{"id":10870,"date":"2013-05-20T11:55:46","date_gmt":"2013-05-20T14:55:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10870"},"modified":"2013-05-20T11:55:46","modified_gmt":"2013-05-20T14:55:46","slug":"cientistas-descobrem-15-novas-especies-de-aves-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10870","title":{"rendered":"Cientistas descobrem 15 novas esp\u00e9cies de aves na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em 140 anos, \u00e9 a maior variedade identificada de uma s\u00f3 vez.<\/strong><br \/>\n<strong>Esp\u00e9cies vivem no sul da Amaz\u00f4nia, na regi\u00e3o do &#8216;Arco do Desmatamento&#8217;.<\/strong><\/p>\n<p>Um grupo de 15 novas esp\u00e9cies de aves que vivem na Amaz\u00f4nia brasileira foi descrito por cientistas de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es do Brasil e uma dos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que essa quantidade identificada \u00e9 a maior da ornitologia brasileira dos \u00faltimos 140 anos.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/K-W3Aca-wVJfESqrpu5Y_QgI5RI=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/15\/montagem_1.jpg\" alt=\"Em cima, da esquerda para a direita: Bico-chato-do-sucunduri. Cancao-da-campina e Chorozinho-do-aripuan\u00e3; na parte de baixo: Arapa\u00e7u-de-bico-torto; Poiaeiro-de-chicomendes e Rapazinho-estriado-do-oeste  (Foto: Montagem\/V\u00edtor Q Piacentini\/Fabio Schunck\/Mario Cohn-Haft)\" width=\"496\" height=\"260\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em cima, da esquerda para a direita: Bico-chato-do-sucunduri. Canc\u00e3o-da-campina e Chorozinho-do-aripuan\u00e3; na parte de baixo: Poiaeiro-de-chicomendes; Arapa\u00e7u-de-bico-torto e Rapazinho-estriado-do-oeste (Foto: Montagem\/V\u00edtor Q Piacentini\/Fabio Schunck\/Mario Cohn-Haft)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Os cientistas reuniram dados de trabalhos feitos anteriormente, al\u00e9m de an\u00e1lises gen\u00e9ticas e compara\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, para chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que se tratavam de novas esp\u00e9cies que vivem no bioma amaz\u00f4nico, um dos que possui a maior biodiversidade do mundo.<\/p>\n<p>As novas esp\u00e9cies foram encontradas no sul da Amaz\u00f4nia, em \u00e1reas dos estados do Amazonas, Par\u00e1, Acre, al\u00e9m de trechos de Rond\u00f4nia e Mato Grosso. Quase todas vivem em \u00e1reas pr\u00f3ximas de rios, como o Tapaj\u00f3s, Madeira, Roosevelt e Purus, ou em regi\u00f5es isoladas, ora com vegeta\u00e7\u00e3o alta, ora com mata rasteira, conhecida como campina ou campos amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Segundo Luis Silveira, professor doutor do Museu de Zoologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos pesquisadores do trabalho, os artigos cient\u00edficos ser\u00e3o publicados entre o fim de junho e come\u00e7o de julho em um volume especial da publica\u00e7\u00e3o \u201cHandbook of the birds of the world\u201d, especializada em detalhar novas aves de diversas partes do mundo.<\/p>\n<p>Dados como nomes cient\u00edfico ou informa\u00e7\u00f5es sobre localiza\u00e7\u00e3o e h\u00e1bitos das esp\u00e9cies n\u00e3o puderam ser antecipados pelos pesquisadores. N\u00e3o h\u00e1 imagens registradas de todas as aves, j\u00e1 que, em\u00a0 alguns casos, foram feitas apenas observa\u00e7\u00f5es e, posteriormente, ilustra\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o divulgadas no livro.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0teve acesso a 12 dos 15 nomes populares da aves, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies na natureza.