinos que agora voam livres por vários países da América Latina”.

Para o diretor, o zoo deve ser transformado “de um centro de entretenimento a um espaço de preservação com quatro objetivos: preservar, educar, pesquisar e, por último, entreter”.

Para o gestor, o melhor modelo é o zoológico do Bronx, já que acredita que o ideal seria que, como em Nova York, os animais vivessem em “condições de semiliberdade”, embora admita que a instituição americana possui um espaço seis vezes maior que os 18 hectares “não ampliáveis” do zoo de Buenos Aires.

Enquanto os ecologistas se preocupam com a melhora das instalações e o bem-estar dos animais, os políticos portenhos se enfrentam em uma batalha legal sobre o futuro da instituição.

A juíza Elena Liberatori aceitou o apoio oferecido pelo legislador opositor Adrián Camps e suspendeu a licitação pública defendida pelo governo da cidade pela condição do espaço e “a especial proteção de categoria constitucional e legal à qual ele está sujeito”.

Elena sentenciou que qualquer futura concessão do zoológico deve ser aprovada pela legislação, mas a diretora da Direção Geral de Concessões de Buenos Aires, Silvia Imas, afirmou que apelarão da sentença porque consideram que a licitação “é a melhor forma de regularizar uma concessão vencida e ter cinco anos para repensar como será o zoológico do futuro”.

Camps, membro do Partido Socialista Autêntico, recebeu com euforia a decisão judicial e ressaltou que “o zoo é uma raridade internacional, porque conserva as construções vitorianas originais, ao contrário do de Londres, onde muito foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e sua gestão deve ser pública”.

O político declarou à Efe que espera que agora “se abra um debate sobre o futuro do zoológico e sua concepção”, já que, em sua opinião, a ideia de lugar “para exibir animais em cativeiro, enjaulados, já não é aceitável”.

Tanto o diretor do espaço quanto Camps lamentam que na folha de licitação seja exijido que 85% dos fundos sejam destinados à restauração dos prédios históricos e só 15% para melhorar a oferta de conservação e a função educativa.

Silvia nega esses dados, mas reconhece que a exigência para a restauração é muito maior “porque são prédios históricos e estão muito deteriorados”.

À espera que a batalha política termine, o zoológico continua sua lenta transformação, e inaugurou recentemente um aviário com aves recuperadas do tráfico de animais, visando à conscientização.

Fonte: Portal iG


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Morre tartaruga Solitário Jorge, ‘criatura mais rara da Terra’

O animal vivia nas ilhas Galápagos e tinha idade estimada em mais de 100 anos

Solitário Jorge, a última tartaruga gigante de sua espécie que habitava as ilhas Galápagos, morreu neste domingo depois de infrutíferas tentativas para que se reproduzisse, informou a reserva ecológica equatoriana. Muitos cientistas o consideravam a criatura mais rara da Terra.

O animal, único sobrevivente da espécie Geochelone abigdoni, tinha idade estimada em mais de 100 anos e foi encontrado sem vida no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos (PNG) em um comunicado.

“Com a morte desta tartaruga se extingue a espécie da ilha Pinta”, de onde a tartaruga gigante era originária, lamentou a direção do parque, que em 1993 submeteu Jorge a um processo de reprodução mal sucedido.

O Parque Nacional Galápagos anunciou que, em “homenagem” a Solitário Jorge, realizará um seminário internacional nos próximo mês de julho para elaborar uma estratégia de manejo das populações de tartarugas nos próximos dez anos, com a finalidade de obter a restauração das espécies.

A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo

A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Foca tem primeiro filhote aos 16 anos e surpreende aquário dos EUA

Bebê nasceu com nove quilos na última sexta-feira, na Califórnia.
Segundo especialista, focas adultas começam a ter filhotes aos quatro anos.

O Aquário do Pacífico, em Long Beach, na Califórnia, divulgou imagem que mostra Shelby, uma foca fêmea que vive no local e deu à luz seu primeiro bebê na última sexta-feira (27). O filhote nasceu com nove quilos.

Segundo Dudley Wigdahl, curador do aquário, localizado na Costa Oeste dos Estados Unidos, o nascimento surpreendeu a todos porque a foca tem idade avançada para ser mãe. O especialista diz que um espécime adulto começa a ter seus primeiros filhos aos quatro ou cinco anos de idade.

