12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Alto custo do aluguel impede que zoos tragam pandas para o Brasil

Um dos animais mais carismáticos do planeta, o panda leva multidões a zoológicos espalhados pelo mundo, que “alugam” do governo chinês exemplares da espécie a preços milionários. Embora considerem importante o envio de animais para outros países a fim de garantir a preservação da espécie, biólogos ouvidos pelo Terra afirmam que seria praticamente impossível para os zoos brasileiros manter os altos custos de se ter um panda.

A Escócia, por exemplo, divulgou que vai pagar anualmente cerca de US$ 1 milhão ao governo chinês pelo empréstimo de dois pandas durante um período de 10 anos. Além disso, outro US$ 1 milhão deve ser gasto para manter a estrutura e a alimentação dos animais. “Acredito que teríamos um bom retorno do público, pois não temos nenhum panda na América do Sul. Mas não seria o suficiente para manter toda a estrutura necessária. O panda é um animal muito caro, é impensável para nós”, afirma o biólogo do Zoológico de São Paulo, Cauê Monticelli.

Monticelli explica que além do alto custo cobrado pelo governo chinês – valor destinado à preservação da espécie no ambiente natural na China -, ainda é preciso levar em conta a necessidade alimentar do animal. “O panda se alimenta de pequenos mamíferos e insetos, mas grande parte da dieta é composta de bambus. São mais de 20 tipos que nós não temos aqui no Brasil”, afirma ao destacar que ainda é necessário apresentar uma grande estrutura física. “De acordo com as normativas do Ibama, para dois indivíduos seria necessário um espaço de 1,5 mil m2, com mais de 4 m de altura. O zoo de São Paulo é muito grande e mesmo assim seria difícil. Agora imagina para outros zoos menores que temos no Brasil?”.

O biólogo Anderson Mendes trabalha há 20 anos no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e afirma que durante todo esse período não houve interesse em trazer pandas. “Apesar de ser uma espécie emblemática, que o público gosta muito, o custo é elevado. Preferimos investir esse dinheiro na melhoria da nossa estrutura e para manter outras espécies que estão igualmente ameaçadas”, afirma. Apesar disso, Mendes considera extremamente importante o programa chinês de emprestar pandas para zoos de outros países: “As áreas de distribuição natural do panda estão diminuindo cada vez mais por causa do crescimento das cidades chinesas. Por isso o trabalho em cativeiro é importante para ajudar a preservar a espécie”, completa.

O presidente da Sociedade Brasileira dos Zoológicos e Aquários, Luiz Pires, concorda com a relevância de se enviar exemplares para outros países. “Não basta promover a reprodução da espécie em apenas um país. E se problemas climáticos, ou até mesmo doenças, atingirem essa população? Todo o trabalho é perdido, por isso que se distribuem exemplares em outros locais, para garantir a manutenção da espécie”, explica.

Segundo Pires, um caso que representa essa situação envolveu o Brasil com o mico-leão-dourado. “Na década de 1980, o mico-leão foi enviado para diversos zoos do mundo. Quando entrou em ameaça de extinção na natureza aqui no País, animais nascidos lá fora foram trazidos para recuperar a espécie em vida livre. A mesma coisa pode ser feita com os pandas e outros animais caso seja necessário”, diz o especialista.

Para o diretor do Jardim Zoológico de Belo Horizonte, Carlyle Coelho, embora seja inviável para os zoos brasileiros gerenciar os custos para manter os pandas, isso não quer dizer que não haja preocupação com as espécies ameaçadas provenientes de outros continentes. “Assim como tentamos garantir a manutenção de várias espécies do nosso País, também procuramos exibir animais de outras partes do mundo. O nosso zoo, por exemplo, é o único da América Latina que tem gorilas (um macho e duas fêmeas)”, afirma ao destacar que a proteção dos animais deve ser assumida como um compromisso em todo o mundo.

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia. Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Fonte: Portal Terra


25 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Animais sofrem com onda de calor em Budapeste, na Hungria

Muitos bichos precisaram de banhos extras.
Os mais espertos improvisaram abrigos contra o sol.

A onda de calor que assolou o Leste Europeu esta semana atingiu até os animais. Com uma temperatura de 38 graus Celsius muitos bichos precisaram de um socorro extra para suportar as altas temperaturas nesta quarta-feira (24).

No zoológico de Budapeste, na Hungria, uma das cidades mais frias da Europa, onde é comum os termômetros marcarem 21 graus Celsius, os tratadores deram banhos de mangueiras em muitos animais.

