{"id":10918,"date":"2013-08-29T11:09:04","date_gmt":"2013-08-29T14:09:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10918"},"modified":"2013-08-29T11:09:04","modified_gmt":"2013-08-29T14:09:04","slug":"pesquisadores-descobrem-nova-especie-de-carnivoro-que-e-mistura-de-gato-com-urso-de-pelucia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10918","title":{"rendered":"Pesquisadores descobrem nova esp\u00e9cie de carn\u00edvoro que \u00e9 &#8220;mistura de gato com urso de pel\u00facia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>O olinguito, da fam\u00edlia do guaxinim, vive nas florestas do Equador e da Col\u00f4mbia e \u00e9 a primeira esp\u00e9cie de carn\u00edvoro descoberta no Ocidente nos \u00faltimos 35 anos<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/veja2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2013\/8\/168116\/olinguito-20130815-size-598.jpg?1376596758\" alt=\"Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mam\u00edfero carn\u00edvoro \u00e9 o primeiro mam\u00edfero descoberto no ocidente n\u00f3s \u00faltimos 35 anos\" width=\"478\" height=\"269\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mam\u00edfero carn\u00edvoro \u00e9 o primeiro mam\u00edfero descoberto no ocidente nos \u00faltimos 35 anos (Mark Gurney)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Pesquisadores do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, finalmente desfizeram um mal-entendido que durou mais de um s\u00e9culo: um animal j\u00e1 observado na natureza, em museus e at\u00e9 em zool\u00f3gicos havia recebido a identifica\u00e7\u00e3o errada por todos esses anos. Ao corrigir o erro, os cientistas encontraram o olinguito, primeiro carn\u00edvoro descoberto no ocidente nos \u00faltimos 35 anos.<\/p>\n<p>O olinguito, que recebeu o nome cient\u00edfico de<em>Bassaricyon neblina<\/em>, \u00e9 o \u00faltimo membro identificado da fam\u00edlia dos Procion\u00eddeos, \u00e0 qual pertencem o guaxinim, o quati, o jupar\u00e1 e os olingos. Pesando cerca de um quilo, o olinguito tem olhos grandes e pelo marrom-alaranjado, que o fazem parecer &#8220;um cruzamento entre um gato dom\u00e9stico e um urso de pel\u00facia&#8221;. Na natureza, ele vive nas florestas nebulosas da Col\u00f4mbia e do Equador (de onde vem o termo &#8220;neblina&#8221;\u00a0de seu nome cient\u00edfico).<\/p>\n<p>&#8220;A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo ainda n\u00e3o foi completamente explorado, e seus segredos mais b\u00e1sicos ainda n\u00e3o foram revelados&#8221;, afirma Kristofer Helgen, curador de animais do museu e principal autor do estudo. &#8220;Se novos carn\u00edvoros ainda podem ser encontrados, que outras surpresas nos esperam? Tantas esp\u00e9cies ainda n\u00e3o s\u00e3o conhecidas pela ci\u00eancia. Document\u00e1-las \u00e9 o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o a um entendimento de toda a riqueza e diversidade da vida na Terra&#8221;, diz\u00a0o pesquisador. O estudo que descreve o olinguito foi publicado nesta quinta-feira, no peri\u00f3dico\u00a0<em>ZooKeys<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Longo caminho \u2013<\/strong>\u00a0A descoberta foi o resultado do trabalho de uma d\u00e9cada. O objetivo inicial da pesquisa era estudar as diversas esp\u00e9cies de olingos, carn\u00edvoros do g\u00eanero\u00a0<em>Bassaricyon.<\/em>Mas\u00a0uma an\u00e1lise de mais de 95% dos exemplares desses animais presentes em museus, aliada a testes gen\u00e9ticos e dados hist\u00f3ricos, revelou a exist\u00eancia do olinguito, que n\u00e3o havia sido descrito at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira pista veio dos dentes e do cr\u00e2nio do animal, que s\u00e3o menores e apresentam formato diferente do olingos. Os animais da nova esp\u00e9cie tamb\u00e9m s\u00e3o menores e t\u00eam pelagem mais longa e densa. Por\u00e9m, como as informa\u00e7\u00f5es das quais os cientistas dispunham vinham de observa\u00e7\u00f5es e exemplares capturados no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, era preciso descobrir se o olinguito ainda existia na natureza.<\/p>\n<p>Para isso, os pesquisadores se uniram a Roland Kays, diretor do Laborat\u00f3rio de Biodiversidade e Observa\u00e7\u00f5es da Terra do Museu de Ci\u00eancias Naturais da Carolina do Norte, que ajudou a organizar uma expedi\u00e7\u00e3o de campo. &#8220;Os dados dos exemplares antigos nos deram uma ideia do que procurar, mas ainda parecia um tiro no estudo&#8221;, conta Kays.<\/p>\n<p><strong>Habitat natural\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0Em uma expedi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas semanas, os pesquisadores encontraram os olinguitos e documentaram tudo o que puderam sobre o animal e seu habitat. Eles descobriram, por exemplo, que o olinguito \u00e9 mais ativo durante a noite, se alimenta principalmente de frutas, raramente desce das \u00e1rvores e tem um filhote de cada vez.<\/p>\n<p>Os pesquisadores estimam que 42% de seu habitat j\u00e1 tenha sido transformado em \u00e1reas agr\u00edcolas ou urbanas. &#8220;As florestas nebulosas dos Andes s\u00e3o um mundo \u00e0 parte. repletas de esp\u00e9cies que n\u00e3o s\u00e3o encontradas em outros lugares, muitas das quais podem estar amea\u00e7adas. N\u00f3s esperamos que o olinguito possa ser um \u2018embaixador\u2019 para as florestas do Equador e da Col\u00f4mbia&#8221;, afirma Helgen.<\/p>\n<p>Fonte: Veja Ci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O olinguito, da fam\u00edlia do guaxinim, vive nas florestas do Equador e da Col\u00f4mbia e \u00e9 a primeira esp\u00e9cie de carn\u00edvoro descoberta no Ocidente nos \u00faltimos 35 anos Pesquisadores do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, finalmente desfizeram um mal-entendido que durou mais de um s\u00e9culo: um animal j\u00e1 observado na natureza, &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=10918\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pesquisadores descobrem nova esp\u00e9cie de carn\u00edvoro que \u00e9 &#8220;mistura de gato com urso de pel\u00facia&#8221;<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":474,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[447],"tags":[3782,3857,3781],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10918"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/474"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10918"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10920,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10918\/revisions\/10920"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}