{"id":10245,"date":"2012-07-11T11:57:17","date_gmt":"2012-07-11T14:57:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10245"},"modified":"2012-07-11T11:57:17","modified_gmt":"2012-07-11T14:57:17","slug":"pesca-excessiva-ameaca-30-das-populacoes-de-peixes-afirma-onu","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10245","title":{"rendered":"Pesca excessiva amea\u00e7a 30% das popula\u00e7\u00f5es de peixes, afirma ONU"},"content":{"rendered":"<p><strong>FAO aponta riscos social e econ\u00f4mico do desaparecimento de esp\u00e9cies.<\/strong><br \/>\n<strong>Conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.<\/strong><\/p>\n<p>Relat\u00f3rio divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO, na sigla em ingl\u00eas) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustent\u00e1vel no mundo e alertou que quase 30% das popula\u00e7\u00f5es de peixes correm risco de desaparecer devido \u00e0 pesca excessiva.<\/p>\n<p>No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das popula\u00e7\u00f5es marinhas, mesmo aquelas j\u00e1 monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande press\u00e3o. \u201cA superexplora\u00e7\u00e3o n\u00e3o afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas tamb\u00e9m reduz a produ\u00e7\u00e3o pesqueira, com efeitos negativos sociais e econ\u00f4micos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia da ONU, para aumentar a contribui\u00e7\u00e3o da pesca marinha \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, \u00e0s economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, \u00e9 necess\u00e1rio aplicar planos eficazes para reestabelecer as popula\u00e7\u00f5es de peixes afetados pela sobrepesca.<\/p>\n<p>De acordo com estat\u00edsticas apresentadas pelo \u00f3rg\u00e3o, cerca de 57% dos peixes est\u00e3o totalmente explorados (ou seja, o limite sustent\u00e1vel j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3ximo de ser atingido) e apenas 13% n\u00e3o est\u00e3o totalmente explorados. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio fortalecer a governan\u00e7a e ordenar de forma eficaz a pesca\u201d, disse.<\/p>\n<p>Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milh\u00f5es de toneladas de pescado para consumo humano \u2013 uma m\u00e9dia de 18,4 kg por pessoa \u2013 proporcionando 15% da ingest\u00e3o de prote\u00edna animal a mais de 4,3 milh\u00f5es de pessoas. Al\u00e9m disso, o setor emprega atualmente 55 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da ONU sustenta que o fomento \u00e0 pesca e \u00e0 piscicultura sustent\u00e1veis pode incentivar a administra\u00e7\u00e3o de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a ado\u00e7\u00e3o de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e respons\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o dos oceanos foi tema da Rio+20<\/strong><br \/>\nA prote\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 pa\u00edses reunidos durante a Rio+20, Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.<\/p>\n<p>Um dos resultados definidos no documento \u201cO futuro que queremos\u201d, fruto das negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de um novo instrumento internacional sob a Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustent\u00e1vel da biodiversidade e conserva\u00e7\u00e3o em alto mar.<\/p>\n<p>O documento prev\u00ea ainda, entre outras medidas, a cria\u00e7\u00e3o de um f\u00f3rum pol\u00edtico de alto n\u00edvel para o desenvolvimento sustent\u00e1vel dentro da ONU, al\u00e9m de reafirmar um dos Princ\u00edpios do Rio, criado em 1992, sobre as \u201cresponsabilidades comuns, por\u00e9m diferenciadas\u201d. Este princ\u00edpio significa que os pa\u00edses ricos devem investir mais no desenvolvimento sustent\u00e1vel por terem degradado mais o meio ambiente durante s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Outra medida aprovada \u00e9 o fortalecimento do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradica\u00e7\u00e3o da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que \u201co Sistema da ONU, em coopera\u00e7\u00e3o com doadores relevantes e organiza\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, facilite a transfer\u00eancia de tecnologia para os pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre pa\u00edses interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de desenvolvimento sustent\u00e1vel, fornecer bons exemplos de pol\u00edticas nessas \u00e1reas e informar sobre metodologias para avaliar essas pol\u00edticas.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/4qUMNxKElGTVHo9nM5qm4sfw9U1E8rU3NkE7UbgAlbtIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/07\/09\/pesca1.jpg\" alt=\"Pescadores trabalham na Indon\u00e9sia nesta segunda-feira (9). Segundo relat\u00f3rio da FAO, pesca excessiva j\u00e1 afeta 30% das popula\u00e7\u00f5es de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka\/AFP)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pescadores da Indon\u00e9sia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relat\u00f3rio da FAO, pesca excessiva j\u00e1 afeta 30% das popula\u00e7\u00f5es de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FAO aponta riscos social e econ\u00f4mico do desaparecimento de esp\u00e9cies. Conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho. 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