Um orangotango improvisou um abrigo de folhas para se proteger do sol (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Um orangotango improvisou um abrigo com papelão para proteger-se do sol (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Os elefantes se divertiram com os jatos de água.   (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Os elefantes se divertiram com os jatos de água (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Até os ursos polares ganharam um banho frio para resistirem ao calor (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Até os ursos polares ganharam um banho frio contra o calor (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


29 de março de 2011 | nenhum comentário »

Zoológicos podem garantir sobrevivência de espécies ameaçadas

O nascimento de dois filhotes de gatos de pata preta africano em Nova Orleans, em fevereiro, mereceu comemoração dupla: os gatinhos foi a primeira de sua espécie (que está ameaçada de extinção) a nascer de um embrião congelado e veio ao mundo pelas mãos da equipe do Instituto da Natureza Audubon, nos Estados Unidos. Os embriões ficaram quase seis anos congelados antes de serem implantados na mãe de aluguel, uma gata doméstica chamada Bijou. O pai dos bichanos, Ramsés, teve os espermatozoides coletados em 2003 e a mãe, Zora, os óvulos em 2005, época em que foi feita a fertilização in vitro e o congelamento dos embriões.

A importância da Institutos como o Audubon, que tem um zoológico e um aquário, e reproduz espécies em cativeiro deve ser cada vez maior como ferramenta para mantê-las vivas. “A reprodução em cativeiro é uma ferramenta de conservação da qual necessitamos, é uma solução de curto prazo, mas não deve ser negligenciada e deveria ser implementada antes que certas espécies cheguem ao ponto em que garantir sua existência seja impossível”, afirmou ao iG Dalia Conde, do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo sobre o tema publicado há duas semanas no periódico científico Science. Atualmente, segundo o texto, uma em cada sete espécies ameaçadas de extinção podem ser encontradas em um zoológico ou aquário, o que facilita tomar as ações necessárias para a reproduzi-las.

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Um exemplo da importância do trabalho dos zoos está na crise atual pela qual passam atualmente os anfíbios. Ela chegou a um ponto em que os especialistas da IUCN (sigla em inglês para União Internacional para Conservação da Natureza, entidade responsável por listar animais em extinção) pediram aos zoos de todo mundo para implementar programas de procriação em cativeiro.

Tomar esta atitude, no entanto, não significa diminuir os programas de conservação dos habitats naturais. “Organizações de conservação e outras instituições podem estar pensando que ao incluir a reprodução em cativeiro em seus programas a sociedade irá relaxar na conservação das áreas naturais, o que é uma preocupação relevante. E a reprodução em cativeiro também é vista como uma atitude desesperada”, explica Dalia. Mas nem sempre o pensamento foi este segundo ela. “No final da década de 1980, os conservacionistas viam a reprodução em cativeiro como uma solução chave, depois no meio da década de 1990 eles passaram a olhar mais para os ecossistemas e menos para as espécies. Por exemplo, a WWF (World Wildlife Fund) mudou seus programas de conservação de espécies para uma abordagem de preservação das ecoregiões. Os zoológicos também passaram a implementar programas para conservar espécies em seus habitats naturais. Atualmente eles são a terceira maior instituição em projetos de conservação, atrás apenas das ONGs WWF e da The Nature Conservancy”.

A divulgação das imagens dos animais também é uma ferramenta que pode ajudar na conservação, segundo os criadores de um site dedicado a noticiar nascimentos de animais em zoológicos no mundo inteiro, o Zooborns. “Em geral, procuramos [para publicar] grandes histórias de conservação. O Zooborns é muito mais do que um local para colocarmos um sorriso no rosto dos nossos leitores. O que buscamos fazer é criar empatia por espécies ameaçadas pelos humanos. Queremos inspirar as pessoas a proteger esses animais incríveis”, disseram ao iG os criadores do site, Chris Eastland, um fotógrafo de Nova York, e Andrew Bleiman, um apaixonado por conservação animal, de Chicago.

O site é rigoroso também na hora de escolher as imagens para serem divulgadas, que já viraram livro. “Todas as imagens de animais que aparecem no site vêm de instituições credenciadas pela Association of Zoos and Aquariums (caso seja da América do Norte), European Association of Zoos and Aquariums (caso seja da Europa) ou pela World Association of Zoos and Aquariums (no resto do mundo).”, completaram Eastland e Bleiman.

