{"id":2137,"date":"2010-12-23T16:46:40","date_gmt":"2010-12-23T19:46:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2137"},"modified":"2011-05-18T02:24:03","modified_gmt":"2011-05-18T05:24:03","slug":"floresta-com-araucaria-quase-extinta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2137","title":{"rendered":"Floresta com Arauc\u00e1ria, quase extinta"},"content":{"rendered":"<div class=\"subtituloMat\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gritos-araucaria-abre-325x167.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2138\" title=\"gritos-araucaria-abre-325x167\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gritos-araucaria-abre-325x167-300x154.jpg\" alt=\"gritos-araucaria-abre-325x167\" width=\"300\" height=\"154\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gritos-araucaria-abre-325x167-300x154.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/gritos-araucaria-abre-325x167.jpg 325w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Resta pouco \u2013 1 a 2% \u2013 do que um dia foi a maior floresta do sul do Brasil. Decis\u00f5es pol\u00edticas equivocadas, desmatamento desenfreado e completo descaso pela natureza devastaram imensas \u00e1reas de uma exuberante vegeta\u00e7\u00e3o. E muito pouco est\u00e1 sendo feito para reverter essa situa\u00e7\u00e3o. Livro lan\u00e7ado este m\u00eas registra o drama desse ecossistema<\/div>\n<div class=\"subtituloMat\">\n<p>Vale a pena repetir. Restaram somente cerca de 1% a 2% da cobertura original da Floresta com Arauc\u00e1ria, que, no passado, cobriu grande parte do Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, ainda, \u00e1reas menores na regi\u00e3o da Mantiqueira \u2013 S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se n\u00e3o bastasse a percentagem chocante, \u00e9 mais revoltante ainda descobrir que o estado do Paran\u00e1 continua sendo, ainda hoje, o maior exportador de arauc\u00e1ria do pa\u00eds. Realmente, n\u00e3o faz o menor sentido, principalmente quando se leva em conta que o bel\u00edssimo pinheiro do Paran\u00e1 \u00e9 um dos s\u00edmbolos desse estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que a floresta, que abriga essas esp\u00e9cies centen\u00e1rias, quase milenares, vem sendo maltratada. A hist\u00f3ria \u00e9 antiga. Entretanto, \u00e9 preciso explicar a import\u00e2ncia desse bioma para o ecossistema brasileiro.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, no mundo todo foram identificadas 41 esp\u00e9cies de \u00e1rvores da Fam\u00edlia Araucariaceae, distribu\u00eddas em tr\u00eas g\u00eaneros: Agathis, Wollemia e Araucaria. A Araucaria \u00e9 subdividida em 19 esp\u00e9cies, todas elas encontradas no Hemisf\u00e9rio Sul, incluindo pequenas \u00e1reas na Oceania e Austr\u00e1lia. Na Am\u00e9rica do Sul, existem apenas duas esp\u00e9cies: a Arauc\u00e1ria-do-chile, presente no Chile e Argentina, e a Arauc\u00e1ria ou Pinheiro-brasileiro, localizado no Brasil e em pequenas manchas no Paraguai e tamb\u00e9m na Argentina. No Paran\u00e1, a Floresta com Arauc\u00e1rias chegou a cobrir 40% da superf\u00edcie, em Santa Catarina 30% e Rio Grande do Sul 25%. Com seu imponente tronco e a copa voltada para o sol, a arauc\u00e1ria levava beleza e biodiversidade para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Acredita-se que a Floresta com Arauc\u00e1ria come\u00e7ou a tomar forma no sul do Brasil ap\u00f3s a \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o do planeta e atingiu o \u00e1pice h\u00e1 aproximadamente 2.200 anos. \u201cEssa floresta \u00e9 uma das formas de vegeta\u00e7\u00e3o mais antigas do mundo, que s\u00e3o as florestas com con\u00edferas\u201d, explica Mauricio Savi, doutor em engenharia florestal e mestre em conserva\u00e7\u00e3o da natureza pela Universidade Federal do Paran\u00e1. Inicialmente sendo mais predominante na regi\u00e3o sudeste do pa\u00eds, com o aumento da umidade no sul, a floresta encontrou as condi\u00e7\u00f5es perfeitas para se desenvolver plenamente. Uma arauc\u00e1ria vive, em m\u00e9dia, 700 anos, entretanto algumas podem chegar a mais de mil anos de vida.