{"id":1871,"date":"2010-11-03T10:53:46","date_gmt":"2010-11-03T13:53:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1871"},"modified":"2011-03-10T18:39:09","modified_gmt":"2011-03-10T21:39:09","slug":"paises-alcancam-acordo-da-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1871","title":{"rendered":"Pa\u00edses alcan\u00e7am acordo da biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Ap\u00f3s 18 anos negociando, eles assinam o Protocolo de Nagoya, considerado maior pacto ambiental desde Kyoto. Novo tratado garante a soberania dos pa\u00edses sobre os seus recursos gen\u00e9ticos; Brasil \u00e9 visto como grande vitorioso<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Representantes de quase 200 pa\u00edses chegaram a um acordo na \u00faltima sexta-feira, em Nagoya (Jap\u00e3o), e assinaram um tratado sobre a biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9634px;left:-4929px;\"><a href=\"http:\/\/listicles.com\/download\/watch-online-burlesque\">download burlesque movie legally<\/a><\/div>\n<p>As na\u00e7\u00f5es concordaram em reconhecer o direito dos pa\u00edses sobre a sua biodiversidade. Isso significa que pa\u00edses que desejarem explorar a diversidade natural (como plantas, animais ou micro-organismos) em territ\u00f3rios que n\u00e3o sejam seus ter\u00e3o de pedir autoriza\u00e7\u00e3o para as na\u00e7\u00f5es donas dos recursos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se estudo da fauna e da flora alheia resultar em novos produtos, como f\u00e1rmacos ou cosm\u00e9ticos, os lucros ter\u00e3o de ser repartidos entre quem os desenvolveu e o pa\u00eds de origem do recurso, conforme contrato pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se houver comunidades que utilizem os recursos gen\u00e9ticos tradicionalmente, como tribos ind\u00edgenas, elas tamb\u00e9m ter\u00e3o direito de receber royalties pela explora\u00e7\u00e3o comercial da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os diplomatas chamam esses pontos de ABS, uma sigla em ingl\u00eas para &#8220;acesso e reparti\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Vit\u00f3ria brasileira<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es para estabelecer esses pontos sobre o acesso aos recursos gen\u00e9ticos levaram quase 20 anos. Desde a Eco-92, no Rio de Janeiro, temas ligados \u00e0 biopirataria s\u00e3o discutidos, e os pa\u00edses ricos relutavam em assinar um pacto que garantisse a soberania dos pa\u00edses sobre a sua biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por isso, o acordo realizado agora, na COP-10 (10\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre Diversidade Biol\u00f3gica), em Nagoya, foi visto como uma grande vit\u00f3ria brasileira, pa\u00eds dono da maior biodiversidade do mundo e protagonista nas negocia\u00e7\u00f5es no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delega\u00e7\u00e3o brasileira, disse estar satisfeita. &#8220;\u00c9 realmente uma vit\u00f3ria. Estou certa que temos um novo arranjo para a conserva\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Para n\u00f3s \u00e9 bom, finalmente avan\u00e7amos, mas n\u00e3o \u00e9 excelente.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ela diz isso porque algumas posi\u00e7\u00f5es brasileiras, como o efeito retroativo para direitos sobre a biodiversidade (haveria royalties por subst\u00e2ncias j\u00e1 desenvolvidas e comercializadas, por exemplo), n\u00e3o est\u00e3o no acordo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A ministra defendeu, por\u00e9m, que algum acordo \u00e9 melhor do que nenhum acordo. &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio entender que precisamos de concilia\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 resultados.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ela diz que o sucesso de Nagoya, com um consenso entre centenas de pa\u00edses, pode servir de exemplo para as negocia\u00e7\u00f5es do clima, que seguem em Canc\u00fan, em dezembro. &#8220;Sou uma mulher pragm\u00e1tica e otimista.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o foi s\u00f3 Teixeira que saiu de Nagoya sorrindo. O clima entre os representantes de todos os pa\u00edses era de comemora\u00e7\u00e3o pelo acordo, que parecia distante conforme as negocia\u00e7\u00f5es avan\u00e7avam pela madrugada de sexta para s\u00e1bado no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um protocolo chato. Ele se refere a bilh\u00f5es de d\u00f3lares da ind\u00fastria farmac\u00eautica&#8221;, disse Tove Ryding, do Greenpeace.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Se Kyoto entrou para hist\u00f3ria como o lugar onde o acordo do clima nasceu, em 1997, Nagoya ter\u00e1 destino similar&#8221;, diz Ahmed Djoghlaf, secret\u00e1rio-executivo da Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CBD), respons\u00e1vel pela confer\u00eancia. Al\u00e9m do protocolo sobre a biodiversidade, v\u00e1rias metas de aumento na quantidade de terras e \u00e1reas mar\u00edtimas preservadas foram estabelecidas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A \u00fanica aus\u00eancia not\u00e1vel foi a dos Estados Unidos, que nunca participaram da CBD.<\/p>\n<p>(Ricardo Mioto)<\/p>\n<p>(Folha de SP, 30\/10)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 18 anos negociando, eles assinam o Protocolo de Nagoya, considerado maior pacto ambiental desde Kyoto. 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