{"id":2170,"date":"2010-12-27T13:38:20","date_gmt":"2010-12-27T16:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2170"},"modified":"2010-12-27T13:47:26","modified_gmt":"2010-12-27T16:47:26","slug":"tratando-o-esgoto-pela-raiz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2170","title":{"rendered":"Tratando o esgoto pela raiz"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_2171\" aria-describedby=\"caption-attachment-2171\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/chacara-harmonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2171\" title=\"chacara-harmonia\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/chacara-harmonia-300x203.jpg\" alt=\"Em meio a uma verdadeira \u201cfloresta\u201d nos fundos da casa, Salete e Alessandra mostram as plantas que tratam o esgoto da ch\u00e1cara (Foto: Aniele Nascimento\/AGP)\" width=\"300\" height=\"203\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/chacara-harmonia-300x203.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/chacara-harmonia.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2171\" class=\"wp-caption-text\">Em meio a uma verdadeira \u201cfloresta\u201d nos fundos da casa, Salete e Alessandra mostram as plantas que tratam o esgoto da ch\u00e1cara (Foto: Aniele Nascimento\/AGP)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\">Coletar e tratar o esgoto de \u00e1reas rurais ou de pequenos munic\u00edpios mais afastados dos grandes centros \u00e9 hoje um dos maiores entraves \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento b\u00e1sico no Brasil. S\u00f3 no Paran\u00e1, segundo o IBGE, mais da metade das cidades (57,9%) n\u00e3o possui rede de coleta de efluentes. No entanto, existem t\u00e9cnicas simples, relativamente baratas e ecologicamente corretas que ajudam a minimizar o impacto ambiental e reduzir o risco de doen\u00e7as provocadas pelos dejetos lan\u00e7ados in natura nos rios.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">As esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto (ETEs) por zona de ra\u00edzes s\u00e3o um exemplo disso. Neste caso, plantas fazem a filtragem do efluente antes de lan\u00e7\u00e1-lo na natureza. Em Colombo, na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, a Ch\u00e1cara Harmonia adotou h\u00e1 um ano e meio esse sistema. Na frente da propriedade \u2013 que \u00e9 toda autossustent\u00e1vel \u2013 n\u00e3o passa rede coletora. O esgoto, anteriormente jogado em um po\u00e7o morto, agora vai para uma pequena ETE. \u201cQualquer um que tenha um terreno pequenininho pode fazer. E voc\u00ea n\u00e3o precisa construir a casa assim, pode adaptar o sistema que j\u00e1 existe\u201d, explica Alessandra Seccon Grando, que mora na ch\u00e1cara com a m\u00e3e, Salete Seccon.<\/span>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Fossas<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">No sistema adotado na resid\u00eancia, o efluente passa por duas fossas fechadas, que decantam a parte s\u00f3lida e possibilitam sua decomposi\u00e7\u00e3o. Em seguida, o esgoto vai para um tanque impermeabilizado que cont\u00e9m \u2013 de baixo para cima \u2013 camadas de pedra brita e areia. Em cima dessas camadas s\u00e3o inseridas macr\u00f3fitas (plantas de \u00e1reas alagadas), que trabalham em simbiose com bact\u00e9rias aer\u00f3bicas. Estas, por sua vez, decomp\u00f5em as part\u00edculas org\u00e2nicas junto \u00e0s ra\u00edzes. Para isso, utilizam o oxig\u00eanio captado do ar pelas pr\u00f3prias plantas. Depois de tratada, a \u00e1gua que sobra cai no terreno e infiltra. \u201cD\u00e1 para fazer um laguinho com peixes aqui\u201d, planeja Salete.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cBasicamente, as fezes se transformam em plantas e em um lindo jardim, com banan\u00e1ceas, juncos, papirus e aguap\u00e9s\u201d, resume o t\u00e9cnico em meio ambiente Thom\u00e1s Moutinho, que construiu a ETE da ch\u00e1cara. Adepto da permacultura \u2013 ci\u00eancia que valoriza pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, inclusive em constru\u00e7\u00f5es \u2013, ele explica que a obra levou apenas dois dias para ser conclu\u00edda e custou cerca de R$ 500. A ETE tem capacidade para tratar o esgoto produzido por 4 pessoas\/dia. Em um sistema maior (para 12 casas), constru\u00eddo no interior de S\u00e3o Paulo, o custo foi de R$ 1 mil por casa, segundo Moutinho.