Fonte: Portal iG


18 de março de 2011 | nenhum comentário »

Jiboia com cerca de 2 metros é resgatada no RS

Animal foi encaminhado ao Ibama com ferimentos perto da cabeça.
Segundo Ibama, cobra pode ter sido abandonada por traficantes de animais.

Uma jiboia com cerca de 2 metros foi encontrada em Uruguaiana (RS), na quarta-feira (16). O animal apresenta ferimentos perto da cabeça e foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O chefe do escritório regional do Ibama em Uruguaiana, Allan Gomes de Carvalho, explicou ao G1 que um caminhoneiro teria resgatado a cobra em uma estrada e acionado a polícia ambiental, que encaminhou o bicho ao Ibama.

“A jiboia não é um animal desta região. Ela provavelmente foi solta por alguém que a mantinha em casa de maneira irregular ou é fruto de tráfico de animais. Ela pode ter sido abandonada na estrada por traficantes de animais que tentaram cruzar para a Argentina, mas desistiram por algum motivo”, disse Carvalho.

A jiboia será levada na quinta-feira (17) para o núcleo de fauna do Ibama de Porto Alegre e, depois, vai para um zoológico.

Jiboia levada para o Ibama de Uruguaiana (Foto: Divulgação/Ibama)

Jiboia levada para o Ibama de Uruguaiana (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte:G1


27 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Zoológicos usam genética para devolver animais à natureza

Os zoológicos não são mais os mesmos. Com as mudanças climáticas e o acesso mais fácil a outros continentes, onde as pessoas podem ver animais exóticos de perto, esses parques passaram a ter papel fundamental na preservação das espécies.

“Expor os animais somente para lazer é inadmissível. A maioria dos 127 zoos brasileiros se norteia pela conservação”, afirma Luís Pires, presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil.

Os zoos recebem animais apreendidos que não têm mais condição de voltar à vida livre. Mantidos geneticamente puros, podem ter seus descendentes devolvidos à vida selvagem.

Foi o que aconteceu com o ameaçado mico-leão-dourado anos atrás. Graças a um plano de manejo internacional, que envolveu vários zoológicos, a espécie se reproduziu e ganhou fôlego ao ser devolvida à mata atlântica.

Cada espécie ameaçada tem seu plano de manejo, no qual todos os indivíduos mantidos em cativeiro no país ou no exterior, dependendo do caso, são considerados uma colônia única.

“Mantemos o plantel com baixa consanguinidade, sem distúrbios de comportamento e em condições sanitárias para serem soltos”, diz Gerson Norberto, diretor do zoo de Salvador.

BANCO GENÉTICO

Em abril, o zoológico de Brasília inaugurou a Casa do Futuro -o primeiro banco genético de animais selvagens em zoos do país. Ali, são sendo armazenados sêmen e células-tronco adultas para reprodução e tratamento.

Ele permitirá ainda o intercâmbio de material genético entre instituições sem precisar locomover os animais. “É uma reserva estratégica para a conservação da nossa biodiversidade”, diz o diretor-presidente Raul Gonzales.
(Fonte: Folha.com)

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8 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama proíbe reprodução de leões e grandes felinos exóticos no país

De acordo com a publicação, esses animais representam “risco à segurança da população, ocasionado pelas situações precárias de manutenção em que muitas vezes se encontram”. A decisão considera ainda a inexistência de locais interessados e aptos a receber exemplares de grandes felinos exóticos, que são os animais trazidos do exterior para o Brasil.

Segundo a Superintendência do Ibama no Rio de Janeiro, com a decisão, fica proibida a reprodução dos grandes felinos exóticos: leão, tigre, leopardo, puma, pantera e lince. O controle populacional, segundo o Ibama, deverá ocorrer por meio de vasectomia.

Zoológicos que desejarem manter grandes felinos exóticos aptos à reprodução deverão solicitar autorização ao Ibama, mediante apresentação de justificativa, em que conste a descrição de um recinto adequado para alojar os filhotes quando eles atingirem a idade adulta.

Comércio de grandes felinos – Ainda segundo a decisão do Ibama, a comercialização de grandes felinos exóticos só poderá ser feita entre zoológicos. Fica proibida a importação desses animais, exceto a importação realizada por zoológicos que apresentem programas de reprodução dessas espécies e que tenham Autorização de Manejo emitida pelo Ibama.

Fica proibida também a realização de procedimentos que caracterizem mutilação dos animais, tais como a extração de unhas e presas.

