{"id":174,"date":"2009-03-16T21:33:43","date_gmt":"2009-03-17T00:33:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=174"},"modified":"2011-03-15T13:53:33","modified_gmt":"2011-03-15T16:53:33","slug":"ecologia-economica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=174","title":{"rendered":"Ecologia econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Secret\u00e1rio do meio ambiente da Alemanha diz que efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00f3 ser\u00e3o reduzidos com o in\u00edcio de uma terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial. \u201cA ecologia ser\u00e1 a economia do s\u00e9culo 21\u201d<\/p>\n<p>Thiago Romero escreve para a \u201cAg\u00eancia Fapesp\u201d:<\/p>\n<p>\u201cEconomia e ecologia s\u00e3o duas \u00e1reas que nunca estiveram t\u00e3o pr\u00f3ximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, pa\u00edses de todo o mundo jamais observaram um crescimento econ\u00f4mico t\u00e3o grande como nos \u00faltimos 20 anos, acompanhado por um aumento dram\u00e1tico da popula\u00e7\u00e3o mundial, que chegou a mais de 6 bilh\u00f5es de pessoas.\u201d<\/p>\n<p>As palavras do secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, refletiram a urg\u00eancia atribu\u00edda por cientistas, gestores p\u00fablicos e empres\u00e1rios \u00e0 busca de tecnologias e solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para a redu\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no mundo.<\/p>\n<p>O evento, que ocorreu em S\u00e3o Paulo, foi promovido pela C\u00e2mara de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contempor\u00e2neo convergem para o fato de que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>\u201cTudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econ\u00f4mico mundial continuar\u00e1. Isso nos faz concluir que a ecologia ser\u00e1 a economia do s\u00e9culo 21. As tecnologias verdes ser\u00e3o um dos maiores impulsionadores da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse na confer\u00eancia Greening the economy: inova\u00e7\u00e3o como chave para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9302px;left:-4395px;\"><a href=\"http:\/\/www.reportcomplaints.com\/watch\/online-movie-the-switch\">the switch movie summary<\/a><\/div>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, Machnig estima que os servi\u00e7os ecol\u00f3gicos estar\u00e3o cada vez mais pr\u00f3ximos da economia. As emiss\u00f5es anuais de di\u00f3xido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilh\u00f5es de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, ser\u00e3o pelo menos 60 bilh\u00f5es de toneladas emitidas na atmosfera.<\/p>\n<p>\u201cUma das metas necess\u00e1rias para a estabiliza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de 50% das emiss\u00f5es globais at\u00e9 2050, mesmo sabendo que at\u00e9 l\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o mundial ser\u00e1 maior e, provavelmente, teremos mais ind\u00fastrias. Por isso, tamb\u00e9m estamos convencido de que a \u00fanica sa\u00edda para atingir as metas ambientais \u00e9 o in\u00edcio de uma terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial, que garanta a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do consumo energ\u00e9tico nos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Machnig, essa terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maci\u00e7o em novas tecnologias para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases poluentes, acompanhada pela acelera\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identifica\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cDispositivos inteligentes em ve\u00edculos e edifica\u00e7\u00f5es, por exemplo, devem n\u00e3o apenas consumir menos energia em curto prazo como tamb\u00e9m promover a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amig\u00e1veis com o meio ambiente\u201d, alertou.<\/p>\n<p>\u201cMas essa terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial tamb\u00e9m s\u00f3 ser\u00e1 vi\u00e1vel se as empresas conseguirem garantir os empregos, sem deixar de transformar as solu\u00e7\u00f5es na \u00e1rea energ\u00e9tica em novos problemas sociais. Sair\u00e3o na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de neg\u00f3cio nessas mudan\u00e7as de paradigmas ambientais, econ\u00f4micos e de emprego\u201d, indicou.<br \/>\nFonte: Ag\u00eancia Fapesp<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secret\u00e1rio do meio ambiente da Alemanha diz que efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00f3 ser\u00e3o reduzidos com o in\u00edcio de uma terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial. \u201cA ecologia ser\u00e1 a economia do s\u00e9culo 21\u201d Thiago Romero escreve para a \u201cAg\u00eancia Fapesp\u201d: \u201cEconomia e ecologia s\u00e3o duas \u00e1reas que nunca estiveram t\u00e3o pr\u00f3ximas como nos dias atuais. 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