{"id":160,"date":"2009-03-16T00:37:42","date_gmt":"2009-03-16T03:37:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=160"},"modified":"2011-03-09T02:46:45","modified_gmt":"2011-03-09T05:46:45","slug":"parana-desmata-o-que-sobrou-da-araucaria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=160","title":{"rendered":"Paran\u00e1 desmata o que sobrou da arauc\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_161\" aria-describedby=\"caption-attachment-161\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-161  \" title=\"parana_desmatamento_araucaria_2_imp_16-03\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/parana_desmatamento_araucaria_2_imp_16-03.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea, a partir do helic\u00f3ptero usado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o: dezenas de toras \u00e0 espera de caminh\u00f5es para serem removidas (Divulga\u00e7\u00e3o \/ IAP)\" width=\"420\" height=\"281\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/parana_desmatamento_araucaria_2_imp_16-03.jpg 600w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/parana_desmatamento_araucaria_2_imp_16-03-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-161\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea, a partir do helic\u00f3ptero usado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o: dezenas de toras \u00e0 espera de caminh\u00f5es para serem removidas (Divulga\u00e7\u00e3o \/ IAP)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ibama e Pol\u00edcia Federal sobrevoam \u00e1reas remanescentes de floresta e descobrem a\u00e7\u00e3o ilegal de madeireiras<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">General Carneiro &#8211; O pouco que resta de floresta de arauc\u00e1ria no Paran\u00e1 \u2013 s\u00f3 0,8% do que existiu permanece preservado \u2013 est\u00e1 sendo sistematicamente derrubado. Uma s\u00e9rie de fiscaliza\u00e7\u00f5es ambientais indica que 30 caminh\u00f5es carregados de toras de \u00e1rvores nativas circulam livremente todos os dias na regi\u00e3o Centro-Sul do estado. S\u00e3o pinheiros que viram carv\u00e3o; imbuias que j\u00e1 saem da mata transformadas em palanques de cerca; e cedros, na forma de cavaco, que alimentam caldeiras.Arauc\u00e1rias de mais de 100 anos e com 1,55m de di\u00e2metro foram encontradas no ch\u00e3o, estaleiradas, prontas para serem transportadas para serrarias. Fiscais acharam chapas de compensado feitas de p\u00ednus nas l\u00e2minas externas e recheadas com madeira nobre. Esse foi o cen\u00e1rio encontrado por opera\u00e7\u00f5es conjuntas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e da Pol\u00edcia Federal realizadas nos \u00faltimos seis meses. A a\u00e7\u00e3o resultou em 31 autos de infra\u00e7\u00e3o, com multas que totalizam R$ 6 milh\u00f5es, e na apreens\u00e3o de 1,3 mil metros c\u00fabicos de madeira \u2013 quantidade suficiente para encher 86 caminh\u00f5es. S\u00e3o muitos os envolvidos que est\u00e3o sendo investigados.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10676px;left:-4366px;\"><a href=\"http:\/\/about.me\/the-adjustment-bureau\">the The Adjustment Bureau dvd<\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fiscaliza\u00e7\u00f5es partiram de um estudo de prioridade de \u00e1rea de combate ao desmatamento. O levantamento foi realizado em parceria pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e pelo Ibama, em todo o Brasil. E, no Paran\u00e1, o mapa apontou que a regi\u00e3o mais afetada e que exige mais aten\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais \u00e9 a Centro-Sul \u2013 onde est\u00e3o as \u00e1reas mais bem preservadas de floresta de arauc\u00e1ria. Essas matas ainda est\u00e3o em p\u00e9, acredita o superintendente estadual do Ibama, Jos\u00e9 \u00c1lvaro Carneiro, porque a topografia montanhosa e a dificuldade de acesso pelas estradas representavam desafios que podiam ser protelados enquanto outras regi\u00f5es mais acess\u00edveis eram exploradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carneiro acrescenta que na \u00e1rea em que se concentra a fiscaliza\u00e7\u00e3o confluem quatro das seis maiores bacias hidrogr\u00e1ficas do Paran\u00e1. O Rio Igua\u00e7u, que aumenta em quase dez vezes o volume ao passar pelo Centro-Sul, por exemplo, depende essencialmente da presen\u00e7a da vegeta\u00e7\u00e3o para continuar sendo abastecido de \u00e1gua.O helic\u00f3ptero tem sido um aliado essencial na comprova\u00e7\u00e3o do desmatamento. \u00c9 que os madeireiros usam estradas de pouco movimento para minimizar as chances de encontrar fiscais e delatores, agem preferencialmente \u00e0 noite e evitam derrubar \u00e1reas que chamem muita aten\u00e7\u00e3o. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o do desmate para transformar a terra em \u00e1rea de lavoura, n\u00e3o s\u00e3o mais devastadas \u00e1reas grandes. \u201cAproximadamente 80% do desmate \u00e9 de corte seletivo. S\u00e3o tiradas as \u00e1rvores que mais interessam economicamente. Assim, a \u00e1rea fica empobrecida, viabilizando o corte total num momento futuro, e n\u00e3o aparece nas imagens de sat\u00e9lite\u201d, explica o superintendente do Ibama.Os sobrevoos rasantes de helic\u00f3ptero servem para identificar esse tipo de desflorestamento. Muitos flagrantes s\u00e3o percebidos na vistoria a\u00e9rea e rendem cerca de tr\u00eas meses de trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o em terra. \u201cComo seria poss\u00edvel, dentro de uma fazenda enorme, achar onde est\u00e1 a derrubada? N\u00e3o vamos encontrar nada ao lado da sede da propriedade ou na beira da estrada\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As investiga\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o apurando quem s\u00e3o os propriet\u00e1rios de terras, os madeireiros e os receptadores das toras. At\u00e9 agora, 12 inqu\u00e9ritos foram instaurados pela Pol\u00edcia Federal. Segundo Carneiro, h\u00e1 desmatadores contumazes. Pessoas que sabem como funciona a burocracia estatal \u2013 ou que algumas pessoas s\u00e3o facilmente corrompidas \u2013 continuam cortando \u00e1rvores nativas na certeza da impunidade. Eles acreditam que sempre v\u00e3o conseguir protelar ou mesmo contestar as multas recebidas. Mas os esfor\u00e7os de repress\u00e3o e os entraves burocr\u00e1ticos para a autoriza\u00e7\u00e3o de corte j\u00e1 tiveram efeitos e acabaram tirando o valor comercial da arauc\u00e1ria. Dificilmente, por exemplo, ela vai para a fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis. A madeira do pinheiro \u00e9 negociada basicamente no mercado clandestino, transportada e serrada \u00e0 noite. Ou queimada em fornos de carv\u00e3o, como uma forma de tentar apagar os vest\u00edgios do corte. As toras legalizadas, vindas de \u00e1reas de reflorestamento, s\u00e3o usadas principalmente na constru\u00e7\u00e3o civil.Toras com at\u00e9 1,50 metro de di\u00e2metro s\u00e3o encontradas pelos fiscais do Ibama e do IAP em \u00e1reas onde ainda h\u00e1 atua\u00e7\u00e3o de madeireiras: corte das esp\u00e9cies de arauc\u00e1ria \u00e9 ilegal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_162\" aria-describedby=\"caption-attachment-162\" style=\"width: 378px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-162  \" title=\"parana_desmatamento_araucaria_imp_16-03\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/parana_desmatamento_araucaria_imp_16-03.jpg\" alt=\"Toras com at\u00e9 1,50 metro de di\u00e2metro s\u00e3o encontradas pelos fiscais do Ibama e do IAP em \u00e1reas onde ainda h\u00e1 atua\u00e7\u00e3o de madeireiras: corte das esp\u00e9cies de arauc\u00e1ria \u00e9 ilegal\" width=\"378\" height=\"248\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-162\" class=\"wp-caption-text\">Toras com at\u00e9 1,50 metro de di\u00e2metro s\u00e3o encontradas pelos fiscais do Ibama e do IAP em \u00e1reas onde ainda h\u00e1 atua\u00e7\u00e3o de madeireiras: corte das esp\u00e9cies de arauc\u00e1ria \u00e9 ilegal<\/figcaption><\/figure>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Pren\u00fancio da extin\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">A arauc\u00e1ria \u00e9 uma \u00e1rvore milenar e alguns especialistas acreditam que a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica na quantidade de esp\u00e9cies j\u00e1 significa o pren\u00fancio da extin\u00e7\u00e3o, tendo em vista a diminui\u00e7\u00e3o das probabilidades de combina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Al\u00e9m disso, \u00e9 a chamada floresta com arauc\u00e1ria que est\u00e1 em risco. Nesse tipo de composi\u00e7\u00e3o ambiental, o pinheiro \u00e9 a \u00e1rvore que mais se destaca, mas todas as demais esp\u00e9cies de animais e vegetais que dependem dessa forma\u00e7\u00e3o est\u00e3o amea\u00e7adas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCada esp\u00e9cie no ambiente tem uma fun\u00e7\u00e3o determinada, j\u00e1 que na natureza nada existe ao acaso. Muitas vezes desconhecemos essa fun\u00e7\u00e3o. E o desaparecimento de uma esp\u00e9cie causa um desequil\u00edbrio na cadeia que envolve a alimenta\u00e7\u00e3o de outros seres e a manuten\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.\u201d, explica Karina Luiza de Oliveira, bi\u00f3loga da ONG Mater Natura.<\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\">Fonte: <em><span style=\"font-family: Courier New;\">Katia Brembatti, da sucursal de Ponta Grossa<\/span><\/em>\u00a0 (Gazeta do Povo)<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ibama e Pol\u00edcia Federal sobrevoam \u00e1reas remanescentes de floresta e descobrem a\u00e7\u00e3o ilegal de madeireiras General Carneiro &#8211; O pouco que resta de floresta de arauc\u00e1ria no Paran\u00e1 \u2013 s\u00f3 0,8% do que existiu permanece preservado \u2013 est\u00e1 sendo sistematicamente derrubado. 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