{"id":1455,"date":"2010-05-31T21:24:03","date_gmt":"2010-06-01T00:24:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1455"},"modified":"2011-05-17T12:17:27","modified_gmt":"2011-05-17T15:17:27","slug":"brasil-se-torna-o-principal-destino-de-agrotoxicos-banidos-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1455","title":{"rendered":"Brasil se torna o principal destino de agrot\u00f3xicos banidos no exterior"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Apesar de prevista na legisla\u00e7\u00e3o, o governo n\u00e3o leva adiante com rapidez a reavalia\u00e7\u00e3o desses produtos, etapa indispens\u00e1vel para restringir o uso ou retir\u00e1-los do mercado<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Campe\u00e3o mundial de uso de agrot\u00f3xicos, o Brasil se tornou nos \u00faltimos anos o principal destino de produtos banidos em outros pa\u00edses. Nas lavouras brasileiras s\u00e3o usados pelo menos dez produtos proscritos na Uni\u00e3o Europeia (UE), Estados Unidos e um deles at\u00e9 no Paraguai.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9793px;left:-5440px;\"><a href=\"http:\/\/www.ecogiochi.it\/watch\/the-american-download\">watch the american<\/a><\/div>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), com base em dados das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10377px;left:-5444px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/imax-hubble-3d-download\">download film imax: hubble 3d<\/a><\/div>\n<p>Apesar de prevista na legisla\u00e7\u00e3o, o governo n\u00e3o leva adiante com rapidez a reavalia\u00e7\u00e3o desses produtos, etapa indispens\u00e1vel para restringir o uso ou retir\u00e1-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avalia\u00e7\u00e3o, quatro subst\u00e2ncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavalia\u00e7\u00e3o foi feita, mas, por diverg\u00eancias no governo, press\u00f5es pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a, pouco se avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o, s\u00f3 houve uma decis\u00e3o: a cihexatina, empregada na citrocultura, ser\u00e1 banida a partir de 2011. At\u00e9 l\u00e1, seu uso \u00e9 permitido s\u00f3 no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da lista de 2008, tr\u00eas produtos aguardam an\u00e1lise de comiss\u00e3o tripartite &#8211; formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa) e Anvisa &#8211; para serem proibidos: acefato, metamidof\u00f3s e endossulfam. Um item, o triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor. Outro produto, o fosmete, ter\u00e1 o registro mantido, mas mediante restri\u00e7\u00f5es e cuidados adicionais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Enquanto as decis\u00f5es s\u00e3o proteladas, o uso de agrot\u00f3xicos sob suspeita de afetar a sa\u00fade aumenta. Um exemplo \u00e9 o endossulfam, associado a problemas end\u00f3crinos. Dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior mostram que o pa\u00eds importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Estamos consumindo o lixo que outras na\u00e7\u00f5es rejeitam&#8221;, resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00e3o T\u00f3xico-Farmacol\u00f3gicas da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. Proibido na UE, China, \u00cdndia e no Paraguai, o metamidof\u00f3s segue caminho semelhante.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padr\u00e3o n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito. &#8220;Assistimos a fen\u00f4meno semelhante com o amianto. Com a redu\u00e7\u00e3o do mercado internacional, os produtores aumentaram a press\u00e3o para aumentar as vendas no Brasil.