{"id":10241,"date":"2012-07-11T11:43:35","date_gmt":"2012-07-11T14:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10241"},"modified":"2012-07-11T11:43:35","modified_gmt":"2012-07-11T14:43:35","slug":"venda-de-ossos-de-leao-vira-novo-negocio-da-mafia-na-africa-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10241","title":{"rendered":"Venda de ossos de le\u00e3o vira novo &#8216;neg\u00f3cio&#8217; da m\u00e1fia na \u00c1frica do Sul"},"content":{"rendered":"<p><strong>Foco de traficantes \u00e9 alimentar mercado asi\u00e1tico.<\/strong><br \/>\n<strong>Esqueleto de le\u00e3o vale aproximadamente US$ 10 mil.<\/strong><\/p>\n<p>Os ossos de le\u00f5es que vivem na\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/africa-do-sul\/\">\u00c1frica do Sul<\/a>, utilizados para fazer po\u00e7\u00f5es tradicionais, se transformaram no novo neg\u00f3cio das m\u00e1fias asi\u00e1ticas que se dedicam ao tr\u00e1fico do chifre de rinoceronte, ao qual s\u00e3o atribu\u00eddas propriedades medicinais na \u00c1sia.<\/p>\n<p>O novo objetivo das m\u00e1fias ficou evidente em setembro de 2011, quando a pol\u00edcia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tr\u00e1fico de chifres de rinoceronte at\u00e9 o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava \u00e0 falsifica\u00e7\u00e3o de permiss\u00f5es de ca\u00e7a para ambas as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. J\u00e1 em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da \u00c1frica do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as a\u00e7\u00f5es ilegais de ca\u00e7adores.<\/p>\n<p>&#8220;As mesmas m\u00e1fias que traficam chifres de rinoceronte est\u00e3o comercializando ossos de le\u00e3o&#8221;, assegura Jo Shaw, especialista em Com\u00e9rcio e Tr\u00e1fico de Esp\u00e9cies do Fundo para a Prote\u00e7\u00e3o da Vida Selvagem da \u00c1frica Austral (EWT, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Devido ao aumento da demanda nos mercados asi\u00e1ticos, o pre\u00e7o de um esqueleto de le\u00e3o subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG brit\u00e2nica Lion Aid.<\/p>\n<p><strong>Apelo ao governo<\/strong><br \/>\nPara tentar frear o tr\u00e1fico de ossos de le\u00e3o, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fen\u00f4meno atrav\u00e9s do Facebook.<\/p>\n<p>A iniciativa, que come\u00e7ou no site da Avaaz, uma organiza\u00e7\u00e3o que prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es cidad\u00e3s em favor de causas sociais, reivindica um milh\u00e3o de assinaturas para exigir do presidente da \u00c1frica do Sul, Jacob Zuma, que pro\u00edba o tr\u00e1fico desses animais.<\/p>\n<p>\u201cCentenas de le\u00f5es sul-africanos est\u00e3o sendo esquartejados para a fabrica\u00e7\u00e3o de falsas po\u00e7\u00f5es sexuais para homens asi\u00e1ticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel com\u00e9rcio\u201d, indica o site da Avaaz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a iniciativa acrescenta que \u201cos le\u00f5es s\u00e3o criados em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es para sua ca\u00e7a, onde turistas endinheirados atiram contra eles atrav\u00e9s das cercas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a ca\u00e7a ilegal dos 20 mil le\u00f5es que vivem em estado selvagem na \u00c1frica\u201d, acrescenta a Avaaz.<\/p>\n<p><strong>Mercado ilegal alternativo<\/strong><br \/>\nConservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um neg\u00f3cio t\u00e3o lucrativo quanto o dos rinocerontes. \u201cAinda n\u00e3o sabemos quais podem ser as consequ\u00eancias do aumento deste com\u00e9rcio sobre os le\u00f5es selvagens\u201d, reconhece Shaw, cuja organiza\u00e7\u00e3o vai realizar um estudo, junto \u00e0 Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asi\u00e1tica.<\/p>\n<p>De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o com\u00e9rcio de le\u00e3o \u00e9 uma realidade na \u00c1frica do Sul e aumentou desde que a ca\u00e7a de tigres se tornou cada vez mais complicada.<\/p>\n<p>Ainda segundo Kelly, outras esp\u00e9cies tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, \u00e9 dif\u00edcil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/EtpcPOpAH-E18b_ZQO350VvpBmyARUYo8aohTU-0OhdIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/07\/10\/leao.jpg\" alt=\"Exemplares de Le\u00f5es africanos t\u00eam sido ca\u00e7ados e mortos para extra\u00e7\u00e3o de ossos, que s\u00e3o vendidos para o mercado asi\u00e1tico. Tradicionalistas da regi\u00e3o acreditam em cura com po\u00e7\u00f5es que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Chris vd Merwe)\" width=\"496\" height=\"433\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Exemplares de Le\u00f5es africanos t\u00eam sido ca\u00e7ados e mortos para extra\u00e7\u00e3o de ossos, que s\u00e3o vendidos para o mercado asi\u00e1tico. Tradicionalistas da regi\u00e3o acreditam em cura com po\u00e7\u00f5es que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Chris vd Merwe)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foco de traficantes \u00e9 alimentar mercado asi\u00e1tico. Esqueleto de le\u00e3o vale aproximadamente US$ 10 mil. Os ossos de le\u00f5es que vivem na\u00a0\u00c1frica do Sul, utilizados para fazer po\u00e7\u00f5es tradicionais, se transformaram no novo neg\u00f3cio das m\u00e1fias asi\u00e1ticas que se dedicam ao tr\u00e1fico do chifre de rinoceronte, ao qual s\u00e3o atribu\u00eddas propriedades medicinais na \u00c1sia. O &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10241\"> <span class=\"screen-reader-text\">Venda de ossos de le\u00e3o vira novo &#8216;neg\u00f3cio&#8217; da m\u00e1fia na \u00c1frica do Sul<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[145,400],"tags":[817,3848,1224,1451,1308,3614,3595,401],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10241"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10241"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10241\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10242,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10241\/revisions\/10242"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}