{"id":10013,"date":"2012-06-13T11:20:02","date_gmt":"2012-06-13T14:20:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10013"},"modified":"2012-06-13T11:20:02","modified_gmt":"2012-06-13T14:20:02","slug":"rio20-um-glossario-para-entender-o-idioma-verde","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10013","title":{"rendered":"Rio+20: um gloss\u00e1rio para entender o idioma &#8216;verde&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><strong>A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 n\u00e3o se limita a mudar h\u00e1bitos, consci\u00eancias e modos de fazer neg\u00f3cios. Tamb\u00e9m recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas express\u00f5es. Das mais cient\u00edficas \u00e0s mais marqueteiras, eis um gloss\u00e1rio b\u00e1sico para acompanhar as conversas em clima de Rio+20<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 245px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico1.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"315\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ciclo de vida:\u00a0<\/strong>A an\u00e1lise do chamado ciclo de vida de um produto \u00e9 uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total \u201cdo ber\u00e7o \u00e0 cova\u201d, isto \u00e9, da mat\u00e9ria-prima ao descarte (ou reciclagem, quando houver), passando por manufatura, distribui\u00e7\u00e3o, uso e manuten\u00e7\u00e3o. Ela est\u00e1 para os m\u00e9todos tradicionais dos relat\u00f3rios de impacto ambiental como a f\u00edsica qu\u00e2ntica est\u00e1 para a f\u00edsica de Newton.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico2.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento sustent\u00e1vel:<\/strong>\u00a0O adjetivo sustent\u00e1vel existe h\u00e1 s\u00e9culos, mas, como termo corrente do vocabul\u00e1rio econ\u00f4mico e ecol\u00f3gico, a data que aparece em sua certid\u00e3o de nascimento \u00e9 1987. \u00c9 daquele ano o chamado \u201crelat\u00f3rio Brundtland\u201d, o texto em que uma comiss\u00e3o formada pela ONU \u2014 e presidida pela ent\u00e3o primeiraministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland \u2014 lan\u00e7ou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econ\u00f4mico e social com a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais da Terra, de modo a n\u00e3o espetar a conta da atual produ\u00e7\u00e3o de riquezas nas futuras gera\u00e7\u00f5es. O desenvolvimento sustent\u00e1vel foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92. Seu principal problema \u00e9, ainda hoje, ser uma daquelas belas ideias com as quais todos concordam, mas que se tornam um vespeiro na hora do desdobramento em medidas pr\u00e1ticas. A atual pegada ecol\u00f3gica da humanidade aponta para um longo caminho \u00e0 frente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 245px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico3.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"315\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ecologia:<\/strong> A palavra estreou num dicion\u00e1rio de portugu\u00eas em 1928, segundo o<em>Houaiss<\/em>. Cerca de meio s\u00e9culo, portanto, depois de ser criada pelo zo\u00f3logo alem\u00e3o Ernst Haeckel como<em>\u00d6kologie<\/em>\u00a0(a partir do grego\u00a0<em>oikos<\/em>, \u201ccasa, habita\u00e7\u00e3o\u201d), para designar o nascente estudo das rela\u00e7\u00f5es entre seres vivos e meio ambiente. A princ\u00edpio um termo cient\u00edfico de uso restrito, caiu na linguagem comum nos anos 1960, com os primeiros movimentos da voga ambientalista. Em ingl\u00eas, data de 1969 o primeiro registro do elemento \u201ceco\u201d como formador de novos voc\u00e1bulos dotados de uma aura ambientalmente correta, como em ecoturismo, ecodesign, ecoefici\u00eancia etc. Abusaram tanto do truque que um dos tiros acabou saindo pela culatra: nasceu o ecochato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 245px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico4.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"315\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Efeito estufa:<\/strong>\u00a0H\u00e1 quem imagine que o efeito estufa \u00e9 um problema. Na verdade, trata-se de um fen\u00f4meno \u2014 proposto como teoria pelo f\u00edsico franc\u00eas Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente \u2014 que viabiliza a vida na Terra. Os gases do efeito estufa\u00a0 devolvem \u00e0 superf\u00edcie do planeta parte do calor que, na aus\u00eancia deles, se perderia no espa\u00e7o. Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentra\u00e7\u00e3o crescente de di\u00f3xido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e do desmatamento. Como consequ\u00eancia, a temperatura m\u00e9dia do planeta est\u00e1 em eleva\u00e7\u00e3o. \u00c9 um fato. Mas existem\u00a0 entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplom\u00e1tico no sentido de controlar a emiss\u00e3o global de gases do efeito estufa. O maior problema \u00e9 que os Estados Unidos, um dos pa\u00edses campe\u00f5es da polui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o ratificaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico5.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Externalidade:<\/strong>\u00a0Termo cascudo do jarg\u00e3o econ\u00f4mico que o discurso ambientalista vai popularizando.\u00a0 Uma externalidade \u00e9 uma esp\u00e9cie de efeito colateral da gera\u00e7\u00e3o de riquezas: um custo\u00a0 ou benef\u00edcio que a produ\u00e7\u00e3o de determinado artigo acarreta para terceiros e que, pelas leis do mercado, jamais se refl etir\u00e1 no c\u00e1lculo de\u00a0 seu valor. Externalidades podem ser positivas ou negativas. No primeiro caso, um bom exemplo \u00e9 um investimento eficiente em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que tem diversos tipos de impacto salutar na comunidade em torno da escola. A externalidade negativa mais t\u00edpica \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o. F\u00f3rmulas legais como as do passivo ambiental t\u00eam se esfor\u00e7ado por \u201cinternalizar\u201d tal custo, isto \u00e9, incorpor\u00e1-lo \u00e0 economia da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico6.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Org\u00e2nico:<\/strong>\u00a0A palavra veio do latim organicus, que tinha significado bem diferente: \u201crelativo a instrumento musical\u201d. Foi provavelmente por influ\u00eancia do franc\u00eas que ganhou o sentido de \u201crelativo aos \u00f3rg\u00e3os dos seres vivos\u201d. A express\u00e3o \u201cagricultura org\u00e2nica\u201d surgiu na Inglaterra em 1940, por oposi\u00e7\u00e3o a \u201cagricultura qu\u00edmica\u201d, para designar aquela que dispensava agrot\u00f3xicos e adubos qu\u00edmicos (e mais tarde sementes geneticamente alteradas). A princ\u00edpio uma atividade pouco mais que artesanal, come\u00e7ou a se expandir comercialmente nos anos 1970. Hoje, como \u201ceco\u201d e \u201cverde\u201d, o adjetivo se reveste de conota\u00e7\u00f5es fetichistas e marqueteiras: ser org\u00e2nico significa ser mais caro, al\u00e9m de supostamente mais saud\u00e1vel, embora \u201co atual est\u00e1gio das evid\u00eancias cient\u00edficas n\u00e3o corrobore esse ponto de vista\u201d, segundo a ag\u00eancia de alimentos brit\u00e2nica, a Food Standards Agency. Isso levou \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o em todo o mundo, nos \u00faltimos anos, de selos com variados graus de confiabilidade para atestar o que realmente merece ser chamado de org\u00e2nico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico7.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Passivo ambiental<\/strong>:\u00a0\u00c9 o custo associado \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental em que incorre uma empresa. Cobre de taxas e multas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas polu\u00eddas, passando pela compra de equipamentos antipolui\u00e7\u00e3o exigidos por lei. A refer\u00eancia nesse campo \u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o aprovada em 2004 pelo Parlamento Europeu, com base no princ\u00edpio de que \u201co poluidor paga\u201d. A menos, claro, que tenha excelentes advogados. Mas a tend\u00eancia\u00a0internacional \u00e9 fechar o cerco aos sujismundos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico8.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pecu\u00e1ria:<\/strong>\u00a0A cria\u00e7\u00e3o de gado \u00e9 t\u00e3o central na hist\u00f3ria da humanidade que a palavra latina\u00a0<em>pecuaria\u00a0<\/em>tem rela\u00e7\u00e3o de parentesco com os voc\u00e1bulos \u201cpecuni\u00e1rio\u201d e \u201cpec\u00falio\u201d, distantes do vocabul\u00e1rio do campo e ligados \u00e0 ideia de dinheiro. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: por mil\u00eanios, a riqueza foi medida em cabe\u00e7as de gado. \u00c9 recente a ideia de que algo nesse esquema n\u00e3o cheira bem: em 2006, um relat\u00f3rio da ONU acusou o setor pecuarista de ser um dos maiores vil\u00f5es do agravamento do efeito estufa devido aos gases emitidos por montanhas de esterco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico9.