{"id":1826,"date":"2010-10-20T09:47:47","date_gmt":"2010-10-20T12:47:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1826"},"modified":"2011-03-15T14:20:00","modified_gmt":"2011-03-15T17:20:00","slug":"hidrogenio-um-mercado-comparavel-ao-do-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1826","title":{"rendered":"Hidrog\u00eanio: um mercado compar\u00e1vel ao do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por J\u00falio Santos, da Ag\u00eancia Ambiente Energia<\/strong><\/p>\n<p>A  corrida para a economia do hidrog\u00eanio j\u00e1 superou muitas etapas, como  mostra a evolu\u00e7\u00e3o desta tecnologia nos Estados Unidos, Jap\u00e3o e pa\u00edses da  Europa. Apesar de ainda mais distante nesta caminhada, o Brasil vem,  nos \u00faltimos anos, procurando fazer a li\u00e7\u00e3o de casa para ser um  competidor de renome. S\u00f3 que algumas barreiras precisam ficar para tr\u00e1s,  segundo Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira, consultor do Centro de Gest\u00e3o  e Estudos Estrat\u00e9gicos (CGEE) na elabora\u00e7\u00e3o do estudo<a href=\"http:\/\/www.matrizlimpa.com.br\/index.php\/2010\/09\/hidrogenio-energetico-no-brasil-subsidios-para-politicas-de-competitividade-2010-2025\/923\" target=\"_blank\"> &#8220;Hidrog\u00eanio energ\u00e9tico no Brasil \u2013 Subs\u00eddios para pol\u00edticas de competitividade: 2010-2025?<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAinda  necessitamos de grandes esfor\u00e7os em pesquisa e desenvolvimento, se  desejamos nos tornar detentores desta tecnologia. O arcabou\u00e7o  regulat\u00f3rio ainda \u00e9 muito pequeno e a ind\u00fastria nacional necessita de  incentivos para desenvolver esta tecnologia\u201d, aponta ele nesta  entrevista, exclusiva ao <strong>Portal Ambiente Energia<\/strong>. Para Paulo Palhavam, a economia do hidrog\u00eanio pode, no futuro, representar um mercado compar\u00e1vel ao do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 Na concep\u00e7\u00e3o do estudo, que fatores ou condicionantes foram levados em conta?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> O estudo levou em considera\u00e7\u00e3o os principais documentos brasileiros referentes \u00e0 <a title=\"tecnologia do hidrog\u00eanio\" href=\"http:\/\/www.ambienteenergia.com.br\/index.php\/tag\/tecnologia-do-hidrogenio\">tecnologia do hidrog\u00eanio<\/a>, isto \u00e9 o Roteiro para a Estrutura\u00e7\u00e3o da Economia do Hidrog\u00eanio no Brasil (MME, 2005) e o Programa de Ci\u00eancia, Tecnologia e <a title=\"Inova\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/www.ambienteenergia.com.br\/index.php\/category\/tecnologias\">Inova\u00e7\u00e3o<\/a> para a Economia do Hidrog\u00eanio (ProH2, MCT, 2002). O estudo manteve as  principais conclus\u00f5es obtidas nos documentos oficiais tais como  tecnologias e aplica\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos documentos  oficiais, o estudo recebeu contribui\u00e7\u00f5es de diversos especialistas dos  setores acad\u00eamico, industrial e institucional (MME, MCT, MMA, MDIC,  ABNT, INMETRO, ABDI, entro outros). As contribui\u00e7\u00f5es foram obtidas  atrav\u00e9s de consulta realizada pela internet e em um workshop reunindo  mais de 50 especialistas.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambinte Energia-\u00a0 Quais s\u00e3o as principais conclus\u00f5es do estudo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> Dentre as principais conclus\u00f5es do estudo pode-se citar: necessidade da  realiza\u00e7\u00e3o de projetos de demonstra\u00e7\u00e3o e compras governamentais;  abertura de editais de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para empresas localizadas em  todo o territ\u00f3rio nacional com a indica\u00e7\u00e3o de temas relacionados \u00e0  tecnologia do hidrog\u00eanio como \u00e1rea de interesse e\/ou abertura de linhas  de financiamento do BNDES; realiza\u00e7\u00e3o, por interm\u00e9dio da ABNT, Inmetro e  CENEH e em colabora\u00e7\u00e3o com universidades, institutos tecnol\u00f3gicos e  empresas, da tradu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o das normas internacionais sobre  utiliza\u00e7\u00e3o do <a title=\"hidrog\u00eanio energ\u00e9tico\" href=\"http:\/\/www.ambienteenergia.com.br\/index.php\/tag\/hidrogenio-energetico\">hidrog\u00eanio energ\u00e9tico<\/a>;  dar continuidade ao PROH2, Programa de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o  para a Economia do Hidrog\u00eanio, do MCT; adicionar 1% a 10%m3\/m3 de  hidrog\u00eanio produzido a partir de energias renov\u00e1veis ao g\u00e1s natural  utilizado no pa\u00eds; e diminuir significativamente a carga tribut\u00e1ria nas  tarifas da eletricidade e etanol quando utilizados na produ\u00e7\u00e3o e  hidrog\u00eanio por eletr\u00f3lise da \u00e1gua e reforma.