{"id":1209,"date":"2010-02-21T23:35:27","date_gmt":"2010-02-22T02:35:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1209"},"modified":"2011-05-17T10:45:45","modified_gmt":"2011-05-17T13:45:45","slug":"cenarios-da-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1209","title":{"rendered":"Cen\u00e1rios da biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Pesquisadores do Cria, da USP e do Inpe concluem projeto de desenvolvimento do openModeller, ambiente computacional que permite modelar a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies biol\u00f3gicas em diferentes cen\u00e1rios<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Depois de quatro anos de trabalho, um grupo de cientistas brasileiros concluiu o desenvolvimento de um ambiente computacional que, por meio de softwares livres de c\u00f3digo aberto, permite modelar e estudar a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies biol\u00f3gicas em diferentes cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Denominado openModeller, a novidade foi desenvolvida pelo Centro de Refer\u00eancia em Informa\u00e7\u00e3o Ambiental (Cria), no \u00e2mbito de um Projeto Tem\u00e1tico apoiado pela Fapesp. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9662px;left:-4701px;\"><a href=\"http:\/\/www.universalwwe.es\/online-movie-avatar\">watch avatar the film full version<\/a><\/div>\n<p>De acordo com Vanderlei Perez Canhos, coordenador do Tem\u00e1tico e diretor-presidente do Cria, o openModeller foi concebido inicialmente para facilitar o acesso aos dados da rede Species Link &#8211; um sistema distribu\u00eddo de informa\u00e7\u00e3o que integra, em tempo real, dados prim\u00e1rios de cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e conta com cerca de 180 cole\u00e7\u00f5es e 3,5 milh\u00f5es de registros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Species Link foi desenvolvido pelo Cria entre 2001 e 2005, no \u00e2mbito do Biota-Fapesp, e se comunica com outras redes do Programa, como o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Ambiental (SinBiota). Isso permite que o openModeller realize modelagens integrando o conjunto de dados dispon\u00edveis em diferentes redes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ambiente computacional de acesso gratuito, com interface amig\u00e1vel, que possibilita a modelagem da distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e dados ambientais com uso de diferentes algoritmos, projetando os modelos em diversos cen\u00e1rios e utilizando diferentes plataformas&#8221;, disse Canhos \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O conceito por tr\u00e1s do openModeller \u00e9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o de um ambiente computacional que permita selecionar diferentes camadas de dados e algoritmos e, por meio desse ambiente, obter acesso a mecanismos capazes de analisar dados antes e depois do processamento. &#8220;A partir da\u00ed, podemos construir modelos e visualiz\u00e1-los em uma escala espacial&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os resultados do projeto, incluindo todos os detalhes do desenvolvimento do openModeller, foram publicados em agosto de 2009 na revista GeoInformatica, em artigo de autoria de pesquisadores do Cria e de parceiros internacionais. O projeto tem\u00e1tico foi conclu\u00eddo no in\u00edcio de fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Canhos, a modelagem de distribui\u00e7\u00e3o potencial consiste em definir os pr\u00e9-requisitos ecol\u00f3gicos fundamentais para a ocorr\u00eancia de uma esp\u00e9cie, extrapolando-os para uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica. Os dados sobre ocorr\u00eancias de esp\u00e9cies s\u00e3o fundamentais n\u00e3o s\u00f3 para construir cen\u00e1rios voltados para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, mas tamb\u00e9m para desenhar estrat\u00e9gias para o controle de doen\u00e7as infecciosas, por exemplo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Se quisermos analisar como se espalha a leishmaniose em fun\u00e7\u00e3o da perda de cobertura vegetal, precisamos de dados de ocorr\u00eancia do vetor e do hospedeiro, al\u00e9m de dados abi\u00f3ticos como pluviosidade e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A partir da\u00ed, \u00e9 preciso que toda essa infraestrutura de dados possa ser acessada de forma transparente, com ferramentas que permitam sua visualiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise. Essa \u00e9 a proposta do openModeller&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m de indicar estrat\u00e9gias para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade &#8211; apontando \u00e1reas priorit\u00e1rias com ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies raras, por exemplo &#8211; e de controle de doen\u00e7as infecciosas, a modelagem pode ser \u00fatil tamb\u00e9m para previs\u00e3o de impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e das atividades humanas sobre a biodiversidade e para a preven\u00e7\u00e3o e controle de esp\u00e9cies invasoras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com Canhos, enquanto o Cria contribuiu com a experi\u00eancia no desenvolvimento de