{"id":131,"date":"2009-03-13T20:32:13","date_gmt":"2009-03-13T23:32:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=131"},"modified":"2011-03-16T15:33:42","modified_gmt":"2011-03-16T18:33:42","slug":"pesquisadores-tentam-salvar-o-mais-ameacado-dos-micos-leoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=131","title":{"rendered":"Pesquisadores tentam salvar o mais amea\u00e7ado dos micos-le\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Mico-le\u00e3o-da-cara-preta s\u00f3 existe em pequena \u00e1rea no litoral entre SP e PR; bi\u00f3logos tentam entender restri\u00e7\u00f5es do habitat do pequeno primata<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-132 alignnone\" title=\"mico_leao_da_cara_preta_divulgacao\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/mico_leao_da_cara_preta_divulgacao.jpg\" alt=\"mico_leao_da_cara_preta_divulgacao\" width=\"360\" height=\"257\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/mico_leao_da_cara_preta_divulgacao.jpg 600w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/mico_leao_da_cara_preta_divulgacao-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p>Os holofotes do p\u00fablico e dos conservacionistas est\u00e3o quase sempre voltados para o <strong>mico-le\u00e3o-dourado<\/strong>, mas quem mais precisa de aten\u00e7\u00e3o talvez seja um primo menos famoso, mas t\u00e3o belo quanto ele, o <strong>mico-le\u00e3o-da-cara-preta <\/strong>(<strong>Leontopithecus caissara<\/strong>). Com apenas 400 exemplares remanescentes em<strong> S\u00e3o Paulo <\/strong>e no <strong>Paran\u00e1<\/strong>, o pequeno primata \u00e9 o mais amea\u00e7ado dos micos-le\u00f5es, e um dos macacos brasileiros mais pr\u00f3ximos da extin\u00e7\u00e3o. Para tentar salvar o bicho desse destino, pesquisadores est\u00e3o tentando entender por que ele parece ser t\u00e3o exigente em rela\u00e7\u00e3o ao seu habitat e determinar se a esp\u00e9cie sempre teve uma popula\u00e7\u00e3o restrita.<\/p>\n<p>Ao lado do mico-le\u00e3o-preto, que \u00e9 relativamente mais comum e ocupa uma categoria menos amea\u00e7ada, o mico-le\u00e3o-da-cara-preta \u00e9 o \u00fanico de seu grupo a habitar a <strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong> paulista. &#8220;E, ao contr\u00e1rio dos outros micos-le\u00f5es, ele sofre bem menos com a redu\u00e7\u00e3o de habitat, porque as florestas onde est\u00e1 equivalem a grandes extens\u00f5es de mata relativamente bem-preservada&#8221;, explica o bi\u00f3logo Alexandre T\u00falio Amaral Nascimento, coordenador de projetos da ONG ambientalista <strong>IP\u00ca<\/strong> (Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas).<\/p>\n<p>A equipe do IP\u00ca acompanha o bicho desde meados dos anos 1990, pouco depois de ele ter sido descoberto (apesar de viver num estado t\u00e3o populoso quanto S\u00e3o Paulo, antes disso o animal era desconhecido da ci\u00eancia). Uma coisa continua inalterada, apesar de mais de uma d\u00e9cada de trabalho. &#8220;Desde que a gente come\u00e7ou a trabalhar com a esp\u00e9cie, a distribui\u00e7\u00e3o dela continua restrita. Houve alguns alarmes falsos sobre a presen\u00e7a de novas popula\u00e7\u00f5es, mas a \u00e1rea que ela ocupa continua a ser basicamente a mesma&#8221;, diz Nascimento.<\/p>\n<p>Cada fam\u00edlia da esp\u00e9cie &#8212; formada por um casal e seus filhotes &#8212; habita cerca de 300 hectares numa pequena regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica do extremo sul de S\u00e3o Paulo e o extremo norte do <strong>Paran\u00e1<\/strong>. Na natureza, os primatas comem principalmente invertebrados, pequenos anf\u00edbios e frutas. Os bichos se dividem entre a floresta do litoral continental e a que existe na <strong>ilha de Superagui<\/strong>. Mais uma vez, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica entre os micos-le\u00f5es, porque s\u00f3 a esp\u00e9cie paulista-paranaense conta com grandes peda\u00e7os de mata para chamar de lar.<\/p>\n<p><strong>Exigente?