{"id":1851,"date":"2010-10-27T08:50:14","date_gmt":"2010-10-27T11:50:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1851"},"modified":"2011-03-16T05:28:30","modified_gmt":"2011-03-16T08:28:30","slug":"amazonia-muita-diversidade-e-pouco-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1851","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: muita diversidade e pouco conhecimento"},"content":{"rendered":"<p>Para Mauro Armelin \u00e9 preciso entender estas novas esp\u00e9cies,o papel delas  neste habitat e quem sabe transformar tudo isso em ativos econ\u00f4micos. O n\u00famero surpreende. Em dez anos, foram descobertas\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/ciencia\/meioambiente\/amazonia+tem+uma+nova+especie+descoberta+a+cada+3+dias\/n1237812117288.html\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #005088;\"> <\/span><\/a>mais de 1.200 esp\u00e9cies de novas plantas  e de animais vertebrados no bioma Amaz\u00f4nia. O montante corresponde a uma  nova esp\u00e9cie a cada tr\u00eas dias. Os resultados foram publicados no  relat\u00f3rio Amaz\u00f4nia Viva: uma d\u00e9cada de descobertas 1999-2009, da Rede  WWF. Em entrevista ao iG, Mauro Armelin, coordenador do Programa ao  Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do WWF-Brasil destaca as dificuldades de ir \u00e0  campo em busca de novas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><strong>iG: Como s\u00e3o feitas as expedi\u00e7\u00f5es para descobrir novas esp\u00e9cies?<\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: N\u00e3o h\u00e1 outra forma de conhecer novas esp\u00e9cies do que ir a  campo. A mais usual aqui no Brasil \u00e9 atrav\u00e9s dos planos de manejo,  quando \u00e9 preciso conhecer \u00e1reas da Amaz\u00f4nia. Nestas expedi\u00e7\u00f5es n\u00f3s  levamos de 20 a 30 pesquisadores de universidades ou museus de hist\u00f3ria  natural. Normalmente, as expedi\u00e7\u00f5es nunca levam menos que 15 dias tem  esfor\u00e7o de coleta muito grande e muitas vezes temos o apoio do ex\u00e9rcito  para levar os pesquisadores, abrir clareiras na floresta, para os  helic\u00f3pteros descerem, pois, s\u00e3o \u00e1reas muito remotas. Os animais servem  tamb\u00e9m como indicadores se a \u00e1rea \u00e9 bem conservada. D\u00e1 para perceber a  din\u00e2mica da \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>iG: E que equipamentos voc\u00eas utilizam?<\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: Levamos de tudo. Para p\u00e1ssaros, por exemplo, usamos redes  especiais, as chamadas redes neblina, que s\u00e3o quase impercept\u00edveis. Os  p\u00e1ssaros ficam enroscados ali, os pesquisadores coletam, analisam e  depois devolvem para a natureza. Quando \u00e9 uma esp\u00e9cie nova, eles acabam  ficando com ela para terminar a classifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. Para mam\u00edferos  roedores s\u00e3o usadas armadilhas como se fosse uma ratoeira, s\u00f3 que n\u00e3o  fatal, que s\u00f3 prende o animal ali.<\/p>\n<p><strong>iG:Que horas as coletas s\u00e3o feitas? <\/strong><br \/>\nMauro Armelin:  As coletas s\u00e3o feitas durante todo o tempo, cada esp\u00e9cie tem o seu  melhor hor\u00e1rio. Os p\u00e1ssaros s\u00e3o encontrados com mais facilidade nas  primeiras horas da manh\u00e3. Alguns roedores saem para se alimentar a  noite. A gente tenta buscar os animais justamente nestes hor\u00e1rios de  alimenta\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies para captur\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>iG: Como \u00e9 feita a certifica\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie?<\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: \u00c9 um trabalho exaustivo. Os especialistas batem o olho naquela  esp\u00e9cie e identificam se ela \u00e9 rara, n\u00e3o \u00e9 raro ou se nunca viram. A\u00ed  ent\u00e3o eles come\u00e7am a fazer uma classifica\u00e7\u00e3o cuidadosa de compara\u00e7\u00e3o de  caracter\u00edsticas daquele animal ou vegetal. Atr\u00e1s de cada esp\u00e9cie  descoberta h\u00e1 muitas horas de estudo ap\u00f3s a coleta.<\/p>\n<p><strong>iG: O alto \u00edndice de novas descobertas se deve ao desconheccimento da Amaz\u00f4nia ou a grande diversidade da regi\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: Existe muito ainda a coletar, conhecer e pesquisar na  Amaz\u00f4nia. Para se ter um exemplo, a Floresta Nacional de Altamira \u00e9 uma  \u00e1rea do lado de uma estrada asfaltada, pr\u00f3xima de uma \u00e1rea famosa  chamada Terra do Meio &#8211; onde morreu a irm\u00e3 Dorothy [Stang] &#8211; e mesmo l\u00e1  h\u00e1 descoberta de esp\u00e9cies novas. Precisamos ter mais esfor\u00e7o de coleta.  Falta muito. N\u00e3o houve nenhuma expedi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tenha descoberto um a  esp\u00e9cie nova. Eu acho que houve pesquisa de fato em menos de 10% ou 15%  da Amaz\u00f4nia Brasileira. O que \u00e9 muito pouco. Eu acho que n\u00f3s estamos Nos  temos uma \u00e1rea muito extensa fica em pa\u00edses em desenvolvimento, com  pouca pesquisa. \u00c9 uma imensid\u00e3o e h\u00e1 tamb\u00e9m pouco esfor\u00e7o de pesquisa.<\/p>\n<p><strong>iG:Qual \u00e9 import\u00e2ncia de descobrir novas esp\u00e9cies?<\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: A import\u00e2ncia est\u00e1 em entender o territ\u00f3rio que a gente tem e  tamb\u00e9m que estas novas esp\u00e9cies s\u00e3o ativos. \u00c9 preciso entender estas  esp\u00e9cies, entender o papel delas neste habitat e quem sabe transformar  tudo isso em ativos econ\u00f4micos. Por enquanto s\u00e3o ativos ambientais, mas  futuramente poder\u00e3o ser ativos econ\u00f4micos. \u00c9 o caso do veneno de sapo  que \u00e9 um anest\u00e9sico fenomenal ou um veneno de cobra que \u00e9 uma cola muito  eficiente usada na forma de adesivos que suturem ferimentos.<\/p>\n<p><strong>iG: Ap\u00f3s 10 anos de projeto. Qual \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o e quais s\u00e3o as expectativas do futuro? <\/strong><br \/>\nMauro  Armelin: A nossa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que n\u00f3s temos pouco registro. Acho que a  sociedade dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos se apropria pouco do conhecimento que \u00e9  gerado e tamb\u00e9m da biodiversidade por si. A expectativa \u00e9 conseguir  aumentar o esfor\u00e7o de coleta, sensibilizar os governos de que n\u00f3s ainda  temos muita coisa a descobrir e tamb\u00e9m conseguir o apoio mais firme de  todos os pa\u00edses para conservar a nossa biodiversidade.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/ciencia\/meioambiente\/amazonia+muita+diversidade+e+pouco+conhecimento\/n1237812516749.html\" target=\"_blank\">http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/ciencia\/meioambiente\/amazonia+muita+diversidade+e+pouco+conhecimento\/n1237812516749.html<\/a><\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9051px;left:-4867px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/download\/online-movie-all-good-things\">downloads all good things<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Mauro Armelin \u00e9 preciso entender estas novas esp\u00e9cies,o papel delas neste habitat e quem sabe transformar tudo isso em ativos econ\u00f4micos. O n\u00famero surpreende. 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