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


11 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

CEAMA recebe visita do Curso de Férias do Zoo de Bauru

No mês de julho o IPEVS recebeu a visita dos alunos que participaram do Curso de Férias do Zoológico de Bauru – SP.  O curso realizado no zoo tem como objetivo proporcionar as crianças o envolvimento com o meio ambiente.

Os alunos através do Curso de Férias tiveram a oportunidade de conhecer o CEAMA e Museu de História Natural de Cornélio Procópio.  A bióloga do zoo de Bauru Samantha Pereira que é a responsável pelo projeto, parabenizou o CEAMA pelo trabalho realizado e ressaltou a importância de centros de educação ambiental para conscientização da população.

Aluno do Curso de Férias do Zoo de Bauru em visita no CEAMA. Foto: IPEVS

Os Alunos do Curso de Férias do Zoo de Bauru em visita monitorada no CEAMA. Foto: IPEVS

 

Aula prática para os alunos do Curso de Férias de Bauru. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS

 

 


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Inseminação artificial gera o primeiro bebê elefante em zoológico francês

Fêmea de 18 dias se chama Rungwe e dá passos iniciais ao lado da mãe.
Animais vivem na comuna de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país.

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Primeiro bebê elefante gerado por inseminação artificial é apresentado no Zoológico e Aquário de Beauval, na comuna francesa de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país. Em 2009, foram coletadas amostras de sêmen de dez machos na África do Sul e distribuídas a zoos europeus (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Filhote da espécie africana é uma fêmea chamada Rungwe (em homenagem a um vulcão da Tanzânia), e nasceu no dia 20 de julho. A gestação da mãe, N'Dala, durou 23 meses. A população de elefantes na Europa está em declínio pelo envelhecimento e consequente redução da fertilidade (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante 3 (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Aos 18 dias de vida, elefante come com a mãe e se diverte no feno. Na 1ª medição, Rungwe tinha 150 kg e 1 metro de altura. Ela deve tomar de 10 a 12 litros de leite por dia durante 2 anos, mas já aos 6 meses serão incluídos aos poucos alguns vegetais na dieta. A espécie africana está ameaçada pela caça, comércio ilegal de marfim, agricultura e urbanização. Há 15 anos, havia só 40 mil indivíduos (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Zoológico de Buenos Aires tem futuro incerto

O zoológico de Buenos Aires, catalogado como patrimônio histórico nacional por sua arquitetura vitoriana, tem futuro incerto após a tentativa do governo da capital argentina de licitá-lo, frustrada no último momento pela oposição nos tribunais.

Situado no bairro de Palermo, o zoo, que abriu as portas em 1875, ocupa 18 hectares e abriga cerca de dois mil animais de 73 espécies.

Um passeio por suas instalações é como uma viagem no tempo: pelas grades de um aviário de inspiração andaluza veem-se macacos, enquanto os três elefantes entram e saem de seu templo hindu e passeiam aborrecidos pelo pequeno espaço disponibilizado.

Privatizada nos anos 90, sob o governo do ex-presidente Carlos Menem, nos últimos anos a instituição recebeu críticas pela situação dos animais e agora é alvo de uma batalha política pela decisão do prefeito, Mauricio Macri, de licitar sua gestão.

Um relatório da Auditoria Geral de Buenos Aires denunciou que entre 1990 e 2008 foram perdidas 31 espécies de mamíferos e 72 espécies de aves, que representavam 23% e 55%, respectivamente, das espécies do zoológico.

O atual diretor do espaço, o ecologista Claudio Bertonatti, que ocupa o cargo há seis meses, confirma os dados, mas minimiza a importância dos números: “Muita gente acredita que quanto mais espécies um zoo tiver, melhor será, mas é um erro. Nós poderíamos aumentar o número de espécies se aceitássemos todos os animais que foram recuperados em apreensões, mas não o fazemos porque chegam muito maltratados e seria contraproducente”, contou.

Bertonatti alegou que se sente “orgulhoso” que nos últimos anos tenham sido “devolvidos à natureza” cerca de 400 animais, entre eles “107 condores andinos que agora voam livres por vários países da América Latina”.

