{"id":1739,"date":"2010-08-19T10:30:43","date_gmt":"2010-08-19T13:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1739"},"modified":"2011-03-29T12:19:19","modified_gmt":"2011-03-29T15:19:19","slug":"veneno-contra-a-dor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1739","title":{"rendered":"Veneno contra a dor"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;\">Pesquisadores  do Grupo Santa Casa, de Belo Horizonte, em parceria com a UFMG e a  Funed, avaliam a a\u00e7\u00e3o da toxina da aranha-armadeira, que tem potencial  analg\u00e9sico maior que o da morfina<\/p>\n<p>A picada da aranha-armadeira traz transtornos para suas v\u00edtimas. Al\u00e9m  de dor imediata e severa, que, normalmente, irradia para o membro  atingido, \u00e9 comum ocasionar incha\u00e7o e dorm\u00eancia local, aumento dos  batimentos card\u00edacos, eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial e agita\u00e7\u00e3o  psicomotora.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 a partir de experi\u00eancias bem-sucedidas com o seu temido  veneno que um importante medicamento analg\u00e9sico poder\u00e1 entrar no mercado  num futuro pr\u00f3ximo. Gra\u00e7as ao poder da toxina, ser\u00e1 poss\u00edvel tratar  diferentes tipos de dores, como aguda, cr\u00f4nica, inflamat\u00f3ria, cir\u00fargica,  neurop\u00e1tica (comum nos diab\u00e9ticos) e, inclusive, aquela induzida pelo  c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>&#8220;O setor farmac\u00eautico procura um agente terap\u00eautico efetivo para a  dor, que n\u00e3o provoque tantos efeitos colaterais quanto produzem as  drogas j\u00e1 existentes no mercado&#8221;, avalia Marcus Vin\u00edcius G\u00f3mez,  professor da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do  Grupo Santa Casa, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Segundo ele, alguns laborat\u00f3rios j\u00e1 se mostraram interessados em dar  in\u00edcio aos testes cl\u00ednicos em humanos com a toxina que foi purificada na  Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed) e cujas a\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas foram por  ele estudadas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais  (UFMG).<\/p>\n<p>Conclu\u00edda essa etapa, o caminho \u00e9 partir para a produ\u00e7\u00e3o efetiva de  um novo medicamento, que ter\u00e1 produ\u00e7\u00e3o garantida gra\u00e7as \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da  toxina recombinante (desenvolvida em laborat\u00f3rio), que repete os efeitos  analg\u00e9sicos do veneno natural da aranha.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica da subst\u00e2ncia retirada da armadeira (Phoneutria  nigriventer), patenteada com o nome de Ph-alfa-1beta, vem sendo estudada  h\u00e1 cerca de 15 anos pelos pesquisadores mineiros. Nas experi\u00eancias  b\u00e1sicas, avaliou-se seu comportamento em diversos modelos de dor.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que ela \u00e9 mais potente em seu efeito  analg\u00e9sico do que a morfina e, al\u00e9m disso, sua a\u00e7\u00e3o dura mais, cerca de  24 horas. Esses resultados possibilitaram que o grupo de pesquisadores  publicasse a pesquisa na revista Pain, de grande renome no meio  cient\u00edfico, especialmente no que se refere a estudos relativos \u00e0 dor.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m demonstraram que a toxina atua em dois alvos  terap\u00eauticos da dor, tornando-se a \u00fanica no mercado a atingi-los. Al\u00e9m  disso, na compara\u00e7\u00e3o com a droga Prialt, recentemente liberada para uso  humano nos Estados Unidos, observaram que o veneno da aranha provoca  menos rea\u00e7\u00f5es adversas. Se comparada com a morfina, a toxina da  armadeira ainda traz a vantagem de n\u00e3o desenvolver toler\u00e2ncia, ou seja,  ela exerce sua a\u00e7\u00e3o analg\u00e9sica independentemente do n\u00famero de vezes que \u00e9  aplicada, o que n\u00e3o ocorre com a morfina.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10085px;left:-5763px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/movie-online-no-strings-attached\">watch no strings attached film in high quality<\/a><\/div>\n<p>Segundo G\u00f3mez, a toxina da aranha age impedindo a entrada de c\u00e1lcio  nos terminais nervosos e, consequentemente, inibindo a libera\u00e7\u00e3o do  glutamato, um neurotransmissor presente no l\u00edquor da medula espinhal.  Nesse aspecto, os pesquisadores mediram a concentra\u00e7\u00e3o de glutamato no  processo doloroso e observaram que a toxina da aranha era mais potente  em diminuir o glutamato do l\u00edquor da medula espinhal do que os  analg\u00e9sicos atualmente em uso.<\/p>\n<p>O professor afirma que, no veneno de aranha, foram isoladas outras  duas toxinas. Uma nas arritmias card\u00edacas e outra nas isquemias cerebral  e da retina. No caso da isquemia, a toxina seria respons\u00e1vel por  proteger a c\u00e9lula da morte induzida pelo choque isqu\u00eamico. No estudo da  isquemia da retina, projeto desenvolvido pelo IEP em parceria com a  Cl\u00ednica Oftalmol\u00f3gica da Santa Casa, verificou-se que a toxina atua  provocando regenera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas que foram comprometidas.<\/p>\n<p>J\u00e1 nas pesquisas envolvendo arritmias card\u00edacas, que est\u00e3o sendo  realizadas em parceria com pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias  Biol\u00f3gicas (ICB) da UFMG, os resultados demonstram que a a\u00e7\u00e3o da toxina  envolve o aumento da libera\u00e7\u00e3o da acetilcolina, neurotransmissor que  atua no sistema nervoso central. As toxinas envolvidas nos tr\u00eas estudos  foram purificadas na Funed e deram origem a duas patentes. Uma terceira  est\u00e1 sendo solicitada pelos pesquisadores.<\/p>\n<p><em>Vanessa Jacinto &#8211; Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Grupo Santa Casa, de Belo Horizonte, em parceria com a UFMG e a Funed, avaliam a a\u00e7\u00e3o da toxina da aranha-armadeira, que tem potencial analg\u00e9sico maior que o da morfina A picada da aranha-armadeira traz transtornos para suas v\u00edtimas. 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