{"id":10801,"date":"2013-03-06T11:26:52","date_gmt":"2013-03-06T14:26:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10801"},"modified":"2013-03-06T11:26:52","modified_gmt":"2013-03-06T14:26:52","slug":"ararinhas-em-risco-de-extincao-sao-trazidas-da-alemanha-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10801","title":{"rendered":"Ararinhas em risco de extin\u00e7\u00e3o s\u00e3o trazidas da Alemanha para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ideia \u00e9 promover a reprodu\u00e7\u00e3o e reintroduzir esp\u00e9cie no habitat natural.<\/strong><br \/>\n<strong>Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.<\/strong><\/p>\n<p>Duas ararinhas-azuis de uma esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo trazidas de avi\u00e3o da Alemanha para o Brasil , informa o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>O objetivo de trazer as aves \u00e9 fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua popula\u00e7\u00e3o em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN) para a Conserva\u00e7\u00e3o da Ararinha-Azul.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa ideia \u00e9 ter indiv\u00edduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodu\u00e7\u00e3o em seu habitat natural daqui a alguns anos\u201d, avalia Camile. O animal, que \u00e9 nativo do Brasil, n\u00e3o \u00e9 encontrado na natureza desde 2000 e atualmente s\u00f3 existe em cativeiro.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas 79 ararinhas-azuis no no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do pa\u00eds, diz o ICMBio. &#8220;Somente quatro ararinhas comp\u00f5em atualmente a popula\u00e7\u00e3o reprodutiva no Brasil&#8221;, explica uma nota da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>F\u00eameas<\/strong><br \/>\nAs ararinhas-azuis que est\u00e3o sendo trazidas ao Brasil s\u00e3o f\u00eameas e estavam sob cuidados da organiza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 ACTP (sigla em ingl\u00eas para Associa\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o das Araras Amea\u00e7adas). Elas v\u00e3o chegar de avi\u00e3o, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, afirma o ICMBio.<\/p>\n<p>As aves ser\u00e3o levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. &#8220;Durante a quarentena, as ararinhas permanecer\u00e3o em observa\u00e7\u00e3o por um per\u00edodo que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento&#8221;, diz Camile.<\/p>\n<p>Durante a quarentena, as aves ser\u00e3o submetidas a exames para avaliar suas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. &#8220;A viagem \u00e9 estressante, ent\u00e3o pode baixar a imunidade [das ararinhas]&#8221;, ressalta a coordenadora do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional, que \u00e9 analista do ICMBio. A quarentena \u00e9 um procedimento padr\u00e3o nestes casos, diz ela.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s este per\u00edodo, as ararinhas v\u00e3o ser enviadas a um criadouro no estado de S\u00e3o Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia \u00e9 que ali seja feita a reprodu\u00e7\u00e3o com machos de outras linhagens.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/8c3ReLk7EnQiAjJRdoQ7ZWQEL9_bf-rTXYxGK9ZbKAtIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/02\/26\/ararinha2.jpg\" alt=\"Inten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 reproduzir ave em cativeiro (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Al Wabra Wildlife Preservation)\" width=\"496\" height=\"320\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Inten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 reproduzir ave em cativeiro; em imagem de arquivo, ararinhas-azuis mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Al Wabra Wildlife Preservation)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>&#8220;Temos quatro indiv\u00edduos dessa esp\u00e9cie no Brasil que estavam em um zool\u00f3gico e h\u00e1 quase um ano est\u00e3o em um criadouro. H\u00e1 mais um animal em outro criadouro, que \u00e9 ararinha a mais velha que se tem not\u00edcia, com mais de 30 anos&#8221;, relata Camile.<\/p>\n<p>Das ararinhas em idade de reprodu\u00e7\u00e3o no Brasil, duas s\u00e3o machos e duas s\u00e3o f\u00eameas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o, afirma Camile.<\/p>\n<p><strong>Primeira experi\u00eancia<\/strong><br \/>\nA primeira experi\u00eancia de reintrodu\u00e7\u00e3o das ararinhas na natureza, desde que haja condi\u00e7\u00f5es (com o aumento da popula\u00e7\u00e3o em cativeiro), est\u00e1 prevista para ocorrer at\u00e9 2017, segundo o ICMBio. A esp\u00e9cie \u00e9 natural de uma \u00e1rea de caatinga no sert\u00e3o da Bahia, mas n\u00e3o \u00e9 vista na regi\u00e3o desde 2000.<\/p>\n<p>Caso os esfor\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto \u00e9 uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organiza\u00e7\u00f5es privadas. As institui\u00e7\u00f5es v\u00eam trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e educa\u00e7\u00e3o para as comunidades do entorno.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme &#8220;Rio&#8221;, grande sucesso de bilheteria nos cinemas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das duas ararinhas que est\u00e3o sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta esp\u00e9cie &#8212; quatro que est\u00e3o na Espanha e um macho que est\u00e1 na Alemanha &#8212; devem ser trazidas ao Brasil nos pr\u00f3ximos meses, informa a analista do ICMBio.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Yd-_GbZ7yw1-AoJO-6x-3Vk4XXiPoTtBZ7JoM1TNCFBIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/02\/26\/ararinha1.jpg\" alt=\"H\u00e1 apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Al Wabra Wildlife Preservation)\" width=\"496\" height=\"320\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">H\u00e1 apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo, todas em cativeiro. Em imagem de arquivo, aves desta esp\u00e9cie s\u00e3o mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Al Wabra Wildlife Preservation)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia \u00e9 promover a reprodu\u00e7\u00e3o e reintroduzir esp\u00e9cie no habitat natural. Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro. 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