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">De acordo com a bi\u00f3loga Tamara Van Kaick, professora adjunta do departamento de Qu\u00edmica e Biologia da Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR), a efici\u00eancia das ETEs por zona de ra\u00edzes depende da combina\u00e7\u00e3o de fatores como o tipo de planta, a granulometria (tamanho) da brita e da areia e do tipo e volume de esgoto, entre outros. Ainda assim, na m\u00e9dia, os resultados s\u00e3o muito bons. \u201cAlgumas avalia\u00e7\u00f5es identificam uma excelente redu\u00e7\u00e3o em todos os par\u00e2metros. Alguns, como coliformes fecais, chegam a ter redu\u00e7\u00e3o de 99%\u201d, destaca.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Al\u00e9m de n\u00e3o ter problemas com o mau cheiro e incrementar o jardim, a ETE praticamente n\u00e3o d\u00e1 manuten\u00e7\u00e3o. \u201cO que a gente tem de fazer, \u00e0s vezes, \u00e9 tirar o excesso de ra\u00edzes\u201d, explica Alessandra. Salete, por sua vez, toma alguns cuidados pr\u00e9vios. \u201c\u00c1gua sanit\u00e1ria n\u00e3o pode, ent\u00e3o usamos somente sab\u00e3o. Eu me preocupo em n\u00e3o colocar nada que v\u00e1 matar as plantas\u201d, justifica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic;\">COMO FUNCIONA (Por <\/span><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Thom\u00e1s Moutinho)<span style=\"mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic;\">:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-style: italic;\">A ETE por zona de ra\u00edzes tem um sistema simples, mas eficiente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">* O efluente que sai da resid\u00eancia vai para uma fossa s\u00e9ptica comum, impermeabilizada. Ali, o esgoto bruto decanta por a\u00e7\u00e3o da gravidade. As part\u00edculas mais pesadas v\u00e3o para o fundo; as part\u00edculas mais leves sobem. Neste est\u00e1gio, ocorre a decomposi\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica (sem oxig\u00eanio) do material org\u00e2nico.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">*\u00a0Ainda nesta etapa, pode-se acrescentar opcionalmente um tanque com carv\u00e3o para absorver produtos qu\u00edmicos como sab\u00f5es e \u00e1gua sanit\u00e1ria, que agem como biocidas, matando as bact\u00e9rias nas ra\u00edzes das plantas e comprometendo a efici\u00eancia do sistema.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">*\u00a0Na sequ\u00eancia, o efluente entra pela parte mais baixa de um tanque constru\u00eddo normalmente em ferro e cimento e impermeabilizado. No fundo desse tanque, acrescentam-se camadas de pedra britada \u2013 mais grossa no fundo e mais fina em cima. Quanto menor o espa\u00e7o entre as camadas, mais eficiente ser\u00e1 o tratamento. Depois, coloca-se areia, onde as plantas macr\u00f3fitas s\u00e3o inseridas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">*\u00a0A regi\u00e3o onde as ra\u00edzes avan\u00e7am torna-se uma \u00e1rea aer\u00f3bica. As plantas t\u00eam capacidade de injetar o oxig\u00eanio em suas ra\u00edzes, onde vivem microrganismos \u2013 zona conhecida como biofilme \u2013, que decomp\u00f5em as part\u00edculas org\u00e2nicas, liberando-as para as plantas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">*\u00a0Finalmente, pode-se construir um pequeno lago para oxigena\u00e7\u00e3o do efluente que sai pela parte superior do tanque. Este lago pode ser habitado por sapos e at\u00e9 por pequenos peixes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic; mso-font-kerning: 18.0pt;\">Preocupa\u00e7\u00e3o socioambiental<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Al\u00e9m de oferecer apoio a cerca de 600 jovens em situa\u00e7\u00e3o de risco, o Patronato Santo Antonio, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, tamb\u00e9m virou um exemplo de responsabilidade ecol\u00f3gica. Como n\u00e3o h\u00e1 rede coletora de esgoto na regi\u00e3o, a entidade investiu em uma ETE por zona de ra\u00edzes. O sistema, que inclui uma cisterna de cimento de tr\u00eas metros de di\u00e2metro para a decanta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do esgoto bruto e um canteiro de plantas de mais ou menos 80 m2 para filtragem do efluente oriundo da cisterna, foi inaugurado em maio deste ano e tem capacidade para servir a aproximadamente 700 pessoas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2175\" aria-describedby=\"caption-attachment-2175\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/patronato1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2175\" title=\"IVONALDO ALEXANDRE\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/patronato1-300x200.jpg\" alt=\"A ETE do patronato ocupa uma \u00e1rea de 80 m2, entre a mata e a planta\u00e7\u00e3o (Foto: Ivonaldo Alexandre\/AGP)\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/patronato1-300x200.