{"id":1502,"date":"2010-06-14T09:56:03","date_gmt":"2010-06-14T12:56:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1502"},"modified":"2011-03-29T04:40:51","modified_gmt":"2011-03-29T07:40:51","slug":"aquecimento-global-gera-ameaca-a-corais-que-so-existem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1502","title":{"rendered":"Aquecimento global gera amea\u00e7a a corais que s\u00f3 existem no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A eleva\u00e7\u00e3o na temperatura das \u00e1guas, provocada pelo aquecimento global, amea\u00e7a esp\u00e9cies de corais que s\u00f3 existem no litoral brasileiro. Das 40 esp\u00e9cies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 s\u00e3o encontradas apenas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fen\u00f4meno conhecido como branqueamento aconteceu at\u00e9 com os corais criados nos tanques de pesquisa. Come\u00e7ou em mar\u00e7o, depois de dois meses com a \u00e1gua muito mais quente do que a m\u00e9dia na maior parte da costa brasileira.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9501px;left:-5403px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/watch-the-sunset-limited\">the sunset limited movie direct download<\/a><\/div>\n<p>E foi o maior j\u00e1 registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quil\u00f4metros, do Rio Grande do Norte at\u00e9 a ba\u00eda da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas esp\u00e9cies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotoss\u00edntese, isto \u00e9: obt\u00eam energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<p>Mas quando a temperatura da \u00e1gua est\u00e1 acima do normal na regi\u00e3o, as algas produzem \u00e1gua oxigenada, que \u00e9 t\u00f3xica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica vis\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cDependendo da intensidade e da dura\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, eles podem morrer sim, como j\u00e1 aconteceu em muitos oceanos, como no \u00cdndico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento\u201d, diz o bi\u00f3logo Cl\u00f3vis Barreira e Castro.<\/p>\n<p>O Recife de Fora \u00e9 um dos mais conservados do Brasil. Na mar\u00e9 baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes s\u00e3o os mais estudados do Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a sa\u00fade de mais de 30 esp\u00e9cies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.<\/p>\n<p>O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotoss\u00edntese que ocorre dentro do coral.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10217px;left:-4068px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/film-the-fighter\">watch the fighter full movie online<\/a><\/div>\n<p>\u201c\u00c9 um diagn\u00f3stico da sa\u00fade do coral. Ele \u00e9 an\u00e1logo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. \u201cTemos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotoss\u00edntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31\u00baC, a fotoss\u00edntese cessa completamente\u201d, explica.<\/p>\n<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Col\u00f4nias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora est\u00e3o brancas. Em alguns pontos do recife, eles j\u00e1 est\u00e3o morrendo.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie de coral c\u00e9rebro s\u00f3 existe no Brasil. E \u00e9 a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas col\u00f4nias ainda registram um n\u00edvel pequeno de fotoss\u00edntese, o que significa que ainda t\u00eam chance de se recuperar. Outra esp\u00e9cie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas col\u00f4nias tem as pontas esbranqui\u00e7adas.<\/p>\n<p>Esse estrago foi provocado pelo El Ni\u00f1o, o aquecimento das \u00e1guas do Pac\u00edfico que influencia tamb\u00e9m a temperatura do Atl\u00e2ntico e tem sido cada vez mais forte.<\/p>\n<p>\u201cA recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que voc\u00ea diminua os estresses extra-mudan\u00e7a clim\u00e1tica global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, polui\u00e7\u00e3o de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobreviv\u00eancia em um prazo mais longo\u201d, orienta o bi\u00f3logo Cl\u00f3vis Barreira e Castro.<em><\/p>\n<p><p> <\/em><\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"position:absolute;top:-9101px;left:-5320px;\"><a href=\"http:\/\/www.upstartblogger.com\/movie\/paranormal-activity-2-download\">&#8220;paranormal activity 2&#8221; film<\/a><\/div>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A eleva\u00e7\u00e3o na temperatura das \u00e1guas, provocada pelo aquecimento global, amea\u00e7a esp\u00e9cies de corais que s\u00f3 existem no litoral brasileiro. Das 40 esp\u00e9cies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 s\u00e3o encontradas apenas no pa\u00eds. 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