{"id":10274,"date":"2012-07-16T11:19:52","date_gmt":"2012-07-16T14:19:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10274"},"modified":"2012-07-16T11:19:52","modified_gmt":"2012-07-16T14:19:52","slug":"projeto-ajuda-a-reaproveitar-agua-em-pequenas-propriedades-do-rn","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10274","title":{"rendered":"Projeto ajuda a reaproveitar \u00e1gua em pequenas propriedades do RN"},"content":{"rendered":"<p><strong>Reuso de \u00e1gua \u00e9 cada vez mais importante, principalmente no semi\u00e1rido.<\/strong><br \/>\n<strong>Projeto Bio\u00e1gua aproveita \u00e1gua usada em casa para irriga\u00e7\u00e3o de hortas.<\/strong><\/p>\n<p>A quantidade de \u00e1gua doce \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 diminuindo. Por isso, a import\u00e2ncia de projetos de reuso de \u00e1gua \u00e9 cada vez maior, principalmente em regi\u00f5es como o semi\u00e1rido brasileiro. No<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/rio-grande-do-norte.html\">Rio Grande do Norte<\/a>, uma experi\u00eancia de sucesso, batizada de Bio\u00e1gua, aproveita a \u00e1gua usada em casa para a irriga\u00e7\u00e3o de hortas.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio de Olho D\u2019\u00e1gua do Borges, perto da divisa com a Para\u00edba, a chuva \u00e9 pouca e mal distribu\u00edda. No semi\u00e1rido, a m\u00e9dia de chuva \u00e9 de 600 mm por ano, cerca de um ter\u00e7o do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.<\/p>\n<p>Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela \u00e1gua, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.<\/p>\n<p>O agricultor Sebasti\u00e3o de Brito tem 60 cabe\u00e7as de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ra\u00e7\u00e3o e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, n\u00e3o conseguiu manter a produ\u00e7\u00e3o de leite. \u201cEstou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais dif\u00edcil. \u201cO animal \u00e9 vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro n\u00e3o tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda\u201d, explica Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p>A casa de Sebasti\u00e3o vai receber o Bio\u00e1gua, um sistema que aproveita a chamada \u00e1gua cinza &#8211; toda a \u00e1gua usada na casa, menos a do vaso sanit\u00e1rio &#8211; para irrigar hortali\u00e7as. A iniciativa \u00e9 do Projeto Dom Helder Camara e est\u00e1 mudando a situa\u00e7\u00e3o do semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>Por enquanto, foram instalados apenas tr\u00eas Bio\u00e1guas. \u201cEste projeto \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, com colabora\u00e7\u00e3o do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate \u00e0 pobreza e o desenvolvimento rural. A instala\u00e7\u00e3o do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta \u00e9 procurar \u00f3rg\u00e3os patrocinadores\u201d, explica o agr\u00f4nomo F\u00e1bio Santiago, coordenador t\u00e9cnico do projeto Dom Helder C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>O sistema do Bio\u00e1gua<\/strong><br \/>\nO sistema funciona da seguinte forma: a \u00e1gua sai da casa por um \u00fanico cano e segue por gravidade at\u00e9 o filtro, constru\u00eddo ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai at\u00e9 um reservat\u00f3rio e, de l\u00e1, a \u00e1gua \u00e9 bombeada para canteiros de hortali\u00e7as.<\/p>\n<p>De acordo com a quantidade de \u00e1gua usada na casa, se define o n\u00famero de filtros necess\u00e1rios. Feitos os buracos, s\u00e3o erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.<\/p>\n<p>Cada filtro tem um metro e meio de di\u00e2metro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura \u00e9 preenchida com v\u00e1rias camadas de diferentes materiais: 20 cent\u00edmetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de h\u00famus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manuten\u00e7\u00e3o a cada seis meses.<\/p>\n<p>Abrir a cabe\u00e7a dos moradores \u00e0s novidades \u00e9 a tarefa de Luiz Monteiro Neto, t\u00e9cnico agr\u00edcola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na regi\u00e3o. Luiz \u00e9 tamb\u00e9m pastor da igreja evang\u00e9lica, um l\u00edder muito ouvido na regi\u00e3o. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. \u201cO convencimento veio com os resultados que foram surgindo\u201d, conta.<\/p>\n<p>Ao lado do Bio\u00e1gua ficam os canteiros para as hortali\u00e7as. A \u00e1gua filtrada na casa de Sebasti\u00e3o vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis \u00e1rvores frut\u00edferas.<\/p>\n<p><strong>Resultados de sucesso<\/strong><br \/>\nNa primeira casa a receber o Bio\u00e1gua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de \u00e1gua \u00e9 muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. \u201cA gente achava que a \u00e1gua depois de usada, na teoria, n\u00e3o servia para mais nada. Ent\u00e3o, ela era desperdi\u00e7ada, jogada a c\u00e9u aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de \u00e1gua, que estavam sendo desperdi\u00e7ados por dia\u201d, relata.<\/p>\n<p>Para garantir a efici\u00eancia do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido fez v\u00e1rios testes durante estes tr\u00eas anos. \u201cOs riscos na reutiliza\u00e7\u00e3o envolvem uma poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer tamb\u00e9m a saliniza\u00e7\u00e3o, que deixa o solo menos produtivo. Ap\u00f3s v\u00e1rios ajustes do sistema, a gente chegou a uma condi\u00e7\u00e3o de produzir culturas que atendem os padr\u00f5es de qualidade da Anvisa. Na condi\u00e7\u00e3o atual, as verduras dessas hortas s\u00e3o seguras para o consumo\u201d, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.<\/p>\n<p>Entre as adapta\u00e7\u00f5es a que a engenheira se refere est\u00e3o o aumento no n\u00famero de filtros, j\u00e1 que a grande quantidade de \u00e1gua em um \u00fanico filtro matava as minhocas, e a mudan\u00e7a do sistema de irriga\u00e7\u00e3o de aspers\u00e3o para o gotejamento, mais econ\u00f4mico e que tamb\u00e9m diminui o contato da \u00e1gua de reuso com as hortali\u00e7as e com os agricultores.<\/p>\n<p>Garantir um pequeno o\u00e1sis para os moradores do semi-\u00e1rido \u00e9 um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milh\u00e3o de fam\u00edlias. Este \u00e9 o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua efici\u00eancia, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.<\/p>\n<p>Click e acesse o projeto\u00a0<a href=\"http:\/\/www.projetodomhelder.gov.br:8080\/notitia\/files\/309.pdf\">http:\/\/www.projetodomhelder.gov.br:8080\/notitia\/files\/309.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuso de \u00e1gua \u00e9 cada vez mais importante, principalmente no semi\u00e1rido. Projeto Bio\u00e1gua aproveita \u00e1gua usada em casa para irriga\u00e7\u00e3o de hortas. A quantidade de \u00e1gua doce \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 diminuindo. Por isso, a import\u00e2ncia de projetos de reuso de \u00e1gua \u00e9 cada vez maior, principalmente em regi\u00f5es como o semi\u00e1rido brasileiro. 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