sistemas on-line e na concep\u00e7\u00e3o da infraestrutura computacional, o Inpe trabalhou no desenvolvimento das camadas de dados ambientais e na integra\u00e7\u00e3o do sistema ao sistema TerraLib &#8211; tecnologia para desenvolvimento de aplicativos geogr\u00e1ficos com base no conceito de servi\u00e7os SOA (Service Oriented Architecture, na sigla em ingl\u00eas), no qual um servi\u00e7o tem car\u00e1ter de funcionalidade independente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 a Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP atendeu \u00e0 demanda de constru\u00e7\u00e3o de modelos de v\u00e1rias esp\u00e9cies simult\u00e2neas com uso de diferentes camadas ambientais e contribuiu com tecnologia adaptativa, computa\u00e7\u00e3o paralela e desenvolvimento de algoritmos.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10849px;left:-4636px;\"><a href=\"http:\/\/listicles.com\/download\/the-next-three-days-dvd\">the next three days divx<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9813px;left:-5718px;\"><a href=\"http:\/\/www.wallpaperseek.com\/blog\/?download=online-movie-takers\">takers dvd<\/a><\/div>\n<p>&#8220;O ambiente computacional que desenvolvemos tem uma computa\u00e7\u00e3o muito pesada. Foi preciso comprar um cluster de computadores de alto desempenho, que ficou alocado na Poli&#8221;, disse Canhos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Species Link<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O diretor-presidente do Cria destaca que, al\u00e9m do desenvolvimento do ambiente computacional, o projeto gerou grande retorno acad\u00eamico, envolvendo expressivo n\u00famero de p\u00f3s-graduandos tanto na USP como no Inpe. O projeto gerou, at\u00e9 o momento, 12 artigos cient\u00edficos e 49 apresenta\u00e7\u00f5es em confer\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos nove doutorandos, cinco mestrandos e sete estudantes de gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de seis bolsistas de treinamento t\u00e9cnico envolvidos com o projeto. Muitos pesquisadores do Cria, da Poli e do Inpe tamb\u00e9m tiveram envolvimento direto. O resultado \u00e9 que o projeto rendeu um programa de capacita\u00e7\u00e3o muito abrangente, gerando v\u00e1rias teses e disserta\u00e7\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O projeto do openModeller nasceu no contexto da cont\u00ednua expans\u00e3o da rede Species Link. &#8220;Conclu\u00edda em novembro de 2005, a rede continuou evoluindo e aumentando n\u00e3o apenas no n\u00famero de provedores, mas tamb\u00e9m na melhor qualidade de dados. Quando conclu\u00edmos o projeto, a rede contava com 700 mil registros de cerca de 40 cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas brasileiras. Agora, temos cerca de 3,5 milh\u00f5es de registros em 180 cole\u00e7\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A rede Species Link \u00e9 fundamentada na concep\u00e7\u00e3o de acesso livre e aberto. O openModeller herdou essa premissa e, al\u00e9m disso, roda em sistemas operacionais Linux, Windows e Mac OS.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Tudo foi desenvolvido em c\u00f3digo aberto: os algoritmos e as ferramentas para verificar qualidade dos dados, integr\u00e1-los e visualiz\u00e1-los. Tudo est\u00e1 dispon\u00edvel para que o usu\u00e1rio possa modificar da maneira que lhe for mais conveniente. Essa estrat\u00e9gia foi muito importante para que pud\u00e9ssemos contar com a colabora\u00e7\u00e3o de especialistas estrangeiros, al\u00e9m do pessoal do Cria, da Poli e do Inpe&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Agora que o projeto foi conclu\u00eddo, de acordo com Canhos, o Cria continuar\u00e1 focado em trabalhos relacionados \u00e0 infraestrutura de dados. &#8220;Apesar da grande quantidade de cole\u00e7\u00f5es inclu\u00edda no Species Link, essa dimens\u00e3o ainda \u00e9 min\u00fascula em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 megadiversidade brasileira. Essa infraestrutura ainda dever\u00e1 crescer muito, com o desenvolvimento de v\u00e1rias sub-redes tem\u00e1ticas, como na \u00e1rea de cole\u00e7\u00f5es zool\u00f3gicas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>(F\u00e1bio de Castro, Ag\u00eancia Fapesp, 19\/2)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Cria, da USP e do Inpe concluem projeto de desenvolvimento do openModeller, ambiente computacional que permite modelar a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies biol\u00f3gicas em diferentes cen\u00e1rios Depois de quatro anos de trabalho, um grupo de cientistas brasileiros concluiu o desenvolvimento de um ambiente computacional que, por meio de softwares livres de c\u00f3digo aberto, permite &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1209\"> <span class=\"screen-reader-text\">Cen\u00e1rios da biodiversidade<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[87,232],"tags":[3812,3831],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1209"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1209"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5910,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1209\/revisions\/5910"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}