{"id":10676,"date":"2012-11-14T10:43:33","date_gmt":"2012-11-14T13:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10676"},"modified":"2012-11-14T10:43:33","modified_gmt":"2012-11-14T13:43:33","slug":"oceanografo-defende-controle-ambiental-na-area-de-exploracao-do-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10676","title":{"rendered":"Ocean\u00f3grafo defende controle ambiental na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal"},"content":{"rendered":"<p>A sustentabilidade dos oceanos \u00e9 um dos principais temas de debate do 5\u00ba Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO\u20192012), aberto nesta ter\u00e7a-feira (13), no Rio de Janeiro. Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o presidente do congresso, Carlos Leandro da Silva J\u00fanior, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Oceanografia (Aoceano), defendeu controle ambiental na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem visto aumento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a discuss\u00e3o no Congresso em torno da divis\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo, mas ningu\u00e9m bota a quest\u00e3o ambiental no \u00e2mbito do pr\u00e9-sal. Ou seja: o que est\u00e1 se fazendo na realidade para um bom monitoramento ambiental da regi\u00e3o que ningu\u00e9m conhece?\u201d.<\/p>\n<p>Leandro enfatizou a necessidade de se evitar o que ocorreu na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ali, disse, os trabalhos de explora\u00e7\u00e3o e perfura\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a ser efetuados antes da realiza\u00e7\u00e3o de estudos ambientais. Com isso, perderam-se as refer\u00eancias de como era o ambiente naquele local, indicou o presidente do CBO\u20192012.<\/p>\n<p>Ele ressaltou a import\u00e2ncia da linha base do processo de conhecimento, para evitar consequ\u00eancias negativas no futuro. \u201cComo voc\u00ea vai preservar uma coisa que n\u00e3o conhece?\u201d, indagou, para acrescentar: \u201cA gente acha que antes de come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o e os investimentos, a preocupa\u00e7\u00e3o deveria ser a realiza\u00e7\u00e3o de estudos em oceanografia para desenvolver o conhecimento na regi\u00e3o, ter o mapeamento de tudo da \u00e1rea de biologia, de pesca, qu\u00edmica, s\u00edsmica, para depois poder furar\u201d. Preju\u00edzos \u00e0 flora e \u00e0 fauna marinha ser\u00e3o abordados. \u201cN\u00e3o se pode mitigar alguma coisa sem conhecer antes\u201d, reiterou.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 quest\u00e3o das energias renov\u00e1veis nos oceanos. Isso envolve, segundo o presidente do congresso, a gera\u00e7\u00e3o de energia a partir das ondas e a energia e\u00f3lica no mar. \u201cS\u00e3o temas que t\u00eam de ser discutidos\u201d. Os corais encontrados em \u00e1guas profundas e os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos corais s\u00e3o outros temas que ser\u00e3o debatidos durante o encontro, que se estender\u00e1 at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 16.<\/p>\n<p>Carlos Leandro salientou, ainda, a quest\u00e3o da gest\u00e3o e da seguran\u00e7a dos portos. \u201cEm um pa\u00eds como o nosso, que precisa crescer, porto \u00e9 fundamental do ponto de vista de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o. O Brasil precisa ter bons portos, com seguran\u00e7a operacional, com conhecimento das \u00e1reas do entorno\u201d. \u00c9 preciso que os portos estejam preparados para grandes acidentes, com planos de emerg\u00eancia para as \u00e1reas, defendeu.<\/p>\n<p>O monitoramento e a mitiga\u00e7\u00e3o de vazamentos de \u00f3leo no mar ser\u00e3o examinados durante o congresso, para evitar que incidentes possam vir a afetar, inclusive, outros pa\u00edses, alertou o vice-presidente da Aoceano. \u00c9 preciso, refor\u00e7ou, que as pessoas atentem para o fato que o Brasil tem 8 mil quil\u00f4metros de costa e vejam a import\u00e2ncia das esp\u00e9cies do oceano profundo e n\u00e3o somente das praias. \u201cTem que ver a import\u00e2ncia do oceano no seu aspecto mais amplo\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de workshops, visando \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de propostas que ser\u00e3o encaminhadas \u00e0 sociedade, o congresso contar\u00e1 com palestras de especialistas e apresenta\u00e7\u00e3o de 1.360 trabalhos cient\u00edficos. O evento conta com apoio da Marinha, da Petrobras, da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Est\u00e1 prevista palestra sobre a import\u00e2ncia da oceanografia para a estrat\u00e9gia da Marinha. Durante o congresso, ser\u00e3o comemorados os 35 anos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p>O CBO\u20192012 objetiva apresentar novos conhecimentos por meio de pesquisas t\u00e9cnicas e cient\u00edficas na \u00e1rea dos oceanos. Esta \u00e9 a primeira vez que o evento \u00e9 promovido no Rio de Janeiro, estado considerado pela Aoceano uma refer\u00eancia no Brasil no que tange a quest\u00f5es no mar.<\/p>\n<p>Em paralelo, ocorre a 7\u00aa Feira T\u00e9cnico-Cient\u00edfica Brasil Oceano, para apresenta\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de novos produtos, servi\u00e7os e tecnologias. Leandro revelou que a feira pretende estimular alunos do segundo grau de escolas p\u00fablicas e privadas a conhecerem equipamentos usados em oceanografia, entre os quais um radar que mede correntes remotamente. A feira destaca tamb\u00e9m projetos ambientais desenvolvidos por organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs). \u201cAs ONGs n\u00e3o podem ficar fora do processo, porque al\u00e9m de formadoras de opini\u00e3o, elas s\u00e3o uma forma de pressionar o setor produtivo a ter pol\u00edticas ambientais\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Alana Gandra\/ Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sustentabilidade dos oceanos \u00e9 um dos principais temas de debate do 5\u00ba Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO\u20192012), aberto nesta ter\u00e7a-feira (13), no Rio de Janeiro. 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