Fonte: G1






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12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Alto custo do aluguel impede que zoos tragam pandas para o Brasil

Um dos animais mais carismáticos do planeta, o panda leva multidões a zoológicos espalhados pelo mundo, que “alugam” do governo chinês exemplares da espécie a preços milionários. Embora considerem importante o envio de animais para outros países a fim de garantir a preservação da espécie, biólogos ouvidos pelo Terra afirmam que seria praticamente impossível para os zoos brasileiros manter os altos custos de se ter um panda.

A Escócia, por exemplo, divulgou que vai pagar anualmente cerca de US$ 1 milhão ao governo chinês pelo empréstimo de dois pandas durante um período de 10 anos. Além disso, outro US$ 1 milhão deve ser gasto para manter a estrutura e a alimentação dos animais. “Acredito que teríamos um bom retorno do público, pois não temos nenhum panda na América do Sul. Mas não seria o suficiente para manter toda a estrutura necessária. O panda é um animal muito caro, é impensável para nós”, afirma o biólogo do Zoológico de São Paulo, Cauê Monticelli.

Monticelli explica que além do alto custo cobrado pelo governo chinês – valor destinado à preservação da espécie no ambiente natural na China -, ainda é preciso levar em conta a necessidade alimentar do animal. “O panda se alimenta de pequenos mamíferos e insetos, mas grande parte da dieta é composta de bambus. São mais de 20 tipos que nós não temos aqui no Brasil”, afirma ao destacar que ainda é necessário apresentar uma grande estrutura física. “De acordo com as normativas do Ibama, para dois indivíduos seria necessário um espaço de 1,5 mil m2, com mais de 4 m de altura. O zoo de São Paulo é muito grande e mesmo assim seria difícil. Agora imagina para outros zoos menores que temos no Brasil?”.

O biólogo Anderson Mendes trabalha há 20 anos no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e afirma que durante todo esse período não houve interesse em trazer pandas. “Apesar de ser uma espécie emblemática, que o público gosta muito, o custo é elevado. Preferimos investir esse dinheiro na melhoria da nossa estrutura e para manter outras espécies que estão igualmente ameaçadas”, afirma. Apesar disso, Mendes considera extremamente importante o programa chinês de emprestar pandas para zoos de outros países: “As áreas de distribuição natural do panda estão diminuindo cada vez mais por causa do crescimento das cidades chinesas. Por isso o trabalho em cativeiro é importante para ajudar a preservar a espécie”, completa.

O presidente da Sociedade Brasileira dos Zoológicos e Aquários, Luiz Pires, concorda com a relevância de se enviar exemplares para outros países. “Não basta promover a reprodução da espécie em apenas um país. E se problemas climáticos, ou até mesmo doenças, atingirem essa população? Todo o trabalho é perdido, por isso que se distribuem exemplares em outros locais, para garantir a manutenção da espécie”, explica.

Segundo Pires, um caso que representa essa situação envolveu o Brasil com o mico-leão-dourado. “Na década de 1980, o mico-leão foi enviado para diversos zoos do mundo. Quando entrou em ameaça de extinção na natureza aqui no País, animais nascidos lá fora foram trazidos para recuperar a espécie em vida livre. A mesma coisa pode ser feita com os pandas e outros animais caso seja necessário”, diz o especialista.

Para o diretor do Jardim Zoológico de Belo Horizonte, Carlyle Coelho, embora seja inviável para os zoos brasileiros gerenciar os custos para manter os pandas, isso não quer dizer que não haja preocupação com as espécies ameaçadas provenientes de outros continentes. “Assim como tentamos garantir a manutenção de várias espécies do nosso País, também procuramos exibir animais de outras partes do mundo. O nosso zoo, por exemplo, é o único da América Latina que tem gorilas (um macho e duas fêmeas)”, afirma ao destacar que a proteção dos animais deve ser assumida como um compromisso em todo o mundo.

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia. Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Tian Tian, um dos pandas levados para a Escócia Foto: www.GiantPandaZoo.com/Divulgação

Fonte: Portal Terra


25 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Animais sofrem com onda de calor em Budapeste, na Hungria

Muitos bichos precisaram de banhos extras.
Os mais espertos improvisaram abrigos contra o sol.

A onda de calor que assolou o Leste Europeu esta semana atingiu até os animais. Com uma temperatura de 38 graus Celsius muitos bichos precisaram de um socorro extra para suportar as altas temperaturas nesta quarta-feira (24).

No zoológico de Budapeste, na Hungria, uma das cidades mais frias da Europa, onde é comum os termômetros marcarem 21 graus Celsius, os tratadores deram banhos de mangueiras em muitos animais.