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/patronato1.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2175\" class=\"wp-caption-text\">A ETE do patronato ocupa uma \u00e1rea de 80 m2, entre a mata e a planta\u00e7\u00e3o (Foto: Ivonaldo Alexandre\/AGP)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cTivemos como motiva\u00e7\u00e3o para essa obra a preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, algo que o patronato sempre teve, e n\u00e3o simplesmente ficar esperando que isso seja imposto pela legisla\u00e7\u00e3o. \u00c9 o correto a ser feito\u201d, justifica Euclides Nora, assessor do patronato. \u201cE a gente sabe que essa \u00e1gua que sai n\u00e3o est\u00e1 poluindo nada mais para a frente, o que \u00e9 muito positivo\u201d, acrescenta Luiza Deon, administradora da entidade. O patronato ocupa uma vasta \u00e1rea, localizada dentro da bacia do Rio Miringuava.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Antes de adotar o sistema, tanto a \u00e1gua da chuva quanto o esgoto iam para fossas comuns, situadas junto \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es. Agora, a \u00e1gua pluvial \u00e9 direcionada diretamente para cavas que ficam no terreno ao fundo do patronato. J\u00e1 o esgoto, vai para a ETE e, s\u00f3 depois de tratado, \u00e9 que \u00e9 lan\u00e7ado nas cavas. \u201cFizeram um exame na \u00e1gua e deu teor de pureza de 90%\u201d, orgulha-se Euclides. \u201cA nossa inten\u00e7\u00e3o agora \u00e9 fazer uma cisterna para capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva\u201d, revela Luiza, que notou a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pernilongos depois da implanta\u00e7\u00e3o da ETE. Al\u00e9m disso, a \u00fanica manuten\u00e7\u00e3o que precisam fazer \u00e9 esgotar, de cinco em cinco anos, a cisterna de cimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Orienta\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">A bi\u00f3loga Tamara Van Kaick explica que, apesar de simples, as esta\u00e7\u00f5es de tratamento por zona de ra\u00edzes devem ser constru\u00eddas sob supervis\u00e3o. \u201cA orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 fundamental, porque qualquer altera\u00e7\u00e3o no projeto pode trazer problemas e o transbordo do esgoto bruto causa mau cheiro\u201d, argumenta. Segundo Kaick, infelizmente no Brasil ainda h\u00e1 poucos profissionais capacitados na \u00e1rea. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso definir tamb\u00e9m algumas padroniza\u00e7\u00f5es e estudos sobre os materiais e as t\u00e9cnicas empregados na constru\u00e7\u00e3o das ETEs. Mesmo assim, as vantagens do sistema s\u00e3o grandes. \u201cEle assimila os nutrientes (f\u00f3sforo e nitrog\u00eanio), que se lan\u00e7ados em excesso nos corpos h\u00eddricos tiram oxig\u00eanio da \u00e1gua, um dos maiores problemas que os sistemas convencionais n\u00e3o conseguem reduzir\u201d, esclarece. J\u00e1 Thom\u00e1s Moutinho, aponta a descentraliza\u00e7\u00e3o do tratamento de efluentes como outra vantagem. \u201cOs sistemas convencionais (centralizados) recolhem quantidades imensas de materiais org\u00e2nicos e os carregam a quil\u00f4metros para trat\u00e1-los. H\u00e1 um alto custo de constru\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um elevado gasto energ\u00e9tico\u201d, conclui.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Fonte: Projeto \u00c1guas do Amanh\u00e3 HSBC\/RPCTV<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Coletar e tratar o esgoto de \u00e1reas rurais ou de pequenos munic\u00edpios mais afastados dos grandes centros \u00e9 hoje um dos maiores entraves \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento b\u00e1sico no Brasil. S\u00f3 no Paran\u00e1, segundo o IBGE, mais da metade das cidades (57,9%) n\u00e3o possui rede de coleta de efluentes. 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