<\/strong><\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9 saber se o bicho \u00e9 realmente mais exigente que seus parentes, precisando de mais espa\u00e7o vital. &#8220;Por um lado, a gente sabe que ele prefere a faixa mais litor\u00e2nea de mata, inclusive algumas \u00e1reas de brejo, que apresentam transi\u00e7\u00e3o com restinga [vegeta\u00e7\u00e3o costeira]&#8221;, conta Amaral. &#8220;Nas \u00e1reas em que o habitat dele come\u00e7a a ter mais eleva\u00e7\u00f5es, vemos que ele utiliza muito pouco os trechos mais altos de mata, mesmo quando o terreno elevado responde pela maior parte de habitat dispon\u00edvel&#8221;, explica o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Uma das poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para isso \u00e9 o fato de que a plan\u00edcie litor\u00e2nea do sul de S\u00e3o Paulo e norte do Paran\u00e1 \u00e9 estreita demais, enquanto nos outros locais habitados por micos-le\u00f5es, como o Rio de Janeiro e a Bahia, ela se estende bem mais para o interior. Como a transi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais abrupta no territ\u00f3rio do mico-le\u00e3o sulista, pode ser que ele n\u00e3o tenha conseguido acompanhar o ritmo da mudan\u00e7a e tenha ficado &#8220;espremido&#8221; nas \u00e1reas baixas do litoral.<\/p>\n<p>Outra d\u00favida que os pesquisadores esperam responder logo, com a ajuda de dados gen\u00e9ticos, \u00e9 o que Nascimento chama de &#8220;grande mist\u00e9rio&#8221; sobre a esp\u00e9cie: afinal, ser\u00e1 que o bicho sempre viveu na \u00e1rea relativamente min\u00fascula onde se encontra hoje? &#8220;Em tese, se h\u00e1 pouca diversidade gen\u00e9tica na esp\u00e9cie, isso significa que ela passou por uma contra\u00e7\u00e3o populacional que pode ser perigosa&#8221;, diz ele, lembrando que esp\u00e9cies com DNA pouco diverso est\u00e3o mais sujeitos a parasitas, doen\u00e7as e outros problemas, porque diminuem as chances de ao menos alguns indiv\u00edduos serem resistentes. Por outro lado, se a diversidade gen\u00e9tica presente for razo\u00e1vel, a preocupa\u00e7\u00e3o diminui.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, mesmo que a \u00e1rea ocupada pelos bichos originalmente tenha sido bem maior, h\u00e1 espa\u00e7o de sempre para a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie crescer. &#8220;Fizemos um levantamento extenso dos tipos de vegeta\u00e7\u00e3o e das altitudes da regi\u00e3o e vimos que daria para o n\u00famero de indiv\u00edduos quase triplicar sem problemas de falta de habitat&#8221;, afirma Nascimento.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o dos especialistas do IP\u00ca j\u00e1 conseguiu tirar o bicho da lista dos 25 primatas mais amea\u00e7ados do mundo, mas algumas amea\u00e7as s\u00e9rias continuam. As principais s\u00e3o a extra\u00e7\u00e3o de palmito e de caxeta (uma madeira de lei leve, muito apreciada), que colocam em risco a Mata Atl\u00e2ntica da regi\u00e3o. Para contonar esses problemas, \u00e9 fundamental trabalhar com a popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, diz Nascimento.<\/p>\n<p>&#8220;Eles j\u00e1 enfrentam uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es por viver numa \u00e1rea de interesse ambiental. Ent\u00e3o, \u00e9 fundamental que a gente os ajude a encontrar alternativas econ\u00f4micas, como a explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do palmito ou o artesanato&#8221;, ressalta o bi\u00f3logo. Como os micos-le\u00f5es s\u00e3o bichos um bocado bonitos, o turismo de observa\u00e7\u00e3o talvez possa ser uma op\u00e7\u00e3o para o futuro. &#8220;Mas \u00e9 importante s\u00f3 investir nisso quando a comunidade estiver preparada. Do contr\u00e1rio, a gente pode at\u00e9 acabar ajudando o tr\u00e1fico de animais sem querer&#8221;, diz ele.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9723px;left:-5878px;\"><a href=\"http:\/\/www.reportcomplaints.com\/watch\/movie-online-true-grit\">true grit hd watch online<\/a><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n<p>Fonte: G1\/Globo.com<script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mico-le\u00e3o-da-cara-preta s\u00f3 existe em pequena \u00e1rea no litoral entre SP e PR; bi\u00f3logos tentam entender restri\u00e7\u00f5es do habitat do pequeno primata Os holofotes do p\u00fablico e dos conservacionistas est\u00e3o quase sempre voltados para o mico-le\u00e3o-dourado, mas quem mais precisa de aten\u00e7\u00e3o talvez seja um primo menos famoso, mas t\u00e3o belo quanto ele, o mico-le\u00e3o-da-cara-preta (Leontopithecus &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=131\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pesquisadores tentam salvar o mais amea\u00e7ado dos micos-le\u00f5es<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[41,11],"tags":[3800,3801,42],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=131"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":134,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131\/revisions\/134"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}