<\/p>\n<p>Para se obter tal informa\u00e7\u00e3o, Silveira explica que \u00e9 feito um c\u00e1lculo baseado em tr\u00eas fatores: tamanho efetivo da popula\u00e7\u00e3o, press\u00e3o sofrida pelo habitat e caracter\u00edsticas pr\u00f3prias da hist\u00f3ria deste animal.<\/p>\n<p><strong>Veja nomes de 12 das 15 novas aves<\/strong>\u00a0<strong>da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<div>Rapazinho-estriado-do-oeste<br \/>\nChoquinha-do-rio-roosevelt<br \/>\nPoiaeiro-de-chicomendes<br \/>\nArapa\u00e7u-barrado-do-xingu<br \/>\nArapa\u00e7u-do-tapaj\u00f3s<br \/>\nChoquinha-do-bambu<br \/>\nChorozinho-do-aripuan\u00e3<br \/>\nCancao-da-campina<br \/>\nChorozinho-esperado<br \/>\nCantador-de-rondon<br \/>\nBico-chato-do-sucunduri<br \/>\nArapa\u00e7u-de-bico-torto<\/div>\n<div>\n<p><strong>Mais descobertas<\/strong><br \/>\nSilveira afirma que o n\u00famero de novas esp\u00e9cies na Amaz\u00f4nia pode aumentar nos pr\u00f3ximos anos, j\u00e1 que outros animais que aparentemente ainda n\u00e3o foram descritos j\u00e1 foram localizados pelos cientistas em incurs\u00f5es pela floresta. \u201cDessa nova leva, devemos ter mais cinco novas esp\u00e9cies de aves descritas nos pr\u00f3ximos anos\u201d, explica.<\/p>\n<p>Das 15 novas aves, 11 s\u00f3 s\u00e3o encontradas no Brasil. As demais podem ser vistas tamb\u00e9m no Peru e na Bol\u00edvia. Por\u00e9m, a descoberta vem acompanhada de um alerta: ao menos quatro esp\u00e9cies j\u00e1 s\u00e3o consideradas vulner\u00e1veis na natureza: o arapa\u00e7u-barrado-do-xingu, o arapa\u00e7u-do-tapaj\u00f3s, o poiaeiro-de-chicomendes e a cancao-da-campina.<\/p>\n<p>Outra coincid\u00eancia alarmante \u00e9 que os membros rec\u00e9m-descritos da fauna brasileira vivem em uma regi\u00e3o denominada \u201cArco do Desmatamento\u201d, trecho que compreende uma faixa entre a Bol\u00edvia e o Brasil, que passando por Mato Grosso, Par\u00e1 e Rond\u00f4nia, e \u00e9 conhecida pelas altas taxas de destrui\u00e7\u00e3o da floresta e queimadas devido ao avan\u00e7o dos centros urbanos e ao aumento das atividades agropecu\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rias destas esp\u00e9cies s\u00e3o bichos com h\u00e1bitos especializados. Qualquer altera\u00e7\u00e3o nesses pontos espec\u00edficos pode representar sua elimina\u00e7\u00e3o. Queremos chamar a aten\u00e7\u00e3o para esse volume de descobertas para que se possa tomar uma decis\u00e3o mais s\u00e1bia e sustent\u00e1vel para o uso deste bioma\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/--6Abx0FM8nu2rrjNwyo3Z-7HlY=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/15\/mapa-aves.jpg\" alt=\"Mapa Aves da Amaz\u00f4nia (Foto:  )\" width=\"300\" height=\"397\" \/>Nova gralha pode desaparecer<\/strong><br \/>\nUma das esp\u00e9cies consideradas vulner\u00e1veis \u00e9 a gralha canc\u00e3o-da-campina, que vive em uma \u00e1rea de campina amaz\u00f4nica, entre os rios Madeira e Purus, ao sul de Manaus (AM).<\/p>\n<p>O ornit\u00f3logo Mario Cohn-Haft, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), tenta desde 1998 obter informa\u00e7\u00f5es desta ave, descoberta por acaso durante uma expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2005 ele conseguiu mais dados sobre esta esp\u00e9cie, apesar de descrev\u00ea-la apenas agora. No entanto, segundo ele, a popula\u00e7\u00e3o desta ave j\u00e1 estaria sentindo uma queda no n\u00famero de indiv\u00edduos devido ao avan\u00e7o das atividades humanas.