{"id":10415,"date":"2012-08-16T10:54:43","date_gmt":"2012-08-16T13:54:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10415"},"modified":"2012-08-16T10:54:43","modified_gmt":"2012-08-16T13:54:43","slug":"brasil-fica-em-27%c2%ba-lugar-em-ranking-mundial-de-qualidade-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10415","title":{"rendered":"Brasil fica em 27\u00ba lugar em ranking mundial de qualidade dos oceanos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pa\u00eds ficou acima da m\u00e9dia global, mas foi mal em polui\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas.<\/strong><br \/>\n<strong>Pesquisa foi divulgada pela revista \u2018Nature\u2019 nesta quarta-feira (15).<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores divulgaram nesta quinta-feira (15) um indicador in\u00e9dito que mede a qualidade oce\u00e2nica e mar\u00edtima do mundo, o chamado &#8220;\u00cdndice de Sa\u00fade do Oceano&#8221;. Foram reunidos dados das \u00e1guas do litoral de 171 pa\u00edses, ilhas e territ\u00f3rios do planeta.<\/p>\n<p>Publicado na revista &#8220;Nature&#8221;, o estudo mostra que o Brasil est\u00e1 35\u00aa posi\u00e7\u00e3o, se forem consideradas no ranking tr\u00eas ilhas desabitadas dos EUA (incluindo a Ilha de Jarvis), duas ilhas pertencentes \u00e0 Fran\u00e7a (a Ilha de Clipperton, que \u00e9 desabitada, e a Polin\u00e9sia Francesa) e tr\u00eas outros territ\u00f3rios pertencentes \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha e Austr\u00e1lia. Se forem contabilizados s\u00f3 os pa\u00edses, o Brasil sobe para a 27\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os que t\u00eam sa\u00fade oce\u00e2nica mais alta.<\/p>\n<p>O resultado brasileiro, de 62 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, \u00e9 um pouco melhor que a m\u00e9dia global, de 60 pontos.<\/p>\n<p>O pior resultado ficou para Serra Leoa, na \u00c1frica, com 36 pontos. J\u00e1 o pa\u00eds com mar mais saud\u00e1vel, sem considerar as ilhas desabitadas, \u00e9 o arquip\u00e9lago Seychelles, localizado no oceano \u00cdndico, pr\u00f3ximo \u00e0 \u00c1frica, com 73 pontos.<\/p>\n<p>Mais de 65 cientistas avaliaram uma centena de conjuntos de dados para elaborar o estudo. O \u00edndice \u00e9 formado por dez metas, que incluem biodiversidade, limpeza das \u00e1guas, prote\u00e7\u00e3o ambiental da costa, oportunidades de pesca artesanal e oferta de turismo na regi\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Bem na maioria das metas<\/strong><br \/>\nEm seis das dez metas, o Brasil obteve pontua\u00e7\u00e3o igual ou maior do que a m\u00e9dia global. Nas quatro demais, o pa\u00eds recebeu nota menor. As \u00e1guas brasileiras s\u00e3o mais polu\u00eddas (76 pontos) que a m\u00e9dia mundial (78 pontos), de acordo com o estudo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o pa\u00eds saiu-se bem melhor (81 pontos) do que a m\u00e9dia mundial (55 pontos) em preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o na costa. Os dois aspectos foram reunidos na meta &#8220;identidade local&#8221;, que avalia principalmente as esp\u00e9cies de animais ic\u00f4nicos do litoral.<\/p>\n<p>O pior resultado brasileiro foi com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 densidade de turistas nas \u00e1reas costeiras, em que o pa\u00eds recebeu nota zero. A m\u00e9dia global, de 10 pontos, n\u00e3o foi muito melhor.<\/p>\n<p>As \u00e1guas do litoral brasileiro s\u00e3o consideradas mais saud\u00e1veis do que as do Uruguai (47 pontos), Argentina (52 pontos), Chile (60 pontos) e Venezuela (46 pontos), entre outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A maioria dos pa\u00edses teve nota baixa em itens como oferta de alimentos (24 pontos, na m\u00e9dia global). Segundo a pesquisa, o resultado mostra que \u00e9 preciso abandonar t\u00e9cnicas predat\u00f3rias de pesca e aperfei\u00e7oar as formas sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Pa\u00edses com a mesma nota mas que est\u00e3o posicionados abaixo no ranking receberam pontua\u00e7\u00e3o menor em uma ou mais metas.<\/p>\n<p><strong>F\u00f3rmula<\/strong><br \/>\nA f\u00f3rmula para um bom indicador de sa\u00fade dos mares inclui economia forte, governo est\u00e1vel e pol\u00edticas de cuidado com as faixas litor\u00e2neas, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>O documento publicado na &#8220;Nature&#8221; ressalta a \u00f3tima nota obtida pela Alemanha (73 pontos), em segundo lugar no ranking, logo atr\u00e1s das ilhas Seychelles, se forem considerados somente os pa\u00edses.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es mais mal-avaliadas est\u00e3o na costa oeste da \u00c1frica, segundo os cientistas. O desempenho ruim est\u00e1 ligado a baixos indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o estudo.<\/p>\n<p>A pesquisa foi elaborada por uma s\u00e9rie de entidades, institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e universidades, incluindo a Conserva\u00e7\u00e3o Internacional, a Funda\u00e7\u00e3o pela Vida no Oceano Pac\u00edfico e a sociedade National Geographic.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hmX_H9adoqQl1Mul_R8J89sM5Nih0zw09-mri_twhBxIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/08\/15\/copacabana-praia.jpg\" alt=\"Homem corre \u00e0 beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes\/Reuters)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Homem corre \u00e0 beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes\/Reuters)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds ficou acima da m\u00e9dia global, mas foi mal em polui\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas. 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