{"id":10590,"date":"2012-11-06T13:37:07","date_gmt":"2012-11-06T16:37:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10590"},"modified":"2012-11-06T13:37:07","modified_gmt":"2012-11-06T16:37:07","slug":"mais-de-40-novas-especies-de-peixes-sao-encontradas-no-rio-madeira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10590","title":{"rendered":"Mais de 40 novas esp\u00e9cies de peixes s\u00e3o encontradas no Rio Madeira"},"content":{"rendered":"<p><strong>A descoberta foi feita durante trabalho de monitoramento.<\/strong><br \/>\n<strong>Rio Madeira tem quase mil esp\u00e9cies, algumas ainda desconhecidas.<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa feito na Bacia do Rio Madeira, em Porto Velho, encontrou peixes que n\u00e3o passam dos 30 cent\u00edmetros de comprimento e que possuem estruturas \u00f3sseas, morfologia dent\u00e1ria, padr\u00e3o de cores, olhos e n\u00famero de escamas nunca antes descritos pela ci\u00eancia. As 40 novas esp\u00e9cies ainda ser\u00e3o catalogadas e reconhecidas cient\u00edficamente.<\/p>\n<p>Seja em dois metros de profundidade, seja em 60 metros, o Rio Madeira n\u00e3o para de surpreender. A maior parte dos novos animais encontrados s\u00e3o de pequeno porte, que dificilmente atingem mais de 15 cent\u00edmetros e s\u00e3o encontrados em profundidades de dois a 60 metros.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/i_7l4SqwGuFKcswtnOTzbpGBTeA5Diwad3ifA-L_MlpIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/11\/05\/arraia_620x465.jpg\" alt=\"Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm. Possui um ferr\u00e3o na calda (Foto: Bruno Barros\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm (Foto: Bruno Barros\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/E97q5yK9Xt2-PwouyXrRjt0bc0vLKJ-7CO31JtLXxYxIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/11\/05\/peixevermelho620x465.jpg\" alt=\"Peixe raro encontrado somente em len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. A esp\u00e9cie n\u00e3o tem olhos (Foto: Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Peixe raro encontrado somente em len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. A esp\u00e9cie n\u00e3o tem olhos (Foto: Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Entre as novas esp\u00e9cies encontradas, o maior animal registrado mede 30 cent\u00edmetros e recebeu o nome de\u00a0<em>Ageneiosus spn. Vittatus<\/em>, tem a cabe\u00e7a alongada e com um filamento que se parece com uma antena, \u00e9 da cor branca com listras marrons. Como ainda est\u00e3o sendo estudadas, n\u00e3o se sabe muito sobre os h\u00e1bitos e comportamentos destas novas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&#8220;Descobrir exemplares novos tamb\u00e9m pode ser um indicativo de que determinada esp\u00e9cie est\u00e1 se extinguindo antes que possamos conhec\u00ea-la e isso pode ser um reflexo da interfer\u00eancia humana no ecossistema&#8221;, reflete o bi\u00f3logo e coordenador do invent\u00e1rio taxon\u00f4mico da pesquisa, Jo\u00e3o Alves de Lima Filho.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/4jVlQJNSrYlYOfJ9kvVTKgAu8wodsfMK--_J7tDEpvBIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/11\/05\/outropeixe2.jpg\" alt=\"Uma das novas esp\u00e9cies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Uma das novas esp\u00e9cies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A pesquisa<\/strong><br \/>\nForam monitorados 1,7 mil quil\u00f4metros do Rio Madeira, entre os estados de Rond\u00f4nia, Mato Grosso e Amazonas. Foram catalogadas 907 esp\u00e9cies, o que garante ao Rio Madeira o primeiro lugar como o rio mais em diversidade de peixes do mundo.<\/p>\n<p>Uma cole\u00e7\u00e3o de ictiofauna [estudo dos peixes] est\u00e1 sendo montada por bi\u00f3logos e pesquisadores da Universidade Federal de Rond\u00f4nia (Unir) a partir do resultado do monitoramento, que foi desenvolvido durante quatro anos para conhecer as consequ\u00eancias da constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Santo Ant\u00f4nio. Os estudos fazem parte das condicionantes impostas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos\u00a0 Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) para a libera\u00e7\u00e3o da Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o \u00e0 concession\u00e1ria Santo Ant\u00f4nio Energia.<\/p>\n<p>Esta j\u00e1 \u00e9 a cole\u00e7\u00e3o que possui o segundo maior banco de registros gen\u00e9ticos do Brasil, com 16 mil amostras e tamb\u00e9m o terceiro maior em n\u00famero de esp\u00e9cies.