Para o diretor, o zoo deve ser transformado “de um centro de entretenimento a um espaço de preservação com quatro objetivos: preservar, educar, pesquisar e, por último, entreter”.

Para o gestor, o melhor modelo é o zoológico do Bronx, já que acredita que o ideal seria que, como em Nova York, os animais vivessem em “condições de semiliberdade”, embora admita que a instituição americana possui um espaço seis vezes maior que os 18 hectares “não ampliáveis” do zoo de Buenos Aires.

Enquanto os ecologistas se preocupam com a melhora das instalações e o bem-estar dos animais, os políticos portenhos se enfrentam em uma batalha legal sobre o futuro da instituição.

A juíza Elena Liberatori aceitou o apoio oferecido pelo legislador opositor Adrián Camps e suspendeu a licitação pública defendida pelo governo da cidade pela condição do espaço e “a especial proteção de categoria constitucional e legal à qual ele está sujeito”.

Elena sentenciou que qualquer futura concessão do zoológico deve ser aprovada pela legislação, mas a diretora da Direção Geral de Concessões de Buenos Aires, Silvia Imas, afirmou que apelarão da sentença porque consideram que a licitação “é a melhor forma de regularizar uma concessão vencida e ter cinco anos para repensar como será o zoológico do futuro”.

Camps, membro do Partido Socialista Autêntico, recebeu com euforia a decisão judicial e ressaltou que “o zoo é uma raridade internacional, porque conserva as construções vitorianas originais, ao contrário do de Londres, onde muito foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e sua gestão deve ser pública”.

O político declarou à Efe que espera que agora “se abra um debate sobre o futuro do zoológico e sua concepção”, já que, em sua opinião, a ideia de lugar “para exibir animais em cativeiro, enjaulados, já não é aceitável”.

Tanto o diretor do espaço quanto Camps lamentam que na folha de licitação seja exijido que 85% dos fundos sejam destinados à restauração dos prédios históricos e só 15% para melhorar a oferta de conservação e a função educativa.

Silvia nega esses dados, mas reconhece que a exigência para a restauração é muito maior “porque são prédios históricos e estão muito deteriorados”.

À espera que a batalha política termine, o zoológico continua sua lenta transformação, e inaugurou recentemente um aviário com aves recuperadas do tráfico de animais, visando à conscientização.

Fonte: Portal iG


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Morre tartaruga Solitário Jorge, ‘criatura mais rara da Terra’

O animal vivia nas ilhas Galápagos e tinha idade estimada em mais de 100 anos

Solitário Jorge, a última tartaruga gigante de sua espécie que habitava as ilhas Galápagos, morreu neste domingo depois de infrutíferas tentativas para que se reproduzisse, informou a reserva ecológica equatoriana. Muitos cientistas o consideravam a criatura mais rara da Terra.

O animal, único sobrevivente da espécie Geochelone abigdoni, tinha idade estimada em mais de 100 anos e foi encontrado sem vida no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos (PNG) em um comunicado.

“Com a morte desta tartaruga se extingue a espécie da ilha Pinta”, de onde a tartaruga gigante era originária, lamentou a direção do parque, que em 1993 submeteu Jorge a um processo de reprodução mal sucedido.

O Parque Nacional Galápagos anunciou que, em “homenagem” a Solitário Jorge, realizará um seminário internacional nos próximo mês de julho para elaborar uma estratégia de manejo das populações de tartarugas nos próximos dez anos, com a finalidade de obter a restauração das espécies.

A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo

A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo (Reuters)

Fonte: Veja Ciência


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Foca tem primeiro filhote aos 16 anos e surpreende aquário dos EUA

Bebê nasceu com nove quilos na última sexta-feira, na Califórnia.
Segundo especialista, focas adultas começam a ter filhotes aos quatro anos.

O Aquário do Pacífico, em Long Beach, na Califórnia, divulgou imagem que mostra Shelby, uma foca fêmea que vive no local e deu à luz seu primeiro bebê na última sexta-feira (27). O filhote nasceu com nove quilos.

Segundo Dudley Wigdahl, curador do aquário, localizado na Costa Oeste dos Estados Unidos, o nascimento surpreendeu a todos porque a foca tem idade avançada para ser mãe. O especialista diz que um espécime adulto começa a ter seus primeiros filhos aos quatro ou cinco anos de idade.

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


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