<\/p>\n<p>Essas gralhas vivem no limite entre os campos amaz\u00f4nicos e \u00e1reas de floresta densa. Seu habitat \u00e9, justamente, o limite entre essas vegeta\u00e7\u00f5es rasteira e alta. No entanto, de acordo com o pesquisador, as \u00e1reas abertas em que essas aves s\u00e3o encontradas \u2013 que n\u00e3o s\u00e3o trechos desmatados, mas terrenos naturalmente savanizados \u2013 s\u00e3o alvos frequentes da agricultura e da pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma l\u00f3gica popularmente divulgada, mas sem efeito cient\u00edfico, de que campos abertos podem ser usados para a agropecu\u00e1ria, pois n\u00e3o seriam caracterizados como \u00e1reas de desmate e n\u00e3o afetariam o meio ambiente. Converter qualquer ambiente natural em uma diferente estrutura altera a biodiversidade daquela regi\u00e3o\u201d, explica Cohn-Haft.<\/p>\n<p>Outras amea\u00e7as citadas pelo cientista s\u00e3o a proximidade da \u00e1rea com a rodovia federal BR 319, que liga Manaus a Porto Velho, a constru\u00e7\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau em Rond\u00f4nia, al\u00e9m da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria e atividades mineradoras em munic\u00edpios como Humait\u00e1, Boca do Acre (no AM).<\/p>\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia realmente tem uma diversidade grande. Mesmo tendo um dos grupos de aves mais conhecidos, descobrir novas esp\u00e9cies \u2018debaixo do nosso nariz\u2019 chama a aten\u00e7\u00e3o para a riqueza da floresta. A Amaz\u00f4nia continua oferecendo surpresas, muito al\u00e9m do que imagin\u00e1vamos\u201d, afirma o cientista.<\/p>\n<p>Os trabalhos foram feitos por cientistas e estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da USP, do Inpa, al\u00e9m do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, de Bel\u00e9m (PA), e do Museu de Ci\u00eancia Natural da Universidade Estadual da Louisiania, dos Estados Unidos.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\" \" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/SPDaJuk07efyZ0sWiP46KmNhxhg=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/15\/exemplares-da-gralha.jpg\" alt=\"Exemplares da gralha cancao-da-campina, encontradas nas \u00e1reas de campinas amaz\u00f4nicas: ocupa\u00e7\u00e3o humana amea\u00e7a esp\u00e9cie (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Luciano Moreira Lima)\" width=\"496\" height=\"395\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Exemplares da gralha canc\u00e3o-da-campina, encontradas nas \u00e1reas de campinas amaz\u00f4nicas: ocupa\u00e7\u00e3o humana amea\u00e7a esp\u00e9cie (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Luciano Moreira Lima)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Globo Natureza<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 140 anos, \u00e9 a maior variedade identificada de uma s\u00f3 vez. Esp\u00e9cies vivem no sul da Amaz\u00f4nia, na regi\u00e3o do &#8216;Arco do Desmatamento&#8217;. Um grupo de 15 novas esp\u00e9cies de aves que vivem na Amaz\u00f4nia brasileira foi descrito por cientistas de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es do Brasil e uma dos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10870\"> <span class=\"screen-reader-text\">Cientistas descobrem 15 novas esp\u00e9cies de aves na Amaz\u00f4nia<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[447],"tags":[3810,338,3857,3766],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10870"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10870"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10871,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10870\/revisions\/10871"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}