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pegada ecol\u00f3gica:<\/strong>\u00a0O conceito foi criado nos anos 1990 por William Rees e Mathis Wackernagel, pesquisadores da universidade canadense de British Columbia, como medida do consumo de recursos naturais pelo homem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade da Terra para rep\u00f4-los. Calcula-se que hoje a pegada total da humanidade seja de um planeta e meio, o que significa dizer que o consumo de recursos naturais excede em\u00a050% a capacidade de reposi\u00e7\u00e3o da Terra \u2014 um ritmo insustent\u00e1vel, portanto. Em geral, \u00e9 uma medi\u00e7\u00e3o que favorece pa\u00edses subdesenvolvidos ou em desenvolvimento: o Brasil \u00e9 um dos maiores credores do mundo nessa contabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico10.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reciclagem:<\/strong> O ferro-velho, palavra existente em portugu\u00eas desde o s\u00e9culo XVII, \u00e9 a prova de que reciclar \u2014 verbo que concentra a ideia de \u201csubmeter algo a um novo ciclo\u201d \u2014 \u00e9 uma ideia antiga. No entanto, na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidad\u00e3os comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de gl\u00f3ria durante a II Guerra Mundial. Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a ind\u00fastria de armamentos. A partir dos anos 1970, a pr\u00f3pria reciclagem se reciclou e, sob a l\u00f3gica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, pl\u00e1stico e papel. O Brasil apresenta \u00edndices conflitantes nesse quesito: l\u00edder mundial em reciclagem de latinhas de alum\u00ednio, com bom desempenho tamb\u00e9m no reaproveitamento de papel\u00e3o e garrafas PET, tem apenas 18% de seus munic\u00edpios com algum tipo de coleta seletiva. Paradoxo do atraso: no Brasil, os principais atores da reciclagem, iniciativa de economia sofisticada, s\u00e3o os catadores de lixo, representantes do lumpesinato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico11.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Verde:\u00a0<\/strong>A palavra est\u00e1 entre as mais antigas de nossa l\u00edngua: vinda do latim\u00a0<em>virides<\/em>, surgiu j\u00e1 no s\u00e9culo X, \u00e9poca que \u00e9 considerada uma esp\u00e9cie de pr\u00e9-hist\u00f3ria do portugu\u00eas. Al\u00e9m da cor, nomeava as matas e, por extens\u00e3o, a \u201cnatureza\u201d em geral. Mas foi preciso esperar a ascens\u00e3o dos movimentos\u00a0 ambientalistas, nos anos 1960, para que a palavra come\u00e7asse a ganhar proje\u00e7\u00e3o internacional com a acep\u00e7\u00e3o de \u201cecol\u00f3gico,\u00a0 que tem preocupa\u00e7\u00f5es ambientais\u201d. A organiza\u00e7\u00e3o Greenpeace (literalmente, \u201cpaz verde\u201d) foi fundada em 1971. Os primeiros partidos verdes europeus datam do fim daquela d\u00e9cada. Hoje o sentido ambientalista de \u201cverde\u201d est\u00e1 t\u00e3o consagrado que a palavra virou bord\u00e3o publicit\u00e1rio. Todo mundo quer ser verde, o que leva governos e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais a criar uma profus\u00e3o de \u201cselos\u00a0 verdes\u201d para certificar produtos e empresas que, segundo crit\u00e9rios variados, t\u00eam o direito de se proclamar assim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/130612\/imagens\/lexico12.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"270\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade Social:<\/strong>\u00a0Outra boa ideia que corre o risco de ser engolida pelo excesso de esperteza. Mais que uma express\u00e3o da moda,a responsabilidade social \u2014 de prefer\u00eancia com o aux\u00edlio de outro adjetivo, ambiental \u2014 tornou-se o xod\u00f3 da comunica\u00e7\u00e3o corporativa no terceiro mil\u00eanio. Acredita-se que tenha poderes\u00a0 m\u00e1gicos: se de fato h\u00e1 empresas socialmente respons\u00e1veis,tamb\u00e9m existem as que, com a ajuda de protocolos ensinados por profissionais especializados, d\u00e3o publicidade m\u00e1xima a bondades m\u00ednimas em busca de uma reciclagem<br \/>\nde imagem p\u00fablica que garanta ficha imaculada a poluidores hist\u00f3ricos, diplomas de mecenas a not\u00f3rios filisteus etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A onda ambientalista que vem crescendo desde os anos 1960 n\u00e3o se limita a mudar h\u00e1bitos, consci\u00eancias e modos de fazer neg\u00f3cios. Tamb\u00e9m recicla a linguagem, alterando o sentido de velhas palavras e criando novas express\u00f5es. 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