<\/p>\n<p>Pesquisadores afirmam que a Floresta com Arauc\u00e1ria chegou a ocupar aproximadamente 200 mil quil\u00f4metros quadrados do chamado Planalto Meridional. Principal esp\u00e9cie desse ecossistema, ela n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. Rica em biodiversidade, a floresta \u00e9 formada por outras centenas de esp\u00e9cies vegetais e animais. J\u00e1 foram identificadas nela mais de 1.500 esp\u00e9cies bot\u00e2nicas entre herb\u00e1ceas, arbustivas e arb\u00f3reas, al\u00e9m de ep\u00edfitas, musgos e fungos. \u201cA floresta apresenta uma fauna exuberante, caracter\u00edstica do sul do Brasil, podendo-se encontrar tucanos, gavi\u00f5es, lobos-guar\u00e1s, codornas, saracuras, emas. Infelizmente com a devasta\u00e7\u00e3o das florestas, alguns desses animais entraram em extin\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Savi.<\/p>\n<p>Foi nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX que a maior floresta do sul do Brasil come\u00e7ou a ser destru\u00edda. No Rio Grande do Sul, na divisa com a Argentina e Uruguai, os \u201ccoron\u00e9is\u201d de est\u00e2ncias se tornaram bastante fortes politicamente e influenciaram a maneira como a floresta passou a ser vista e tratada. \u201cImpulsionados pelo governo Get\u00falio Vargas, os ga\u00fachos foram incentivados a ocupar as terras do Paran\u00e1 e Santa Catarina. Para isso, foram devastando a Floresta com Arauc\u00e1ria. Naquela \u00e9poca, o lema era terra boa \u00e9 terra limpa\u201d, conta o biol\u00f3go. \u201cAinda hoje \u00e9 lei, acredite ou n\u00e3o. A floresta cortada ou dizimada vale mais que a floresta em p\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Para trazer abaixo essa vegeta\u00e7\u00e3o secular foi usado, num primeiro momento, p fogo e, em seguida, o machado. \u201cFoi uma dizima\u00e7\u00e3o com apoio governamental\u201d, diz Mauricio Savi. Junto com a floresta, \u00edndios e caboclos que moravam perto ou dentro dela tamb\u00e9m perderam a vida. Foi nessa \u00e9poca tamb\u00e9m que surgiu a Lumber, a maior madeireira de todos os tempos na Am\u00e9rica Latina. Localizada no munic\u00edpio de Tr\u00eas Barras, em Santa Catarina, a madeireira chegou a exportar um bilh\u00e3o de metros c\u00fabicos de arauc\u00e1ria. Sob os mandos do propriet\u00e1rio, o americano Percival Farquhar, em 40 anos de exist\u00eancia, a Lumber cortou 15 milh\u00f5es de pinheiros e milh\u00f5es de outras \u00e1rvores nativas de grande valor comercial, como as v\u00e1rias esp\u00e9cies de canelas e tamb\u00e9m a imbuia.<\/p>\n<p>Vergonhosamente, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de arauc\u00e1ria, utilizada, principalmente durante o per\u00edodo da Segunda Guerra, pela ind\u00fastria sider\u00fargica e aeron\u00e1utica, j\u00e1 que a madeira brasileira era leve e f\u00e1cil de ser trabalhada.<\/p>\n<p>Com a derrubada das arauc\u00e1rias, veio a eros\u00e3o, o empobrecimento do solo, a mudan\u00e7a no clima da regi\u00e3o e no regime h\u00eddrico, al\u00e9m obviamente, de uma altera\u00e7\u00e3o est\u00fapida \u2013 em todos os sentidos, da paisagem natural. E \u00e9 atrav\u00e9s das lentes de sua m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, que ao longo dos \u00faltimos 23 anos, o fot\u00f3grafo curitibano Zig Koch vem registrando o fim da floresta que lhe \u00e9 t\u00e3o cara. \u201cPassei minha inf\u00e2ncia viajando por munic\u00edpios vizinhos de Curitiba, onde havia arauc\u00e1rias bel\u00edssimas. Hoje, muitas dessas \u00e1reas n\u00e3o existem mais ou viraram \u00e1reas agr\u00edcolas\u201d, lamenta Koch.