{"id":10387,"date":"2012-08-07T12:19:39","date_gmt":"2012-08-07T15:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10387"},"modified":"2012-08-07T12:19:40","modified_gmt":"2012-08-07T15:19:40","slug":"sistema-de-comunicacao-dos-elefantes-e-similar-ao-dos-seres-humanos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10387","title":{"rendered":"Sistema de comunica\u00e7\u00e3o dos elefantes \u00e9 similar ao dos seres humanos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sons de baixa frequ\u00eancia s\u00e3o emitidos pela passagem do ar por &#8216;cordas vocais&#8217; e n\u00e3o pela contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos, como nos gatos<\/strong><\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/tag\/elefantes\">elefantes\u00a0<\/a>africanos s\u00e3o conhecidos por serem grandes comunicadores, mas at\u00e9 agora os cientistas n\u00e3o sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contra\u00e7\u00f5es musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibra\u00e7\u00f5es nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mam\u00edferos. A an\u00e1lise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mist\u00e9rio: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante \u00e0s cordas vocais, e emitem um som de frequ\u00eancia extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista\u00a0<em>Science<\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, \u00c1ustria e Estados Unidos, os elefantes t\u00eam o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos \u2013 e tamb\u00e9m em muitos outros mam\u00edferos \u2013 para se comunicarem em sons baixos.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, eles analisaram em laborat\u00f3rio a laringe de um elefante africano, que vivia em um zool\u00f3gico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulm\u00f5es, puderam induzir os movimentos das &#8216;cordas vocais&#8217; e a vibra\u00e7\u00e3o de baixa frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodin\u00e2mica mioel\u00e1stica \u2013 quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O c\u00e9rebro do elefante tamb\u00e9m pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m encontraram um padr\u00e3o n\u00e3o linear no modo como as &#8216;cordas vocais&#8217; dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. \u201cIsso tamb\u00e9m pode ser observado em jovens elefantes, em situa\u00e7\u00f5es de extrema excita\u00e7\u00e3o\u201d, disse Herbst.<\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2012\/8\/88970\/elefantes-comunicacao-20120803-01-size-598.jpg?1344021714\" alt=\"Cientistas detectam como os elefantes se comunicam\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cientistas detectam como os elefantes se comunicam (Jan-Hendrik van Rooyen\/Getty Images\/iStockphoto)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sons de baixa frequ\u00eancia s\u00e3o emitidos pela passagem do ar por &#8216;cordas vocais&#8217; e n\u00e3o pela contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos, como nos gatos Os\u00a0elefantes\u00a0africanos s\u00e3o conhecidos por serem grandes comunicadores, mas at\u00e9 agora os cientistas n\u00e3o sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contra\u00e7\u00f5es musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibra\u00e7\u00f5es &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10387\"> <span class=\"screen-reader-text\">Sistema de comunica\u00e7\u00e3o dos elefantes \u00e9 similar ao dos seres humanos<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[145],"tags":[1702,3661,1175,275,1704],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10387"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10387"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10388,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10387\/revisions\/10388"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}