{"id":1773,"date":"2010-10-11T10:57:30","date_gmt":"2010-10-11T13:57:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1773"},"modified":"2011-05-14T22:41:18","modified_gmt":"2011-05-15T01:41:18","slug":"cientista-propoe-capturar-energia-do-vento-solar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1773","title":{"rendered":"Cientista prop\u00f5e capturar energia do vento solar"},"content":{"rendered":"<p>A energia do vento e a energia solar s\u00e3o alternativas limpas e renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas junte as duas express\u00f5es e adicione uma pitada de tecnologia  espacial e voc\u00ea ter\u00e1 a energia do vento solar \u2013 um super fonte  energ\u00e9tica, com potencial para gerar energia 100 bilh\u00f5es de vezes mais  do que a demanda mundial de energia atual.<\/p>\n<p>O grande problema ainda \u00e9 trazer essa energia para a Terra, que  depende de concentrar um feixe de laser com a precis\u00e3o suficiente.<\/p>\n<p>O vento solar \u00e9 uma esp\u00e9cie de plasma que sai constantemente do Sol  em todas as dire\u00e7\u00f5es. \u00c9 esse vento solar que alimenta as auroras  boreais, que governa todo o clima espacial em nosso Sistema Solar e que  muitos projetistas querem aproveitar para impulsionar espa\u00e7onaves sem  motores.<\/p>\n<p>A ideia do pesquisador Brooks Harrop, um f\u00edsico da Universidade  Estadual de Washington, nos Estados Unidos, \u00e9 aproveitar o vento solar  para gerar energia, por meio do j\u00e1 batizado sat\u00e9lite Dyson-Harrop.<\/p>\n<p>O sat\u00e9lite-conceito possui um longo loop met\u00e1lico apontado para o  Sol. Esse fio \u00e9 carregado para gerar um campo magn\u00e9tico cil\u00edndrico  suficiente para capturar os el\u00e9trons, que comp\u00f5em metade da constitui\u00e7\u00e3o  do vento solar.<\/p>\n<p>Esses el\u00e9trons s\u00e3o afunilados rumo a um receptor met\u00e1lico esf\u00e9rico  para produzir uma corrente. Essa corrente, por sua vez, gera o campo  magn\u00e9tico do fio, tornando o sistema autossustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O excesso de corrente, al\u00e9m do necess\u00e1rio para manter o campo  magn\u00e9tico, alimenta um laser infravermelho apontado para antenas  parab\u00f3licas instaladas no solo, projetadas para recolher a energia. Como  o ar \u00e9 transparente ao infravermelho, a atmosfera da Terra n\u00e3o consome  nenhuma energia do feixe, que chega ao ch\u00e3o com pot\u00eancia total.<\/p>\n<p><strong>Energia do vento solar<\/strong> \u2013 Um sat\u00e9lite Dyson-Harrop  relativamente pequeno, usando um fio de cobre de 1 cent\u00edmetro de  di\u00e2metro e com 300 metros de comprimento, com um receptor de 2 metros de  largura e uma vela solar de 10 metros de di\u00e2metro, est\u00e1vel a meio  caminho entre a Terra e o Sol, poderia gerar 1,7 megawatt de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Amplie esse sat\u00e9lite, dotando-o com um fio de 1 quil\u00f4metro (km) de  comprimento e uma vela solar de 8.400 km de largura, e teremos uma  pot\u00eancia de 1 bilh\u00e3o de bilh\u00e3o de gigawatts (1027 watts) de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 na verdade 200 bilh\u00f5es de vezes a energia que a humanidade  gasta atualmente,\u201d diz Harrop, que fez os c\u00e1lculos juntamente com seu  colega Dirk Schulze-Makuch.<\/p>\n<p>Segundo Harrop, n\u00e3o existe nenhum empecilho para que um sat\u00e9lite  assim seja constru\u00eddo, uma vez que toda a tecnologia embarcada nele j\u00e1  est\u00e1 dispon\u00edvel. Ele tamb\u00e9m calcula que seu sat\u00e9lite produzir\u00e1 uma  energia mais barata do que os pain\u00e9is solares fotovoltaicos porque o  cobre necess\u00e1rio para fazer o sat\u00e9lite \u00e9 muito mais barato do que as  c\u00e9lulas solares.<\/p>\n<p><strong>Energia do luar<\/strong> \u2013 At\u00e9 a\u00ed tudo bem, mas h\u00e1 uma grande  desvantagem. Para gerar uma quantidade significativa de energia, os  sat\u00e9lites Dyson-Harrop precisam contar com o vento solar constante  encontrado acima da ecl\u00edptica \u2013 o plano definido pela \u00f3rbita da Terra em  torno do Sol.<\/p>\n<p>Isso significa dizer que o sat\u00e9lite estaria a dezenas de milh\u00f5es de  quil\u00f4metros da Terra. Ao percorrer essa dist\u00e2ncia, mesmo um feixe de  raio laser extremamente preciso iria se espalhar tanto que cobriria uma  \u00e1rea com milhares de quil\u00f4metros de largura quando atingisse a Terra.<\/p>\n<p>Um feixe de laser carregando dois megawatts, espalhado por uma \u00e1rea  t\u00e3o grande n\u00e3o teria qualquer utilidade \u2013 sua energia em um ponto  qualquer seria menor do que a luz do luar.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para isso? Uma lente virtualmente perfeita medindo alguma coisa entre 10 e 100 quil\u00f4metros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p>E para isso ainda n\u00e3o existe tecnologia e nem h\u00e1 qualquer estudo que  demonstre que tal solu\u00e7\u00e3o seja pr\u00e1tica. Al\u00e9m disso, somente alguma nova  ideia ainda n\u00e3o concebida para trazer a energia de volta para a Terra.<\/p>\n<p><strong>Energia para naves<\/strong> \u2013 John Mankins, especializado em  energia solar espacial, afirma que podem haver outros problemas com o  conceito de Harrop, e afirma que s\u00e3o necess\u00e1rios estudos para verificar  se o anel de cobre aguentaria tanta energia sem fundir.<\/p>\n<p>Mas ele afirma que a ideia \u00e9 muito boa para alimentar naves  espaciais, que poderiam usar vers\u00f5es muito menores do sat\u00e9lite  Dyson-Harrop.<\/p>\n<p>\u201cEu posso vislumbrar usos para essa ideia fora do plano da ecl\u00edptica,  como na gera\u00e7\u00e3o de energia para algo como a nave espacial Ulysses, em  \u00f3rbita em torno dos p\u00f3los do Sol,\u201d diz Mankins. <em><\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: Site Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica<\/em> <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10742px;left:-5303px;\"><a href=\"http:\/\/blog.swap-bot.com\/inside-job-dvdrip\">download film inside job<\/a><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A energia do vento e a energia solar s\u00e3o alternativas limpas e renov\u00e1veis. 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