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 beira da extin\u00e7\u00e3o, temos pouco tempo e uma \u00faltima chance de reagir para que esta floresta sobreviva ao s\u00e9culo XXI e a arauc\u00e1ria \u2013 f\u00f3ssil vivo, que avan\u00e7ou sobre a Terra por 250 milh\u00f5es de anos \u2013 n\u00e3o desapare\u00e7a&#8230;\u201d. \u00c9 dessa maneira tocante, logo na introdu\u00e7\u00e3o do livro Arauc\u00e1ria \u2013 A Floresta do Brasil Meridional \u2013 lan\u00e7ado neste m\u00eas pela Editora Olhar Brasileiro (Leia a reportagem Floresta Arauc\u00e1ria \u00e9 tema de livro ) \u2013 que Zig Koch e a mulher e jornalista, Maria Celeste Corr\u00eaa fazem um apelo pela salva\u00e7\u00e3o da floresta. Dois apaixonados pela natureza, Zig mostra atrav\u00e9s de bel\u00edssimas imagens a for\u00e7a da arauc\u00e1ria, Maria Celeste tra\u00e7a um texto conclusivo sobre a trag\u00e9dia que se abate sobre esse importante ecossistema do sul do pa\u00eds. \u201cInfelizmente, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a floresta que est\u00e1 morrendo. Quando um papagaio voa quil\u00f4metros e mais quil\u00f4metros para encontrar o alimento que deveria estar na floresta, e n\u00e3o o encontra, ele acaba morrendo porque n\u00e3o tem mais for\u00e7as para fazer o caminho de volta\u201d, conta a jornalista.<\/p>\n<p>A obra bil\u00edngue (ingl\u00eas e portugu\u00eas) tem 168 p\u00e1ginas e cerca de 175 fotos. \u201cMinhas lentes foram registrando a depaupera\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, constata Koch. Para acompanhar as imagens, Maria Celeste Corr\u00eaa fez uma pesquisa intensa durante os \u00faltimos 12 anos. Viajou junto com o marido, contou com a colabora\u00e7\u00e3o de 14 consultores cient\u00edficos e leu uma centena de livros para aprender mais sobre a popula\u00e7\u00e3o de \u00edndios Kaigang, primeiros habitantes da floresta. Pelas andan\u00e7as na regi\u00e3o, a jornalista se defrontou com depoimentos contundentes de gente humilde, mas nem por isso ignorante. Um deles \u00e9 do mateiro (nome dado a quem derruba \u00e1rvores) ga\u00facho Ger\u00f4ncio Ferreira, de 70 anos. \u201cDerrubei muito pinheiro com mais de 80 cent\u00edmetros de di\u00e2metro. Tamb\u00e9m cortei muita imbuia e canela. Foi o meu servi\u00e7o a vida inteira. Tamb\u00e9m vi muito banditismo dos invasores de terras. Tiravam o mate, tocavam fogo por baixo e queimavam tudo. Naquele tempo, a gente n\u00e3o tinha estudo. N\u00e3o sabia que tudo ia se acabar. Hoje, eu digo: tem gente que n\u00e3o vai conhecer pinh\u00e3o. Se o governo n\u00e3o mandar plantar o pinheiro nativo, n\u00e3o exigir, isso vai dar problema. Ora, um dia faz 40 graus e no outro cai geada. O que \u00e9 isso? A natureza est\u00e1 exigindo provid\u00eancia!\u201d, avisa Ferreira.<\/p>\n<p>O livro mostra, ainda, que a extra\u00e7\u00e3o da madeira, as queimadas, a substitui\u00e7\u00e3o da flora original pelo plantio de ex\u00f3ticas, a press\u00e3o urbana e a ocupa\u00e7\u00e3o de terras por movimentos sociais s\u00e3o os verdadeiros assassinos da Floresta com Arauc\u00e1ria. \u201cNascentes de \u00e1gua secaram porque a mata foi cortada. E quando uma \u00e1rvore \u00e9 derrubada, toda aquela \u00e1gua que ela continha vai para a atmosfera de maneira desequilibrada. \u00c9 por isso que temos nevascas e tempestades desproporcionais, calor ou frio intensos\u201d, explica Koch. O mateiro, que vive da floresta, e o fot\u00f3grafo, que busca a sobreviv\u00eancia dela, chegam a uma mesma conclus\u00e3o. \u00c9 hora de dar um basta.<\/p>\n<p>E o que est\u00e1 sendo feito para reverter essa situa\u00e7\u00e3o? Infelizmente, muito pouco. Em 2005, o governo federal criou seis \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Floresta com Arauc\u00e1ria nos estados do Paran\u00e1 e Santa Catarina. At\u00e9 hoje, n\u00e3o houve desapropria\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o governo n\u00e3o indenizou as fam\u00edlias que deveriam deixar essas terras. \u201cO governo \u00e9 omisso!