&#8221; As t\u00e1ticas usadas s\u00e3o v\u00e1rias. &#8220;Pagamos por isso um pre\u00e7o invis\u00edvel, que \u00e9 o aumento do custo na \u00e1rea de sa\u00fade&#8221;, completa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O coordenador-geral de Agrot\u00f3xicos e Afins do Mapa, Lu\u00eds Rangel, admite que produtos banidos em outros pa\u00edses e candidatos \u00e0 revis\u00e3o no Brasil t\u00eam aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar cont\u00ea-lo, deve ser editada uma instru\u00e7\u00e3o normativa fixando teto para importa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a m\u00e9dia de consumo dos \u00faltimos anos. Exce\u00e7\u00f5es seriam analisadas caso a caso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A lentid\u00e3o na aprecia\u00e7\u00e3o da lista come\u00e7ou com a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a, movidas pelas empresas de agrot\u00f3xicos e pelo sindicato das ind\u00fastrias. Em uma delas, foram inclu\u00eddos documentos em que o pr\u00f3prio Mapa posicionou-se contrariamente \u00e0 restri\u00e7\u00e3o. S\u00f3 depois que liminares foram suspensas, em 2009, as an\u00e1lises continuaram.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10212px;left:-5406px;\"><a href=\"http:\/\/www.pinoychannel.us\/all-good-things-full-film\">watching all good things online<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Empresas<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Representantes das ind\u00fastrias criticam o formato da reavalia\u00e7\u00e3o. O setor diz n\u00e3o haver crit\u00e9rios para a escolha dos produtos inclu\u00eddos na lista. E criticam a Anvisa por falta de transpar\u00eancia. Para as ind\u00fastrias, o material da Anvisa n\u00e3o traz informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10128px;left:-4642px;\"><a href=\"http:\/\/www.universalwwe.es\/film-black-swan\">buy the film black swan<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em estudos feitos em laborat\u00f3rio. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 como fazer estudos de risco em popula\u00e7\u00e3o expressiva. A cada dia, mais pa\u00edses baseiam suas decis\u00f5es em estudos feitos em laborat\u00f3rios&#8221;, rebate o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cl\u00e1udio Meireles.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ind\u00fastria ignora regras sanit\u00e1rias<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de importar produtos banidos em outros pa\u00edses, o Brasil abriga f\u00e1bricas de agrot\u00f3xicos que apresentam um hist\u00f3rico de falhas na aplica\u00e7\u00e3o de regras sanit\u00e1rias. Seis das sete ind\u00fastrias vistoriadas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), entre julho de 2009 e maio deste ano, tiveram a linha de produ\u00e7\u00e3o interditada e o material apreendido por irregularidades. Os problemas v\u00e3o do uso de mat\u00e9ria-prima vencida a ind\u00edcios de adultera\u00e7\u00e3o da f\u00f3rmula registrada no pa\u00eds.<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Encontramos at\u00e9 adi\u00e7\u00e3o de ess\u00eancias arom\u00e1ticas&#8221;, conta o diretor da Anvisa, Jos\u00e9 Agenor \u00c1lvares. A t\u00e1tica \u00e9 usada para camuflar o cheiro de veneno e, assim, tornar o produto mais toler\u00e1vel para o agricultor e para a popula\u00e7\u00e3o que vive no entorno das f\u00e1bricas. &#8220;Al\u00e9m de ser inusitada, a pr\u00e1tica traz um risco a mais. Cheiro forte \u00e9 uma forma de alerta sobre o tipo de produto que se est\u00e1 lidando&#8221;, completa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias j\u00e1 analisadas t\u00eam cerca de 80% do mercado nacional. Foram apreendidas nas fiscaliza\u00e7\u00f5es 9,06 milh\u00f5es de toneladas de agrot\u00f3xicos suspeitos. Das unidades inspecionadas, s\u00f3 uma n\u00e3o teve a produ\u00e7\u00e3o interditada. Mesmo assim, n\u00e3o se livrou da autua\u00e7\u00e3o por omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Os ind\u00edcios de irregularidades encontrados foram muito preocupantes. Havia um descompromisso com normas, algo que esperamos que seja corrigido&#8221;, avalia \u00c1lvares. A apreens\u00e3o se justifica. &#8220;O produto envolve uma s\u00e9rie de riscos para a sa\u00fade e o meio ambiente. Justamente por isso ele tem de ser acompanhado de perto&#8221;, diz o gerente geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cl\u00e1udio Meirelles.