{"id":1830,"date":"2010-10-20T10:05:49","date_gmt":"2010-10-20T13:05:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1830"},"modified":"2011-03-16T05:49:35","modified_gmt":"2011-03-16T08:49:35","slug":"politicas-publicas-para-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1830","title":{"rendered":"Pol\u00edticas p\u00fablicas para mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #236c16; font-size: xx-small;\">Por Fabio Reynol, da Ag\u00eancia Fapesp<\/span> <span style=\"color: #236c16; font-size: x-small;\">Se  o Estado de S\u00e3o Paulo fosse um pa\u00eds estaria em 39\u00ba no ranking das  na\u00e7\u00f5es que mais emitem di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera. Em 2003,  foram 83 milh\u00f5es de toneladas do g\u00e1s, praticamente um quarto do montante  brasileiro. Esses n\u00fameros lan\u00e7am ao estado um enorme desafio para  reduzir as emiss\u00f5es e j\u00e1 estimularam a implanta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias pol\u00edticas  p\u00fablicas, entre as quais a ativa\u00e7\u00e3o do Conselho Estadual de Mudan\u00e7as  Clim\u00e1ticas, ocorrida na sexta-feira (15\/10).<\/p>\n<p>O tema foi tratado em mesa durante o f\u00f3rum <em>Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais &#8211; Desafios e oportunidades de pesquisa<\/em>,  realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nos dias 14 e  15 de outubro. A mesa teve a participa\u00e7\u00e3o do diretor-presidente da  Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo (Cetesb), Fernando Rei, do  diretor cient\u00edfico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, e do  diretor do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Faculdade de Economia e  Administra\u00e7\u00e3o da USP, Jacques Marcovitch. &#8220;As emiss\u00f5es de CO2 em S\u00e3o  Paulo s\u00e3o t\u00edmidas em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses desenvolvidos, mas, ao se  considerar o \u00edndice de ocupa\u00e7\u00e3o do solo, s\u00e3o emiss\u00f5es superiores \u00e0 m\u00e9dia  nacional&#8221;, disse Rei.<\/p>\n<p>O executivo fez um hist\u00f3rico das pol\u00edticas p\u00fablicas paulistas desde o  Programa Estadual de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas do Estado de S\u00e3o Paulo  (Proclima), lan\u00e7ado em 1995, e destacou a participa\u00e7\u00e3o paulista em  organiza\u00e7\u00f5es internacionais de estados subnacionais, que englobam  regi\u00f5es internas de pa\u00edses como estados e prov\u00edncias. &#8220;S\u00e3o Paulo \u00e9  copresidente pela segunda vez da rede de Governos Regionais para o  Desenvolvimento Sustent\u00e1vel&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>O Conselho Estadual de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas estava previsto na Lei  Estadual 13.798, assinada em novembro de 2009, e possui uma estrutura  tripartite: um ter\u00e7o de representantes do governo estadual, um ter\u00e7o  vindo de governos municipais e um ter\u00e7o de membros da sociedade civil.  S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m iniciou o Registro P\u00fablico de Emiss\u00f5es a fim de  identificar, por setores e por empresas, os maiores emissores de gases  de efeito estufa. Todas essas medidas t\u00eam como objetivo tentar alcan\u00e7ar  uma redu\u00e7\u00e3o de 20% do CO2 emitido at\u00e9 o ano de 2020 em rela\u00e7\u00e3o aos  valores de 2005, meta que o Estado se comprometeu a cumprir.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de um objetivo extremamente dif\u00edcil e que exigir\u00e1 a  participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil&#8221;, salientou Rei. No ano de 2005, S\u00e3o  Paulo lan\u00e7ou na atmosfera 122 milh\u00f5es de toneladas de CO2, o que  significa que em 2020 poderia lan\u00e7ar at\u00e9 98 milh\u00f5es de toneladas, de  acordo com a meta. A tarefa \u00e9 ainda mais complexa ao considerar que S\u00e3o  Paulo j\u00e1 substituiu quase a metade das fontes energ\u00e9ticas de origem  f\u00f3ssil para fontes renov\u00e1veis na \u00faltima d\u00e9cada, como ressaltou Brito  Cruz. &#8220;Cerca de 60% do consumo de energia do estado era de origem f\u00f3ssil  e hoje esse \u00edndice \u00e9 de apenas 33%&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico da Fapesp focou na contribui\u00e7\u00e3o que a ci\u00eancia  deu ao longo da hist\u00f3ria \u00e0 quest\u00e3o do clima, desde o matem\u00e1tico franc\u00eas  Jean Jacques