Um orangotango improvisou um abrigo de folhas para se proteger do sol (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Um orangotango improvisou um abrigo com papelão para proteger-se do sol (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Os elefantes se divertiram com os jatos de água.   (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Os elefantes se divertiram com os jatos de água (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Até os ursos polares ganharam um banho frio para resistirem ao calor (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Até os ursos polares ganharam um banho frio contra o calor (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


29 de março de 2011 | nenhum comentário »

Zoológicos podem garantir sobrevivência de espécies ameaçadas

O nascimento de dois filhotes de gatos de pata preta africano em Nova Orleans, em fevereiro, mereceu comemoração dupla: os gatinhos foi a primeira de sua espécie (que está ameaçada de extinção) a nascer de um embrião congelado e veio ao mundo pelas mãos da equipe do Instituto da Natureza Audubon, nos Estados Unidos. Os embriões ficaram quase seis anos congelados antes de serem implantados na mãe de aluguel, uma gata doméstica chamada Bijou. O pai dos bichanos, Ramsés, teve os espermatozoides coletados em 2003 e a mãe, Zora, os óvulos em 2005, época em que foi feita a fertilização in vitro e o congelamento dos embriões.

A importância da Institutos como o Audubon, que tem um zoológico e um aquário, e reproduz espécies em cativeiro deve ser cada vez maior como ferramenta para mantê-las vivas. “A reprodução em cativeiro é uma ferramenta de conservação da qual necessitamos, é uma solução de curto prazo, mas não deve ser negligenciada e deveria ser implementada antes que certas espécies cheguem ao ponto em que garantir sua existência seja impossível”, afirmou ao iG Dalia Conde, do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo sobre o tema publicado há duas semanas no periódico científico Science. Atualmente, segundo o texto, uma em cada sete espécies ameaçadas de extinção podem ser encontradas em um zoológico ou aquário, o que facilita tomar as ações necessárias para a reproduzi-las.

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Um exemplo da importância do trabalho dos zoos está na crise atual pela qual passam atualmente os anfíbios. Ela chegou a um ponto em que os especialistas da IUCN (sigla em inglês para União Internacional para Conservação da Natureza, entidade responsável por listar animais em extinção) pediram aos zoos de todo mundo para implementar programas de procriação em cativeiro.

Tomar esta atitude, no entanto, não significa diminuir os programas de conservação dos habitats naturais. “Organizações de conservação e outras instituições podem estar pensando que ao incluir a reprodução em cativeiro em seus programas a sociedade irá relaxar na conservação das áreas naturais, o que é uma preocupação relevante. E a reprodução em cativeiro também é vista como uma atitude desesperada”, explica Dalia. Mas nem sempre o pensamento foi este segundo ela. “No final da década de 1980, os conservacionistas viam a reprodução em cativeiro como uma solução chave, depois no meio da década de 1990 eles passaram a olhar mais para os ecossistemas e menos para as espécies. Por exemplo, a WWF (World Wildlife Fund) mudou seus programas de conservação de espécies para uma abordagem de preservação das ecoregiões. Os zoológicos também passaram a implementar programas para conservar espécies em seus habitats naturais. Atualmente eles são a terceira maior instituição em projetos de conservação, atrás apenas das ONGs WWF e da The Nature Conservancy”.

A divulgação das imagens dos animais também é uma ferramenta que pode ajudar na conservação, segundo os criadores de um site dedicado a noticiar nascimentos de animais em zoológicos no mundo inteiro, o Zooborns. “Em geral, procuramos [para publicar] grandes histórias de conservação. O Zooborns é muito mais do que um local para colocarmos um sorriso no rosto dos nossos leitores. O que buscamos fazer é criar empatia por espécies ameaçadas pelos humanos. Queremos inspirar as pessoas a proteger esses animais incríveis”, disseram ao iG os criadores do site, Chris Eastland, um fotógrafo de Nova York, e Andrew Bleiman, um apaixonado por conservação animal, de Chicago.

O site é rigoroso também na hora de escolher as imagens para serem divulgadas, que já viraram livro. “Todas as imagens de animais que aparecem no site vêm de instituições credenciadas pela Association of Zoos and Aquariums (caso seja da América do Norte), European Association of Zoos and Aquariums (caso seja da Europa) ou pela World Association of Zoos and Aquariums (no resto do mundo).”, completaram Eastland e Bleiman.

