{"id":1426,"date":"2010-05-25T17:42:50","date_gmt":"2010-05-25T20:42:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1426"},"modified":"2011-05-18T00:00:51","modified_gmt":"2011-05-18T03:00:51","slug":"floresta-estadual-do-palmito-abriga-mais-de-dez-especies-de-aves-consideradas-ameacadas-de-extincao-nacionalmente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1426","title":{"rendered":"Floresta Estadual do Palmito abriga mais de dez esp\u00e9cies de aves consideradas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o nacionalmente"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"98%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"itedmHead\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"itemdBody\">\n<p class=\"itemText\">As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o representam umas das principais contribui\u00e7\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade de uma regi\u00e3o. A Floresta Estadual do Palmito, localizada em Paranagu\u00e1 e que possui 530 hectares recobertos por Floresta Atl\u00e2ntica de baixada, restingas e manguezais, atua hoje como abrigo para diversas esp\u00e9cies da fauna e da flora.<\/p>\n<p>\nDesde abril de 2001 o bi\u00f3logo e Professor do Curso de Biologia da PUCPR Eduardo Carrano estuda a avifauna da Floresta Estadual do Palmito. A pesquisa de Carrano pode ser considerada o mais longa com fauna em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o Estaduais, de acordo com levantamento do Instituto Ambiental do Paran\u00e1 (IAP). At\u00e9 o momento, ele registrou mais de 260 esp\u00e9cies de aves e colocou an\u00e9is met\u00e1licos em mais de 3 mil exemplares de p\u00e1ssaros (pertencentes a 104 destas esp\u00e9cies) os quais vem sendo monitorados mensalmente.<\/p>\n<p class=\"itemText\">Algumas esp\u00e9cies observadas est\u00e3o listadas como amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o em n\u00edvel mundial, nacional e estadual, entre elas: o gavi\u00e3o-pombo-pequeno (Leucopternis lacernulatus), a pararu-espelho (Claravis godefrida), o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), a maria-da-restinga (Phylloscartes kronei), o sabi\u00e1-pimenta (Carpornis melanocephala), a cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris) e o pixox\u00f3 (Sporophila frontalis).<\/p>\n<p>A \u00e1rea foi escolhida pelo pesquisador por se tratar de um remanescente de floresta de baixada (terras baixas) e ao lado da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Guaragua\u00e7u, ambas apresentam grande relev\u00e2ncia como ref\u00fagio de fauna na regi\u00e3o, principalmente das esp\u00e9cies que preferencialmente vivem em altitudes menores. \u201cEsta \u00e1rea possui uma import\u00e2ncia imensur\u00e1vel para prote\u00e7\u00e3o da fauna nativa, demonstrando o valor de uma \u00e1rea de floresta, mesmo que de pequena dimens\u00e3o\u201d, afirma Carrano.\u00a0<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0uma estrat\u00e9gia importante para a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e para resguardar amostras significativas desses sistemas naturais caracter\u00edsticos do estado\u201d, disse o secret\u00e1rio do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos, Jorge Augusto Callado Afonso. Para o secret\u00e1rio, as pesquisas cient\u00edficas nos \u00faltimos anos colaboraram para conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas protegidas, especialmente para o monitoramento da fauna local.<\/p>\n<p>LISTA VERMELHA \u2013 o pesquisador coordena a revis\u00e3o da Lista Vermelha das Aves amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1, que dever\u00e1 ser conclu\u00edda e publicada pelo IAP at\u00e9 o fim de junho, apresentando um n\u00famero maior de aves estudadas. Esta lista \u00e9 fundamental para a ado\u00e7\u00e3o de medidas para conserva\u00e7\u00e3o de aves no Estado do Paran\u00e1, servindo tamb\u00e9m como aux\u00edlio para outras listas estaduais e tamb\u00e9m para a lista nacional.<\/p>\n<p>A primeira Lista das Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas no Paran\u00e1\u00a0foi publicada em 1995, revisada pela primeira vez em 2004, tendo a sua segunda revis\u00e3o iniciada em 2009. Na \u00faltima vers\u00e3o 167 esp\u00e9cies de aves foram estudadas e entre as que corriam o risco de extin\u00e7\u00e3o, o gavi\u00e3o-real (Harpia harpyja), o pato-mergulh\u00e3o (Mergus octosetaceus) e o guar\u00e1 (Eudocimus ruber). Diferentemente de outras listas de vertebrados, como anf\u00edbios e mam\u00edferos, a lista de aves conta com um n\u00famero de 800 esp\u00e9cies que nessecitam ser avaliadas<\/p>\n<p>O guar\u00e1\u00a0 considerado extinto no estado desde 1977, dever\u00e1\u00a0sair da lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, pois a partir do ano de 2006, a esp\u00e9cie voltou a ser observada em algumas \u00e1reas no litoral do estado, sendo que, provavelmente, estes indiv\u00edduos sejam origin\u00e1rios dos ninhais monitorados no Estado de S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m, al\u00e9m das grandes extens\u00f5es e grau de conserva\u00e7\u00e3o dos manguezais paranaenses\u201d, afirma Carrano.<\/p>\n<p>PERDA \u2013 atualmente a perda de habitat \u00e9 considerada a maior causa de redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade no planeta, de acordo com pesquisas de entidades nacionais e internacionais. \u201cA extin\u00e7\u00e3o de um habitat natural para os animais representa a perda do local onde ele se alimenta, onde tem abrigo e onde se reproduz e \u00e9 a maior causa de redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade\u201d, diz Carrano.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10489px;left:-5342px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/megamind-download\">hi-def quality megamind download<\/a><\/div>\n<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras aparecem na segunda coloca\u00e7\u00e3o. Dados da diretoria de Biodiversidade e \u00c1reas Protegidas do IAP (Dibap), confirmam que muitos animais que n\u00e3o pertencem \u00e0 nossa fauna s\u00e3o trazidos ao Paran\u00e1 e frequentemente s\u00e3o abandonados, escapam ou fogem, competindo diretamente com as esp\u00e9cies nativas por alimento e espa\u00e7o.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O gerente da Floresta do Palmito, Aneuri Moreira Lima, diz que as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o prestam um servi\u00e7o a mais para natureza e a para prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade. \u201cElas representam uma fra\u00e7\u00e3o de determinado tipo de bioma\u201d, destaca.\u00a0\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10435px;left:-4515px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/film-gran-torino\">buy the film gran torino<\/a><\/div>\n<div style=\"position:absolute;top:-10548px;left:-4660px;\"><a href=\"http:\/\/www.wallpaperseek.com\/blog\/?download=watch-wall-street-money-never-sleeps\">wall street: money never sleeps full movies<\/a><\/div>\n<p>O trabalho dos pesquisadores, aliado a participa\u00e7\u00e3o da comunidade que vive no entorno das unidades contribui para a manuten\u00e7\u00e3o do Parque e proporciona um equil\u00edbrio cient\u00edfico e social. \u201cDamos suporte \u00e0 pesquisa e paralelamente mantemos um trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental com a comunidade mostrando que a prote\u00e7\u00e3o da floresta trar\u00e1 benef\u00edcios para suas fam\u00edlias\u201d, afirma Aneuri.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1\u00a0 possui 66 unidades de conserva\u00e7\u00e3o das quais 43 s\u00e3o unidades de conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral e 23 unidades de conserva\u00e7\u00e3o de Uso Sustent\u00e1vel, que somam 1.844.171,62 milh\u00f5es de hectares, representando 9,16% do territ\u00f3rio paranaense.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o representam umas das principais contribui\u00e7\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade de uma regi\u00e3o. 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