Baptiste Fourier, que em 1827 publicou um artigo no qual  concebeu o conceito de efeito estufa, at\u00e9 as experi\u00eancias do  norte-americano Charles Kelling, que de 1957 a 1972 escalou  periodicamente o vulc\u00e3o inativo Mauna Loa, no Hava\u00ed, para coletar  amostras de ar e medir o teor de carbono da atmosfera. &#8220;Foram pesquisas  que pareciam in\u00fateis em suas \u00e9pocas e que hoje se mostram extremamente  pertinentes em rela\u00e7\u00e3o aos problemas que estamos enfrentando&#8221;, disse,  destacando que o Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC)  foi criado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para que as lideran\u00e7as  pol\u00edticas pudessem entender a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica a respeito do clima.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9844px;left:-4399px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/download\/full-the-last-airbender\">filme online the last airbender<\/a><\/div>\n<p>Brito Cruz tamb\u00e9m apresentou os principais pontos abordados pelo  Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (PFPMCG),  que tem procurado intensificar a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional no clima e  conta com projetos em andamento em \u00e1reas como agronomia, qu\u00edmica,  geoci\u00eancias, demografia e economia. &#8220;N\u00e3o queremos apenas aumentar a  quantidade dos trabalhos cient\u00edficos, mas tamb\u00e9m a sua qualidade para  que ganhem visibilidade internacional&#8221;, disse. Nesse sentido, a Fapesp  financiou a compra de um supercomputador em parceria com a Financiadora  de Estudos e Projetos (Finep) do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina est\u00e1 sendo instalada no Instituto Nacional de Pesquisas  Espaciais (Inpe) em Cachoeira Paulista (SP) e ser\u00e1 dedicada a processar  modelos de simula\u00e7\u00e3o do clima. O supercomputador dever\u00e1 colocar o Brasil  entre os maiores do mundo em investiga\u00e7\u00e3o do clima e poder\u00e1 processar  modelos que contemplem os sistemas clim\u00e1ticos nacionais, como a Floresta  Amaz\u00f4nica, a Mata Atl\u00e2ntica e o Cerrado. Al\u00e9m do computador, Brito Cruz  anunciou que a Fapesp tamb\u00e9m est\u00e1 financiando a compra de um barco e de  um navio oceanogr\u00e1fico que dever\u00e3o auxiliar pesquisas sobre a  temperatura, acidifica\u00e7\u00e3o e n\u00edvel dos oceanos, entre outras pesquisas.<\/p>\n<p><strong>Aprimorar incentivos e aumentar san\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Marcovitch falou sobre os impactos econ\u00f4micos e a participa\u00e7\u00e3o do  setor empresarial no esfor\u00e7o para mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O  professor, que foi reitor da USP entre 1997 e 2001, afirmou que \u00e9  preciso respeitar o tempo de a\u00e7\u00e3o de cada ator social para que o esfor\u00e7o  conjunto funcione. &#8220;As pautas de cada um s\u00e3o diferentes: membros do  governo enfatizam o poder, cientistas se pautam na busca pela verdade,  empresas focam no resultado e a sociedade civil trabalha com valores. \u00c9  preciso enxergar isso para haver o di\u00e1logo e avan\u00e7ar&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No caso do setor empresarial, Marcovitch defende pol\u00edticas p\u00fablicas  que promovam incentivos mais eficientes para as companhias que  participarem e, ao mesmo tempo, san\u00e7\u00f5es mais rigorosas para aquelas que  n\u00e3o quiserem colaborar. Por fim, o pesquisador apresentou partes do  Estudo Econ\u00f4mico das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no Brasil, que coordenou junto a  11 institui\u00e7\u00f5es. O trabalho procurou identificar as vulnerabilidades  que a economia e a sociedade brasileira possuem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es  do clima. &#8220;Os pa\u00edses que promoveram os maiores saltos da civiliza\u00e7\u00e3o  foram os mais ousados e que enfrentaram grandes desafios, a \u00e1rea do  clima \u00e9 um deles&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fabio Reynol, da Ag\u00eancia Fapesp Se o Estado de S\u00e3o Paulo fosse um pa\u00eds estaria em 39\u00ba no ranking das na\u00e7\u00f5es que mais emitem di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera. Em 2003, foram 83 milh\u00f5es de toneladas do g\u00e1s, praticamente um quarto do montante brasileiro. 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