<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ele conta que duas empresas pediram cancelamento de registro de um produto. &#8220;As adequa\u00e7\u00f5es eram t\u00e3o grandes para chegar \u00e0 formula original que n\u00e3o valeria a pena (o investimento) para a empresa&#8221;, diz Meirelles.<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>F\u00f3rmula<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Anvisa come\u00e7ou a inspecionar ind\u00fastrias de agrot\u00f3xicos em 2009, ap\u00f3s forma\u00e7\u00e3o de equipe especializada. Nas a\u00e7\u00f5es, os fiscais t\u00eam apoio da PF. At\u00e9 ent\u00e3o, a atividade era acompanhada por fiscaliza\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em nota, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defesa Vegetal (Andef) afirma que n\u00e3o h\u00e1 regras para mudan\u00e7a do registro de componentes de defensivos agr\u00edcolas no pa\u00eds, o que impede a altera\u00e7\u00e3o formal. Justificativa que n\u00e3o convence autoridades. &#8220;\u00c9 preciso que as empresas sigam \u00e0 risca a f\u00f3rmula indicada no registro. S\u00f3 assim podemos acompanhar a seguran\u00e7a do produto&#8221;, diz o coordenador-geral de Agrot\u00f3xicos e Afins do Minist\u00e9rio da Agricultura, Luis Eduardo Rangel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p>Agrot\u00f3xicos s\u00e3o a 4\u00aa causa de intoxica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>Agrot\u00f3xicos ocupam o quarto lugar no ranking de intoxica\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, atr\u00e1s de medicamentos, acidentes com animais pe\u00e7onhentos e produtos de limpeza (saneantes). Em 2007, foram registradas 6.260 casos provocados por agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As estat\u00edsticas identificam acidentes, intoxica\u00e7\u00f5es extremas. N\u00e3o sabemos quantas pessoas adoecem pela exposi\u00e7\u00e3o por meio do consumo de alimentos&#8221;, diz a coordenadora do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00e3o T\u00f3xico Farmacol\u00f3gicas da Fiocruz (Sinitox), Rosany Bochner.<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10142px;left:-5784px;\"><a href=\"http:\/\/www.universalwwe.es\/fast-five-full-film\">fast five full dvd<\/a><\/div>\n<p>Estudos em laborat\u00f3rio mostram o risco de algumas subst\u00e2ncias provocarem problemas hep\u00e1ticos, doen\u00e7as de pele, mais risco de c\u00e2ncer, problemas hormonais, neurol\u00f3gicos e reprodutivos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Temos de ser realistas, n\u00e3o podemos considerar agrot\u00f3xicos como veneno, eles t\u00eam import\u00e2ncia para produ\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o chefe do Laborat\u00f3rio Toxicol\u00f3gico da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica, S\u00e9rgio Rabelo. Para ele, o problema n\u00e3o est\u00e1 no uso de todos os produtos, mas no emprego incorreto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise feita desde 2001 pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, batizada de Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (Para), acompanha os n\u00edveis de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos nos alimentos consumidos pela popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do abuso de defensivos, a pesquisa revela o emprego de produtos proibidos para algumas culturas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dados da \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o, feita em 2008, revelam, por exemplo, que 64,36% das amostras de piment\u00e3o analisadas apresentavam uso de defensivos proibidos para a cultura &#8211; entre eles, endossultam e acefato, que est\u00e3o sendo agora reavaliados.<\/p>\n<p>(L\u00edgia Formenti)<\/p>\n<p>(O Estado de SP, 30\/5)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de prevista na legisla\u00e7\u00e3o, o governo n\u00e3o leva adiante com rapidez a reavalia\u00e7\u00e3o desses produtos, etapa indispens\u00e1vel para restringir o uso ou retir\u00e1-los do mercado Campe\u00e3o mundial de uso de agrot\u00f3xicos, o Brasil se tornou nos \u00faltimos anos o principal destino de produtos banidos em outros pa\u00edses. 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