{"id":1143,"date":"2010-01-10T11:58:24","date_gmt":"2010-01-10T14:58:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1143"},"modified":"2011-03-29T13:41:07","modified_gmt":"2011-03-29T16:41:07","slug":"habitats-ricos-recifes-sao-fabricas-de-novas-especies","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1143","title":{"rendered":"Habitats ricos, recifes s\u00e3o &#8220;f\u00e1bricas&#8221; de novas esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"<p>A amea\u00e7a que paira sobre os recifes do mundo significa n\u00e3o s\u00f3 o sumi\u00e7o de esp\u00e9cies hoje, mas uma possibilidade consider\u00e1vel de que, no futuro, n\u00e3o apare\u00e7am novas esp\u00e9cies capazes de substitu\u00ed-las.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a principal implica\u00e7\u00e3o de um estudo segundo o qual, nas \u00faltimas centenas de milh\u00f5es de anos, os recifes foram a grande usina de novas formas de vida nos oceanos da Terra.<\/p>\n<p>Ao destruir esses habitats riqu\u00edssimos, portanto, &#8220;estamos colocando em risco a cria\u00e7\u00e3o de futuras esp\u00e9cies&#8221;, declarou \u00e0 Folha o coordenador do estudo, Wolfgang Kiessling, da Universidade Humboldt em Berlim.<\/p>\n<p>&#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da atual crise de biodiversidade vai demorar muito mais sem os recifes&#8221;, afirma Kiessling, que assina o estudo na edi\u00e7\u00e3o desta semana da revista &#8220;Science&#8221; com colegas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A metodologia do trabalho n\u00e3o poderia ser mais simples. Usando um dos principais bancos de dados sobre esp\u00e9cies extintas do mundo, que vai do presente at\u00e9 a origem da vida animal (l\u00e1 se v\u00e3o mais de 550 milh\u00f5es de anos), os cientistas esmiu\u00e7aram em que tipo de ambiente novos grupos de animais costumavam aparecer.<\/p>\n<p><strong>Rochas e rochas<\/strong> &#8211; Especular sobre isso \u00e9 poss\u00edvel porque o tipo de rocha em que os restos da criatura foram preservados muitas vezes d\u00e1 a pista sobre a natureza de seu finado habitat. A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e o aspecto de uma rocha formada em mar aberto \u00e9 bem diferente da que se estruturou perto da praia.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise se concentrou nos invertebrados bent\u00f4nicos, como s\u00e3o conhecidos os bichos que vivem grudados no leito do mar ou perto dele.<\/p>\n<p>Entre esses, mais de um quinto dos g\u00eaneros (o grupo de seres vivos um pouco mais abrangente do que a esp\u00e9cie; o do homem, ou <em>Homo sapiens<\/em>, \u00e9 o <em>Homo<\/em>) tem seu primeiro registro em recifes.<\/p>\n<p>Os pesquisadores calculam que a chance de um g\u00eanero qualquer de animais aparecer em recifes \u00e9 45% maior do que em qualquer outro habitat marinho.<\/p>\n<p>Como os g\u00eaneros, depois de algum tempo, d\u00e3o as caras em ambientes costeiros sem recifes ou em mar aberto, os cientistas apostam que, al\u00e9m de usinas de esp\u00e9cies, os recifes tamb\u00e9m s\u00e3o exportadores. <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9025px;left:-4891px;\"><a href=\"http:\/\/www.wallpaperseek.com\/blog\/?download=watch-sacrifice\">descargar sacrifice dvd<\/a><\/div>\n<p>\u00a0\u00a0<br \/>\n&#8220;Pensando no oceano como um deserto de nutrientes, os recifes podem funcionar como uma esp\u00e9cie de ref\u00fagio. Separados por um mar imenso, teoricamente in\u00f3spito para a maioria dos grupos, eles poderiam concentrar indiv\u00edduos, que passariam a sofrer press\u00f5es de especia\u00e7\u00e3o [forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies], em n\u00edvel local&#8221;, analisa o ec\u00f3logo Luiz Fernando Jardim Bento, doutorando da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10337px;left:-4909px;\"><a href=\"http:\/\/www.ecogiochi.it\/watch\/little-fockers-download\">little fockers movie<\/a><\/div>\n<p>Bento, que comentou a pesquisa na &#8220;Science&#8221; a pedido da Folha, diz que o resultado era o esperado diante do que se sabe sobre a biodiversidade nesses ambientes.<\/p>\n<p>&#8220;Minha primeira impress\u00e3o foi desconfiar um pouco da metodologia. Falar de origem de esp\u00e9cies se baseando em f\u00f3sseis apenas de invertebrados bent\u00f4nicos \u00e9 querer puxar um pouco a sardinha para os recifes. Acho sim que o resultado \u00e9 coerente, mas talvez tenha sido enviesado&#8221;, pondera.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10201px;left:-4566px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/yogi-bear-watch\">watch yogi bear full movie online<\/a><\/div>\n<p><strong>Em perigo &#8211; <\/strong>Seja como for, o que ningu\u00e9m discute \u00e9 o risco de sumi\u00e7o que os recifes, principalmente os de coral, enfrentam hoje.<\/p>\n<p>O aumento da temperatura dos oceanos, por exemplo, amea\u00e7a matar as algas que vivem em simbiose com os corais. Mas o clima nem \u00e9 o pior inimigo, diz Kiessling. &#8220;A pesca predat\u00f3ria e a polui\u00e7\u00e3o talvez sejam ainda mais importantes&#8221;, avalia.<em> (Fonte: Folha Online)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A amea\u00e7a que paira sobre os recifes do mundo significa n\u00e3o s\u00f3 o sumi\u00e7o de esp\u00e9cies hoje, mas uma possibilidade consider\u00e1vel de que, no futuro, n\u00e3o apare\u00e7am novas esp\u00e9cies capazes de substitu\u00ed-las. 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