<\/p>\n<p>Outras conclus\u00f5es s\u00e3o  o investimento no curto prazo, com recursos do CNPq, Finep e das  funda\u00e7\u00f5es estaduais de amparo \u00e0 pesquisa (FAPs) nas \u00e1reas de eletr\u00f3lise  da \u00e1gua, reforma de hidrocarbonetos e gaseifica\u00e7\u00e3o de biomassa; revisar a  regulamenta\u00e7\u00e3o nacional para constru\u00e7\u00e3o de gasodutos visando diminuir  algumas restri\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias; regulamentar o transporte de  hidrog\u00eanio l\u00edquido no Brasil nos moldes da Europa ou dos Estados Unidos  ou ainda regular esta atividade adaptada \u00e0 realidade brasileira;  propostas para incentivo aos sistemas de utiliza\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio;  incentivo, no curto prazo, por meio da Anatel da aplica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas a  combust\u00edvel em sistemas de backup da rede de telecomunica\u00e7\u00f5es; incentivo  a projetos de demonstra\u00e7\u00e3o de sistemas de CaC do tipo PEMFC e SOFC. A  possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o de uma pequena frota de \u00f4nibus a hidrog\u00eanio  com parcela significativa da tecnologia embarcada desenvolvida no  Brasil, durante a Copa do Mundo de 2014 e\/ou Olimp\u00edadas Rio 2016,  promover\u00e1 grande visibilidade em \u00e2mbito nacional e internacional.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 A que dist\u00e2ncia estamos, realmente, da economia do hidrog\u00eanio na \u00e1rea de energia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira \u2013 <\/strong>No  cen\u00e1rio mundial, grande parte dos gargalos t\u00e9cnicos envolvendo  tecnologias do hidrog\u00eanio j\u00e1 foram solucionados. Em muitos casos a  aplica\u00e7\u00e3o mais ampla destas tecnologias depende apenas de redu\u00e7\u00e3o de  custos, sendo que j\u00e1 existem nichos de mercado economicamente vi\u00e1veis  para algumas aplica\u00e7\u00f5es. As necessidades de regula\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o  est\u00e3o sendo sanadas. Ve\u00edculos a hidrog\u00eanio, tanto particulares quanto  para transporte coletivo, ultrapassaram a etapa de testes e est\u00e3o sendo  colocados \u00e0 venda sob condi\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1  consideravelmente mais distante da economia do hidrog\u00eanio. Ainda  necessitamos de grandes esfor\u00e7os em pesquisa e desenvolvimento, se  desejamos nos tornar detentores desta tecnologia. O arcabou\u00e7o  regulat\u00f3rio ainda \u00e9 muito pequeno e a ind\u00fastria nacional necessita de  incentivos para desenvolver esta tecnologia.<br \/>\n<strong><br \/>\nAg\u00eancia Ambiente Energia\u00a0 \u2013 Como o Brasil tem se posicionado em rela\u00e7\u00e3o a esta alternativa energ\u00e9tica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> O Brasil considera que o hidrog\u00eanio ser\u00e1 parte da matriz energ\u00e9tica  nacional nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Diferentemente dos EUA, o Brasil prioriza  a aplica\u00e7\u00f5es do hidrog\u00eanio no transporte coletivo, gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda  de energia e utiliza\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio em conjunto com fontes renov\u00e1veis  de energia, tais como o etanol, energia e\u00f3lica e solar fotovoltaica.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 E no mundo como esta quest\u00e3o est\u00e1 sendo considerada?<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\nPaulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> A Economia do Hidrog\u00eanio destaca-se por possibilitar a obten\u00e7\u00e3o deste  energ\u00e9tico atrav\u00e9s de insumos e processos variados. Neste ponto, pode-se  destacar a exist\u00eancia de tr\u00eas blocos: EUA, Comunidade Europeia e Jap\u00e3o.  