Fonte: Portal iG


18 de março de 2011 | nenhum comentário »

Jiboia com cerca de 2 metros é resgatada no RS

Animal foi encaminhado ao Ibama com ferimentos perto da cabeça.
Segundo Ibama, cobra pode ter sido abandonada por traficantes de animais.

Uma jiboia com cerca de 2 metros foi encontrada em Uruguaiana (RS), na quarta-feira (16). O animal apresenta ferimentos perto da cabeça e foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O chefe do escritório regional do Ibama em Uruguaiana, Allan Gomes de Carvalho, explicou ao G1 que um caminhoneiro teria resgatado a cobra em uma estrada e acionado a polícia ambiental, que encaminhou o bicho ao Ibama.

“A jiboia não é um animal desta região. Ela provavelmente foi solta por alguém que a mantinha em casa de maneira irregular ou é fruto de tráfico de animais. Ela pode ter sido abandonada na estrada por traficantes de animais que tentaram cruzar para a Argentina, mas desistiram por algum motivo”, disse Carvalho.

A jiboia será levada na quinta-feira (17) para o núcleo de fauna do Ibama de Porto Alegre e, depois, vai para um zoológico.

Jiboia levada para o Ibama de Uruguaiana (Foto: Divulgação/Ibama)

Jiboia levada para o Ibama de Uruguaiana (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte:G1


27 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Zoológicos usam genética para devolver animais à natureza

Os zoológicos não são mais os mesmos. Com as mudanças climáticas e o acesso mais fácil a outros continentes, onde as pessoas podem ver animais exóticos de perto, esses parques passaram a ter papel fundamental na preservação das espécies.

“Expor os animais somente para lazer é inadmissível. A maioria dos 127 zoos brasileiros se norteia pela conservação”, afirma Luís Pires, presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil.

Os zoos recebem animais apreendidos que não têm mais condição de voltar à vida livre. Mantidos geneticamente puros, podem ter seus descendentes devolvidos à vida selvagem.

Foi o que aconteceu com o ameaçado mico-leão-dourado anos atrás. Graças a um plano de manejo internacional, que envolveu vários zoológicos, a espécie se reproduziu e ganhou fôlego ao ser devolvida à mata atlântica.

Cada espécie ameaçada tem seu plano de manejo, no qual todos os indivíduos mantidos em cativeiro no país ou no exterior, dependendo do caso, são considerados uma colônia única.

“Mantemos o plantel com baixa consanguinidade, sem distúrbios de comportamento e em condições sanitárias para serem soltos”, diz Gerson Norberto, diretor do zoo de Salvador.

BANCO GENÉTICO

Em abril, o zoológico de Brasília inaugurou a Casa do Futuro -o primeiro banco genético de animais selvagens em zoos do país. Ali, são sendo armazenados sêmen e células-tronco adultas para reprodução e tratamento.

Ele permitirá ainda o intercâmbio de material genético entre instituições sem precisar locomover os animais. “É uma reserva estratégica para a conservação da nossa biodiversidade”, diz o diretor-presidente Raul Gonzales.
(Fonte: Folha.com)

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8 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama proíbe reprodução de leões e grandes felinos exóticos no país

De acordo com a publicação, esses animais representam “risco à segurança da população, ocasionado pelas situações precárias de manutenção em que muitas vezes se encontram”. A decisão considera ainda a inexistência de locais interessados e aptos a receber exemplares de grandes felinos exóticos, que são os animais trazidos do exterior para o Brasil.

Segundo a Superintendência do Ibama no Rio de Janeiro, com a decisão, fica proibida a reprodução dos grandes felinos exóticos: leão, tigre, leopardo, puma, pantera e lince. O controle populacional, segundo o Ibama, deverá ocorrer por meio de vasectomia.

Zoológicos que desejarem manter grandes felinos exóticos aptos à reprodução deverão solicitar autorização ao Ibama, mediante apresentação de justificativa, em que conste a descrição de um recinto adequado para alojar os filhotes quando eles atingirem a idade adulta.

Comércio de grandes felinos – Ainda segundo a decisão do Ibama, a comercialização de grandes felinos exóticos só poderá ser feita entre zoológicos. Fica proibida a importação desses animais, exceto a importação realizada por zoológicos que apresentem programas de reprodução dessas espécies e que tenham Autorização de Manejo emitida pelo Ibama.

Fica proibida também a realização de procedimentos que caracterizem mutilação dos animais, tais como a extração de unhas e presas.

Fonte: G1