\u201d, critica Mauricio Savi. E o ambientalista vai mais longe. \u201cS\u00e3o gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias destruindo a mata. Primeiro foram os av\u00f4s, depois os filhos e agora os netos. Gente que continua derrubando \u00e1rvores. Muitos pol\u00edticos est\u00e3o intimamente ligados a esse neg\u00f3cio e n\u00e3o fazem absolutamente nada para mudar a situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O livro revela: \u201c\u00c0 exce\u00e7\u00e3o das \u00e1reas derrubadas com finalidade agr\u00edcola, as outras v\u00eam sofrendo o corte seletivo da madeira, no qual s\u00e3o derrubadas apenas as \u00e1rvores mais frondosas \u2013 e que alcan\u00e7am maior valor no mercado clandestino. As toras s\u00e3o retiradas por estradinhas secund\u00e1rias, muitas vezes \u00e0 noite ou nos finais de semana, para tentar driblar a fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9906px;left:-5864px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/alien-dvd\">alien dvdrip<\/a><\/div>\n<p>O madeireiro n\u00e3o consegue vislumbrar o futuro. S\u00f3 o hoje, o agora. \u201cQuando ele olha para a \u00e1rvore, ele pensa no dinheiro que vai pagar a festa de 15 anos da filha\u201d, afirma Maria Celeste. Por isso mesmo, com essas popula\u00e7\u00f5es, o simples apelo \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o funciona. Nas grandes cidades, mas ainda muito lentamente, as pessoas se tornam mais sens\u00edveis a isso. \u201cQuando cai uma \u00e1rvore, junto com ela desaparece a mem\u00f3ria e a cultura de um povo\u201d, desabafa Savi.<\/p>\n<p>Enquanto a inefic\u00e1cia das pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00f3 aumenta a dor da floresta, algumas iniciativas isoladas de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais tentam minimizar o problema. Um desses exemplos \u00e9 o do Programa Florar, criado pelo Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort (IAF), que conta com o apoio ONG The Nature Conservancy (TNC)*. Fazem parte do programa 170 produtores rurais do munic\u00edpio paranaense de Turvo, que decidiram investir na explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de produtos n\u00e3o madeir\u00e1veis.<\/p>\n<p>A beleza das fotos de Zig Koch e o alerta do texto de Maria Celeste Corr\u00eaa tamb\u00e9m foram transformados em uma exposi\u00e7\u00e3o com 44 paineis. As imagens do fot\u00f3grafo foram doadas para a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (SPVS) e far\u00e3o parte de mostra itinerante que a institui\u00e7\u00e3o organizar\u00e1 em 2011.<\/p>\n<p>Juntos, jornalista e fot\u00f3grafo, marido e mulher, querem se tornar pequenos agentes de mudan\u00e7a. \u201cTemos que usar nosso conhecimento. Queremos que o livro toque as pessoas para que haja uma mudan\u00e7a de comportamento. A gente j\u00e1 destruiu uma floresta, vamos destruir outras? Precisamos dar uma chance \u00e0 natureza para que ela possa manter nosso planeta vivo\u201d, diz Koch.<\/p>\n<p>*The Nature Conservancy (TNC)<\/p>\n<p class=\"f10\">Suzana Camargo \u2013 Edi\u00e7\u00e3o: M\u00f4nica Nunes<br \/>\n<strong class=\"ativo\"><a class=\"verde\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-admin\/Planeta%20Sustentavel\" target=\"_blank\">Planeta Sustent\u00e1vel \u2013 20\/12\/2010<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resta pouco \u2013 1 a 2% \u2013 do que um dia foi a maior floresta do sul do Brasil. Decis\u00f5es pol\u00edticas equivocadas, desmatamento desenfreado e completo descaso pela natureza devastaram imensas \u00e1reas de uma exuberante vegeta\u00e7\u00e3o. E muito pouco est\u00e1 sendo feito para reverter essa situa\u00e7\u00e3o. Livro lan\u00e7ado este m\u00eas registra o drama desse ecossistema &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2137\"> <span class=\"screen-reader-text\">Floresta com Arauc\u00e1ria, quase extinta<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[142,187],"tags":[60,3815,902,185,1178,1177],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2137"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2137"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2140,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2137\/revisions\/2140"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}