{"id":10671,"date":"2012-11-14T10:27:42","date_gmt":"2012-11-14T13:27:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10671"},"modified":"2012-11-14T10:27:42","modified_gmt":"2012-11-14T13:27:42","slug":"cientistas-decifram-dna-de-especie-de-camelo-ameacado-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10671","title":{"rendered":"Cientistas decifram DNA de esp\u00e9cie de camelo amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisa quer saber como animal sobrevive a temperaturas extremas.<\/strong><br \/>\n<strong>Estudo foi publicado na revista cient\u00edfica &#8216;Nature Communications&#8217;.<\/strong><\/p>\n<p>Uma equipe de cientistas chineses anunciou nesta ter\u00e7a-feira (13) ter decifrado o DNA do camelo-bactriano (<em>Camelus bactrianus<\/em>), considerado passo fundamental para conhecer o metabolismo deste animal emblem\u00e1tico dos desertos da Mong\u00f3lia e que corre risco de desaparecer da natureza.<\/p>\n<p>O estudo, publicado na revista &#8220;Nature Communications&#8221;, foi feito por geneticistas da Universidade de Jiatong, em Xangai. Eles analisaram o genoma dos camelos-bactrianos e viram que esses animais possuem 28.821 codificados, sendo que 2.730 desses genes evoluem mais rapidamente se comparado ao de outros animais ruminantes.<\/p>\n<p>Para se adaptar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do Deserto de Gobi, que encobre parte da China e da Mong\u00f3lia e registra temperaturas extremas, o camelo-bactriano desenvolveu a capacidade de sobreviver muito mais tempo sem comida e \u00e1gua, armazenando gordura em seu abd\u00f4men e nas duas corcovas.<\/p>\n<p><strong>Organismo resistente<\/strong><br \/>\nO organismo desta esp\u00e9cie \u00e9 capaz de suportar uma temperatura interna que oscila entre 34 \u00baC e 41 \u00b0C ao longo do dia, seu n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue \u00e9 duas vezes mais elevado que nos demais ruminantes e ele pode consumir oito vezes mais sal, sem sofrer de diabetes ou hipertens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os geneticistas descobriram no DNA do camelo numerosos genes envolvidos nos mecanismos do diabetes tipo 2 e da insulina. Tamb\u00e9m encontraram onze c\u00f3pias do gene CYP2J, relacionado \u00e0 tens\u00e3o arterial e a uma alimenta\u00e7\u00e3o muito salgada. O cavalo e o homem t\u00eam apenas um exemplar deste gene.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram neste animal uma s\u00e9rie de genes que poder\u00e3o explicar a presen\u00e7a de anticorpos de alta efici\u00eancia: uma forma de imunoglobulina, menor e mais est\u00e1vel, que apenas os camel\u00eddeos possuem.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Xw5VlfKe-SxlNL1uq-NB5CXMhly1_BqFfYLdOeXcmhBIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/11\/13\/camelos.jpg\" alt=\"Exemplares de camelo-bactriano s\u00e3o vistos na cidade de Khanbogd, na Mong\u00f3lia (Foto: Mark Ralston\/AFP)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Exemplares de camelo-bactriano s\u00e3o vistos na cidade de Khanbogd, na Mong\u00f3lia (Foto: Mark Ralston\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa quer saber como animal sobrevive a temperaturas extremas. Estudo foi publicado na revista cient\u00edfica &#8216;Nature Communications&#8217;. 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