Os EUA privilegiam a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio em grandes centrais,  utilizando g\u00e1s natural, carv\u00e3o e energia nuclear como insumos e  aplica\u00e7\u00e3o em ve\u00edculos particulares. A Comunidade Europeia visa a  produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio com uma combina\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis e n\u00e3o  renov\u00e1veis com aplica\u00e7\u00e3o principal em transporte coletivo e gera\u00e7\u00e3o  distribu\u00edda de energia. O Jap\u00e3o visa a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio com uma  combina\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis e n\u00e3o renov\u00e1veis com aplica\u00e7\u00e3o principal  em ve\u00edculos particulares e gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia.<\/p>\n<p>Na  d\u00e9cada de 1990, o principal respons\u00e1vel pelo desenvolvimento das  tecnologias do hidrog\u00eanio foram os EUA. Nos \u00faltimos anos a lideran\u00e7a no  desenvolvimento dessas tecnologias migrou para a \u00c1sia, principalmente  devido a uma desacelera\u00e7\u00e3o dos investimentos realizados pelos EUA e  aumento dos investimentos de Jap\u00e3o e Coreia. Embora tenham sido  reduzidos, os investimentos feitos pelo governo americano ainda s\u00e3o  muito altos (US$ 256 milh\u00f5es em 2010).\u00a0 Al\u00e9m dos recursos p\u00fablicos,  aumentaram os investimentos das empresas do setor automotivo com  destaque para Honda e Toyota.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 Em termos de tecnologias, o que ainda \u00e9 preciso para que o hidrog\u00eanio energ\u00e9tico ganhe escala?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> Atualmente, os esfor\u00e7os tecnol\u00f3gicos v\u00eam se concentrando na amplia\u00e7\u00e3o  da vida \u00fatil das c\u00e9lulas a combust\u00edvel e na redu\u00e7\u00e3o de seus custos.  Consider\u00e1veis avan\u00e7os foram realizados nessas \u00e1reas com o cumprimento de  diversas metas estabelecidas tanto pelo Departamento de Energia dos EUA  quanto pelas pr\u00f3prias empresas. Nos \u00faltimos cinco anos, o custo das  c\u00e9lulas a combust\u00edvel foi reduzido de 15.000 US$\/kW para 4000 US$\/kW e a  vida \u00fatil ampliada de 5.000 para 20.000 horas. A aplica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas a  combust\u00edvel em alguns nichos de mercado como backup el\u00e9trico de alta  confiabilidade (esta\u00e7\u00f5es retransmissoras de telefonia) e ve\u00edculos de  carga para ambientes restritivos (empilhadeiras el\u00e9tricas) j\u00e1 \u00e9  economicamente vi\u00e1vel em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 Do ponto de vista de regula\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 preciso ser feito?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> O estabelecimento de normas e regulamenta\u00e7\u00e3o internacional est\u00e1 sendo  conduzido nos ambientes ISO e IEC e encontra-se em est\u00e1gio bastante  avan\u00e7ado. No Brasil, a ABNT, em conjunto com ind\u00fastrias e institui\u00e7\u00f5es  de pesquisa, vem trabalhando na tradu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o das normas  internacionais em ritmo bem mais lento. \u00c9 necess\u00e1ria a acelera\u00e7\u00e3o dos  trabalhos do Brasil, assim como uma participa\u00e7\u00e3o constante de  representantes brasileiros nas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Ambiente Energia \u2013 D\u00e1 para projetar qual \u00e9 o tamanho deste neg\u00f3cio em alguns anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo Fabr\u00edcio Palhavam Ferreira &#8211;<\/strong> Atualmente, o hidrog\u00eanio para aplica\u00e7\u00e3o como insumo qu\u00edmico j\u00e1 \u00e9 um  mercado de centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares no Brasil. O fato de o  hidrog\u00eanio ser um denominador comum para v\u00e1rias tecnologias de produ\u00e7\u00e3o  de energia e a aplica\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio no setor automotivo poder\u00e1 abrir  um mercado compar\u00e1vel ao do petr\u00f3leo.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10940px;left:-4292px;\"><a href=\"http:\/\/www.reportcomplaints.com\/watch\/the-roommate-full-movie\">the roommate movie streaming<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por J\u00falio Santos, da Ag\u00eancia Ambiente Energia A corrida para a economia do hidrog\u00eanio j\u00e1 superou muitas etapas, como mostra a evolu\u00e7\u00e3o desta tecnologia nos Estados Unidos, Jap\u00e3o e pa\u00edses da Europa. 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