{"id":10834,"date":"2013-03-20T10:10:47","date_gmt":"2013-03-20T13:10:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10834"},"modified":"2013-03-20T10:10:47","modified_gmt":"2013-03-20T13:10:47","slug":"analise-de-veneno-de-cobra-revela-potencial-para-tratar-hipertensao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10834","title":{"rendered":"An\u00e1lise de veneno de cobra revela potencial para tratar hipertens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cientistas do Butantan identificaram 4 mol\u00e9culas com poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\n<strong>Pesquisa analisou bioqu\u00edmica no veneno de tr\u00eas esp\u00e9cies de serpentes.<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_10835\" aria-describedby=\"caption-attachment-10835\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/DSCF8719.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-10835\" title=\"DSCF8719\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/DSCF8719-300x224.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/DSCF8719-300x224.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/DSCF8719-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10835\" class=\"wp-caption-text\">Bothrops jararaca, uma das esp\u00e9cies estudadas. Foto: IPEVS<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo, descobriram 30 mol\u00e9culas a partir do mapeamento do conjunto de pept\u00eddeos no veneno de tr\u00eas esp\u00e9cies de cobras &#8211; a\u00a0<em>Bothrops jararaca<\/em>, a\u00a0<em>Bothrops cotiara<\/em>\u00a0e a\u00a0<em>Bothrops fonsecai<\/em>. Quatro desses pept\u00eddeos (tipos de compostos formados por amino\u00e1cidos e sintetizados por seres vivos) foram recriados em laborat\u00f3rio, passaram por testes em ratos e apresentaram atividade anti-hipertensiva, o que d\u00e1 a eles potencial para, no futuro, serem usados em medicamentos contra problemas de press\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Os quatro pept\u00eddeos se somam a outros 13, entre o total de descobertos, que s\u00e3o da fam\u00edlia dos potenciadores de bradicinina. Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Solange Maria de Toledo Serrano, do Instituto Butantan, este grupo de mol\u00e9culas \u00e9 conhecido h\u00e1 d\u00e9cadas por possuir efeitos sobre a press\u00e3o arterial. Pesquisas anteriores com pept\u00eddeos da mesma fam\u00edlia deram origem a rem\u00e9dios contra a hipertens\u00e3o &#8211; o primeiro deles a ser isolado do veneno da jararaca, nos anos 1960, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio Captopril, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise profunda<\/strong><br \/>\n&#8220;Fizemos uma an\u00e1lise profunda e extensa dos peptidomas [conjuntos de pept\u00eddeos] do veneno das tr\u00eas serpentes. Foi um ensaio bioqu\u00edmico de alto n\u00edvel, do ponto de vista da complexidade do veneno&#8221;, diz a pesquisadora. As an\u00e1lises foram realizadas no Centro de Toxinologia Aplicada, um dos centros de pesquisa da Fapesp, localizado no Butantan.<\/p>\n<p>Solange ressalta que o objetivo do estudo n\u00e3o foi descobrir novas mol\u00e9culas, mas descrever a complexidade do conjunto de pept\u00eddeos no veneno das tr\u00eas esp\u00e9cies de animais. A pesquisa foi publicada na edi\u00e7\u00e3o de novembro da revista &#8220;<em>Molecular &amp; Cellular Proteomics<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>No total, foram sequenciados 44 pept\u00eddeos, sendo que 30 eram desconhecidos. O estudo usou t\u00e9cnicas de bioinform\u00e1tica e de espectrometria de massas, m\u00e9todo cient\u00edfico que identifica elementos que comp\u00f5em uma subst\u00e2ncia e ajuda a obter informa\u00e7\u00f5es sobre a massa de mol\u00e9culas.<\/p>\n<p>Uma das dificuldades foi fazer o sequenciamento das mol\u00e9culas, j\u00e1 que faltam informa\u00e7\u00f5es sobre a gen\u00e9tica das serpentes e as cadeias de amino\u00e1cidos que comp\u00f5em os pept\u00eddeos e prote\u00ednas destes animais.<\/p>\n<p>&#8220;Como n\u00e3o h\u00e1 genoma completo de nenhuma esp\u00e9cie de serpente no mundo, ent\u00e3o os bancos de dados n\u00e3o t\u00eam muitas informa\u00e7\u00f5es sobre os pept\u00eddeos destes animais. N\u00e3o se compara ao que existe em mam\u00edferos&#8221;, diz Solange.<\/p>\n<p>A pesquisadora ressalta que o trabalho n\u00e3o visa descobrir um novo medicamento, e que a descoberta das mol\u00e9culas com caracter\u00edsticas anti-hipertensivas representam apenas um potencial. Para chegar a um rem\u00e9dio, \u00e9 preciso tempo e investimento em novos estudos, pondera.<\/p>\n<p>Fonte: Globo Natureza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas do Butantan identificaram 4 mol\u00e9culas com poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o. Pesquisa analisou bioqu\u00edmica no veneno de tr\u00eas esp\u00e9cies de serpentes. &nbsp; Pesquisadores do Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo, descobriram 30 mol\u00e9culas a partir do mapeamento do conjunto de pept\u00eddeos no veneno de tr\u00eas esp\u00e9cies de cobras &#8211; a\u00a0Bothrops jararaca, a\u00a0Bothrops cotiara\u00a0e a\u00a0Bothrops fonsecai. Quatro desses pept\u00eddeos &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10834\"> <span class=\"screen-reader-text\">An\u00e1lise de veneno de cobra revela potencial para tratar hipertens\u00e3o<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[343],"tags":[924,275,623,349],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10834"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10834"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10837,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10834\/revisions\/10837"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}