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/khZXi1p0D_ShphPybDCuiIuUVYnLXT71fylBSaxp7J4pZxsm5vAvuynJx0IHsAHm\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/10\/30\/loricarideo_em_reproducao_com_os_ovos_em_seu_ventre-_foto_diogo_hungria.jpg\" alt=\"Loricarideo em reprodu\u00e7\u00e3o, com os ovos no  ventre. Uma das esp\u00e9cies que fazem parte da cole\u00e7\u00e3o de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Loricarideo em reprodu\u00e7\u00e3o, com os ovos no ventre. Uma das esp\u00e9cies que fazem parte da cole\u00e7\u00e3o de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Segundo o bi\u00f3logo coordenador da cole\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Alves, todas os indiv\u00edduos que n\u00e3o foram identificados est\u00e3o em processo de estudo.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 feito manualmente, a medi\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das caracter\u00edscas e do ambiente. Al\u00e9m disso, \u00e9 feita a aferi\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo gen\u00e9tico dos animais encontrados.<\/p>\n<p>&#8220;No final, para divulga\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie e suas especificidades \u00e9 redigido um artigo cient\u00edfico que \u00e9 publicado para que a comunidade cient\u00edfica tome conhecimento da descoberta&#8221;, conta Jo\u00e3o Alves.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/KNg56YhXwRhwcXWoN7I8gJXbG0wLt6BaX7Dzx0iPfAJIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/11\/05\/nome_cientifico_planiloricaria_cryptodon_tamanho_aproximado_25.3_cm_uma_especie_rara_na_bacia_amazonica_sendo_encontrada_som.jpg\" alt=\"Esp\u00e9cie rara na Bacia Amaz\u00f4nica, encontrada apenas em regi\u00f5es profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie rara na Bacia Amaz\u00f4nica, encontrada apenas em regi\u00f5es profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Em novembro, a Unir espera que pelo menos uma das novas esp\u00e9cies seja reconhecida. &#8220;Um dos nossos pesquisadores est\u00e1 finalizando o artigo sobre um dos novos animais descobertos. Essa seria uma nova esp\u00e9cie de lambari\u201d, antecipa Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo para a publica\u00e7\u00e3o de um artigo como este demora em m\u00e9dia um ano e meio. \u201cO primeiro passo \u00e9 descrever essas esp\u00e9cies, e posteriormente iniciar os estudos de sua biologia e ecologia\u201d, conta Jo\u00e3o Alves.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento e captura?<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores v\u00e3o \u00e0 campo no Rio Madeira e seus afluentes com uma metodologia padronizada de captura dos animais.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ENfh56Dc4FmxTJq6ff7CAsb_1J8FAyhPoy7PeElhYhNEI2KkTGw_51-qvqMZ5SA5\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/10\/30\/aplicacao_da_metodologia_de_rede_de_cerco-foto_maria_fonseca.jpg\" alt=\"Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplica\u00e7\u00e3o da metodologia de rede de cerco.  (Foto: Maria Fonseca\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplica\u00e7\u00e3o da metodologia de rede de cerco. (Foto: Maria Fonseca\/Unir\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Todo os esp\u00e9cies coletados em campo passam por um processo de an\u00e1lise e armazenamento espec\u00edfico para que possa fazer parte da cole\u00e7\u00e3o de estudos e para poder durar at\u00e9 150 anos em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Fonte:<\/strong> Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A descoberta foi feita durante trabalho de monitoramento. Rio Madeira tem quase mil esp\u00e9cies, algumas ainda desconhecidas. Uma pesquisa feito na Bacia do Rio Madeira, em Porto Velho, encontrou peixes que n\u00e3o passam dos 30 cent\u00edmetros de comprimento e que possuem estruturas \u00f3sseas, morfologia dent\u00e1ria, padr\u00e3o de cores, olhos e n\u00famero de escamas nunca antes &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10590\"> <span class=\"screen-reader-text\">Mais de 40 novas esp\u00e9cies de peixes s\u00e3o encontradas no Rio Madeira<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[518,447,232],"tags":[398,460,593,3875,3857,915,275,3710],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10590"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10590"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10592,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10590\/revisions\/10592"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}