{"id":10028,"date":"2012-06-14T12:44:24","date_gmt":"2012-06-14T15:44:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10028"},"modified":"2012-06-14T12:44:24","modified_gmt":"2012-06-14T15:44:24","slug":"cientistas-pedem-que-pelo-menos-10-do-mar-seja-protegido","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10028","title":{"rendered":"Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 longe de atingir as metas internacionais de prote\u00e7\u00e3o ao mar na sua \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o costeira.<\/p>\n<p>De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no F\u00f3rum de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, uma esp\u00e9cie de Rio+20 paralela da ci\u00eancia, menos de 1% da zona de explora\u00e7\u00e3o costeira do Brasil est\u00e1 protegida.<\/p>\n<p>A taxa est\u00e1 distante das metas internacionais estabelecidas h\u00e1 dois anos pelo Protocolo de Nagoya.<\/p>\n<p>O documento define que at\u00e9 2020 pelo menos 10% da zona de explora\u00e7\u00e3o do mar de cada pa\u00eds deve estar protegida.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 n\u00e3o temos avan\u00e7os. Recentemente adiamos a amplia\u00e7\u00e3o do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Esp\u00edrito Santo]&#8221;, disse o bi\u00f3logo da USP Carlos Alfredo<\/p>\n<p>Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de \u00e1reas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.<\/p>\n<p>Mas o processo obrigat\u00f3rio de consultas p\u00fablicas com a popula\u00e7\u00e3o nas redondezas de Abrolhos sobre a \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o foi esticado e depois suspenso em meados de maio.<\/p>\n<p><strong>MAIS BRANCOS<\/strong><\/p>\n<p>A principal preocupa\u00e7\u00e3o dos cientistas s\u00e3o os recifes de corais. O Brasil tem as \u00fanicas forma\u00e7\u00f5es relevantes de recifes de corais do Atl\u00e2ntico Sul e boa parte deles est\u00e1 em Abrolhos.<\/p>\n<p>A acidez causada pelo aquecimento das \u00e1guas e da atividade humana na regi\u00e3o prejudica a alimenta\u00e7\u00e3o dos corais e os deixa mais vulner\u00e1veis (o que \u00e9 vis\u00edvel, pois eles ficam esbranqui\u00e7ados).<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o temos problemas apenas em Abrolhos. H\u00e1 regi\u00f5es do sul e do nordeste do pa\u00eds que tamb\u00e9m precisam de aten\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>De acordo com ela, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s florestas costuma ganhar mais aten\u00e7\u00e3o e ser mais debatida que a prote\u00e7\u00e3o ao mar.<\/p>\n<p>Somando unidades de conserva\u00e7\u00e3o, parques nacionais e reservas biol\u00f3gicas, 13% do territ\u00f3rio terrestre do pa\u00eds \u00e9 intoc\u00e1vel (as metas de Nagoya s\u00e3o de 17%).<\/p>\n<p><strong>GEST\u00c3O DE OCEANOS<\/strong><\/p>\n<p>Prates destacou tamb\u00e9m a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o sobre a atividade econ\u00f4mica relacionada ao mar.<\/p>\n<p>Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de esp\u00e9cies super exploradas e estejam em algum risco.<\/p>\n<p>A governan\u00e7a dos oceanos ser\u00e1 discutida na c\u00fapula da Rio+20, que reunir\u00e1 chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas est\u00e3o pouco otimistas.<\/p>\n<p>&#8220;Na Rio-92 havia uma proposta de conven\u00e7\u00e3o de oceanos que n\u00e3o avan\u00e7ou&#8221;, disse Joly.<\/p>\n<p>Fonte: Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil est\u00e1 longe de atingir as metas internacionais de prote\u00e7\u00e3o ao mar na sua \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o costeira. 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