{"id":10702,"date":"2012-12-17T09:37:16","date_gmt":"2012-12-17T12:37:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10702"},"modified":"2012-12-17T09:37:16","modified_gmt":"2012-12-17T12:37:16","slug":"mata-tropical-tem-18-mil-especies-de-artropodes-por-hectare","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10702","title":{"rendered":"Mata tropical tem 18 mil esp\u00e9cies de artr\u00f3podes por hectare"},"content":{"rendered":"<p>Um esfor\u00e7o sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panam\u00e1 de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas esp\u00e9cies de artr\u00f3podes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali?<\/p>\n<p>O resultado -nada menos que 18 mil tipos de artr\u00f3podes em apenas meio hectare de mata- \u00e9 a estimativa mais precisa j\u00e1 obtida a respeito da diversidade desses seres, que correspondem a mais de 80% dos animais da Terra.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 onde sabemos, conseguimos amostrar todos os habitats, do solo da floresta ao alto das \u00e1rvores, e todos os principais grupos de artr\u00f3podes&#8221;, diz o brasileiro S\u00e9rvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, coautor do estudo na edi\u00e7\u00e3o de hoje da revista &#8220;Science&#8221;.<\/p>\n<p>Ribeiro \u00e9 especialista na diversidade de bichos no chamado dossel superior, a \u00e1rea mais alta da floresta.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, diz ele, o ambiente nessa regi\u00e3o lembra o do cerrado: muita luz solar, pouca umidade e nutrientes mais escassos.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es especiais favoreceram a evolu\u00e7\u00e3o de insetos que p\u00f5em seus ovos dentro das folhas e formam uma esp\u00e9cie de tumor vegetal nelas -um abrigo mais \u00famido e nutritivo para elas.<\/p>\n<p>Mapeando esse e outros ambientes com v\u00e1rios tipos de armadilhas e redes, os cientistas estimam que, em toda a floresta de San Lorenzo, com seus 6.000 hectares, h\u00e1 cerca de 25 mil esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Curiosamente, um \u00fanico hectare \u00e9 suficiente para abrigar dois ter\u00e7os desse total.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 a grande mudan\u00e7a trazida pelo nosso estudo&#8221;, afirma Ribeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Achava-se que a maioria das esp\u00e9cies de artr\u00f3podes existia em espa\u00e7os muito pequenos. O que n\u00f3s estamos vendo \u00e9 que elas ocorrem em \u00e1reas amplas e provavelmente precisam de territ\u00f3rios grandes.&#8221;<\/p>\n<p>A equipe est\u00e1 replicando a metodologia em outros lugares, como a Austr\u00e1lia e Vanuatu, na Polin\u00e9sia.<\/p>\n<p>Com mais dados, a expectativa \u00e9 que seja poss\u00edvel ter uma ideia mais clara sobre outro n\u00famero misterioso: quantas esp\u00e9cies, no total, existem na Terra toda.<\/p>\n<figure style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/12348708.jpeg\" alt=\"Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama\" width=\"440\" height=\"352\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama. Foto:Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um esfor\u00e7o sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panam\u00e1 de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas esp\u00e9cies de artr\u00f3podes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali? 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