{"id":1877,"date":"2010-11-03T10:59:36","date_gmt":"2010-11-03T13:59:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1877"},"modified":"2011-05-17T14:34:03","modified_gmt":"2011-05-17T17:34:03","slug":"mais-de-70-do-desmatamento-amazonico-vira-lixo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=1877","title":{"rendered":"Mais de 70% do desmatamento amaz\u00f4nico vira lixo"},"content":{"rendered":"<p>Nada de m\u00f3veis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez \u00e1rvores derrubadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, sete v\u00e3o para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA), a maior parte da madeira \u00e9 simplesmente descartada como res\u00edduo.<\/p>\n<p>O principal problema \u00e9 o processamento dessa madeira. Feito praticamente de forma artesanal e com baixa tecnologia, apenas 30% das toras \u00e9 aproveitado. Essa fatia representa a parte mais nobre da \u00e1rvore.<\/p>\n<p>O resto, na forma de serragem e de sobras, \u00e9 descartado. Segundo Niro Higuchi, coordenador da pesquisa do INPA, \u00e9 fundamental melhorar o rendimento da floresta. N\u00e3o basta apenas estancar o desmatamento, por exemplo.<\/p>\n<p>O pesquisador ainda aponta outro motivo para o baixo aproveitamento da madeira: ela \u00e9 muito barata no mercado local. \u201c\u00c9 poss\u00edvel comprar um hectare de floresta por R$40?, disse \u00e0 Folha.<\/p>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Par\u00e1 (AIMEX), n\u00e3o \u00e9 bem assim. O pre\u00e7o m\u00e9dio de uma \u00e1rvore varia entre R$90 e R$360, dependendo da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cA madeira aqui na Amaz\u00f4nia \u00e9 realmente barata. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Ela \u00e9 explorada de maneira desorganizada\u201d, alerta Rosana Costa, engenheira agr\u00f4noma do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (IPAM).<\/p>\n<p>A desorganiza\u00e7\u00e3o dessa explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um problema exclusivo das grandes cidades, que transforma \u00e1rvore em lixo urbano. Ela afeta tamb\u00e9m comunidades ribeirinhas \u2013 afinal, alguns n\u00facleos incrustados na floresta sobrevivem do processamento de madeira.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10080px;left:-4364px;\"><a href=\"http:\/\/www.goldenplec.com\/the-notebook-movie\">how to watch the full film of the notebook<\/a><\/div>\n<p>Nessas comunidades, todo res\u00edduo \u00e9 despejado nos rios. \u201cNa \u00e1gua, a serragem pode fermentar e soltar os produtos qu\u00edmicos que foram passados no tronco. Isso causa a morte do rio, como aconteceu no rio Trair\u00e3o\u201d, alerta Rosana.<\/p>\n<p>O objetivo do INPA \u00e9 reverter, em cinco anos, essa porcentagem, passando a aproveitar 70% da madeira derrubada. O aumento da produtividade acontece em duas etapas.<\/p>\n<p>Na primeira, aperfei\u00e7oa-se a t\u00e9cnica e a tecnologia da ind\u00fastria madeireira, como o modo de cortar e as l\u00e2minas utilizadas.<\/p>\n<p>Em seguida, \u00e9 a vez dos res\u00edduos. A serragem gera energia em termel\u00e9tricas. E as sobras, finalmente, podem virar m\u00f3veis, portas ou cabos de vassoura.<\/p>\n<p>Para Niro, os resultados em laborat\u00f3rio foram animadores. Com isso, j\u00e1 foi firmado conv\u00eanio com uma madeireira de Itacoatiara (regi\u00e3o metropolitana de Manaus) e a aplica\u00e7\u00e3o do projeto deve come\u00e7ar at\u00e9 o fim do m\u00eas.<em> (Fonte: Bruno Molinero\/ Folha.com)<\/em><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nada de m\u00f3veis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez \u00e1rvores derrubadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, sete v\u00e3o para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA), a maior parte da madeira \u00e9 simplesmente descartada como res\u00edduo. O principal problema \u00e9 o processamento dessa madeira. 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