{"id":10104,"date":"2012-06-21T12:07:46","date_gmt":"2012-06-21T15:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10104"},"modified":"2012-06-21T12:07:46","modified_gmt":"2012-06-21T15:07:46","slug":"cai-o-uso-de-energia-renovavel-no-brasil-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10104","title":{"rendered":"Cai o uso de energia renov\u00e1vel no Brasil, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Estudo tamb\u00e9m mostra queda no desmatamento e na polui\u00e7\u00e3o urbana<\/strong><\/p>\n<p>Segundo um novo estudo do IBGE, o Brasil est\u00e1 usando menos energia renov\u00e1vel. O trabalho mostra que, em 2010, 45,5% da energia utilizada no Brasil vinha de fontes renov\u00e1veis, como hidrel\u00e9tricas e derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar. A porcentagem \u00e9 menor do que nos dois anos anteriores: em 2009, 47,2% da energia usada no pa\u00eds vinha dessas fontes e, em 2008, o \u00edndice foi 45,9%. Esse tipo de fonte pode fornecer energia continuamente, se usado de modo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A estat\u00edstica faz parte do estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, lan\u00e7ado pelo IBGE nesta segunda-feira. A queda no uso dessas fontes de energia vai contra uma tend\u00eancia de crescimento que vinha desde 2001, quando o \u00edndice era menor do que 40%. Entre os respons\u00e1veis por essa mudan\u00e7a, est\u00e1 uma menor participa\u00e7\u00e3o dos derivados de cana-de-a\u00e7\u00facar, que ca\u00edram de 18,2% para 17,8%, e da energia hidr\u00e1ulica, que foi de 15,2% para 14%. Ao mesmo tempo, subiu o uso do g\u00e1s natural e do carv\u00e3o mineral no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Camada de oz\u00f4nio \u2014\u00a0<\/strong>Apesar disso, o estudo traz alguns dados mais animadores. Ele mostra que, por exemplo, o pa\u00eds conseguiu reduzir o consumo de subst\u00e2ncias destruidoras da camada de oz\u00f4nio. O Brasil superou, inclusive, as metas estabelecidas no Protocolo de Montreal, que foi firmado por mais de 150 pa\u00edses em 1987. Segundo o IBGE, o consumo desses compostos caiu de 11.099 t PDO (toneladas de Potencial de Destrui\u00e7\u00e3o da Camada de Oz\u00f4nio), em 2000, para 1.208 t PDO em 2010. Essa tend\u00eancia \u00e9 clara desde o final dos anos 90.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo mostra que caiu quase pela metade o n\u00famero de focos de queimadas e inc\u00eandios nas florestas brasileiras entre 2010 e 2011. O n\u00famero caiu de\u00a0133.133\u00a0para 61.687. A \u00e1rea desflorestada da Amaz\u00f4nia se aproxima de 20% da \u00e1rea da florestal original.<\/p>\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o \u2014\u00a0<\/strong>O estudo tamb\u00e9m avaliou a qualidade do ar nas cidades brasileiras e mostrou que houve uma melhora, apesar de ainda estar abaixo do ideal. Segundo a pesquisa, caiu o n\u00edvel de part\u00edculas totais em suspens\u00e3o e de part\u00edculas inal\u00e1veis na maioria das cidades. Parte desse resultado pode ser explicado pelo controle maior na emiss\u00e3o dos ve\u00edculos. Esse valor, no entanto, ainda \u00e9 mais alto do que o recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente em cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Vit\u00f3ria, al\u00e9m do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Se as cidades viram uma pequena melhora, o mesmo n\u00e3o se pode dizer dos rios. Eles n\u00e3o chegaram a ficar mais polu\u00eddos, mas continuaram igualmente sujos. Segundo o estudo, as fontes de \u00e1gua doce do pa\u00eds ainda t\u00eam muitas subst\u00e2ncias org\u00e2nicas e baixo \u00edndice de qualidade. Os casos mais graves s\u00e3o os do Tiet\u00ea, em S\u00e3o Paulo, e do Igua\u00e7u, em Curitiba. O estudo aponta a falta de tratamento dos esgotos como respons\u00e1vel pela polui\u00e7\u00e3o dos rios.<\/p>\n<p><strong>Moradia \u2014<\/strong>\u00a0Por fim, a pesquisa tamb\u00e9m mostrou que o n\u00famero de domic\u00edlios considerados adequados tem crescido no pa\u00eds. Para chegar a esse valor, os pesquisadores consideraram a densidade de moradores na casa, a coleta de lixo, o abastecimento de \u00e1gua e o esgotamento sanit\u00e1rio. De 1992 a 2009, o \u00edndice de casas adequadas foi de 36,8% para 56,8%. No Distrito Federal este valor alcan\u00e7ou 80,6% e em S\u00e3o Paulo 76,8%. Em Rond\u00f4nia e Alagoas, no entanto, os percentuais foram de 11,9% e 21,1%, respectivamente.<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2011\/3\/32497\/usina-hidreletrica-itaipu-size-598.jpg?1300476351\" alt=\"Usina-hidreletrica-itaipu-size-598\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Usina Hidrel\u00e9trica de Itaipu. A porcentagem de energia hidr\u00e1ulica usada no pa\u00eds caiu no \u00faltimo ano. Imagem: Veja Ci\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">A coleta de lixo est\u00e1 presente em 87,9% das casas, enquanto o abastecimento de \u00e1gua atinge 84,4%. A quantidade do esgotamento sanit\u00e1rio \u00e9 mais preocupante. Em 2008 o \u00edndice de domic\u00edlios com esgoto era 73,2%, mas caiu para 72,3% em 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo tamb\u00e9m mostra queda no desmatamento e na polui\u00e7\u00e3o urbana Segundo um novo estudo do IBGE, o Brasil est\u00e1 usando menos energia renov\u00e1vel. O trabalho mostra que, em 2010, 45,5% da energia utilizada no Brasil vinha de fontes renov\u00e1veis, como hidrel\u00e9tricas e derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar. 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