{"id":2183,"date":"2010-12-30T15:48:49","date_gmt":"2010-12-30T18:48:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2183"},"modified":"2010-12-30T15:48:49","modified_gmt":"2010-12-30T18:48:49","slug":"caca-que-afeta-a-flora","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2183","title":{"rendered":"Ca\u00e7a que afeta a flora"},"content":{"rendered":"<div id=\"HOTWordsTxt\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Uma s\u00e9rie de estudos realizados na Mata Atl\u00e2ntica indica que a defauna\u00e7\u00e3o \u2013 perda de mam\u00edferos e aves devido \u00e0 ca\u00e7a \u2013, ao modificar as for\u00e7as seletivas, pode desencadear r\u00e1pidas mudan\u00e7as evolucion\u00e1rias. As pesquisas demonstraram que o processo gera novos impedimentos ecol\u00f3gicos para a popula\u00e7\u00e3o de plantas, afetando sua demografia ao aumentar a preda\u00e7\u00e3o de sementes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Os estudos est\u00e3o relacionados ao Projeto Tem\u00e1tico \u201cEfeitos de um gradiente de defauna\u00e7\u00e3o na herbivoria, preda\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o de sementes: uma perspectiva na Mata Atl\u00e2ntica\u201d, financiado pela FAPESP e coordenado por Mauro Galetti, <\/span><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #031409; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">professor<\/span><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\"> do Instituto de Bioci\u00eancias de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Galetti, que pesquisa o tema h\u00e1 cerca de 20 anos, apresentou alguns dos resultados do Projeto Tem\u00e1tico durante a confer\u00eancia internacional Getting Post 2010 \u2013 Biodiversity Targets Right realizada este m\u00eas pelo Programa Biota-FAPESP em parceria com a Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) e a <a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-admin\/\"><span style=\"color: #031409; text-decoration: none; text-underline: none;\">Sociedade<\/span><\/a> Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">De acordo com Galetti, o Brasil tem 35% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas de mam\u00edferos no mundo. A perda de habitat e a fragmenta\u00e7\u00e3o da floresta s\u00e3o os principais fatores de amea\u00e7a, mas metade das esp\u00e9cies sofre com a ca\u00e7a. O tamanho do corpo \u00e9 um dos preditores de amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o. Segundo o cientista, a escala de defauna\u00e7\u00e3o \u00e9 gigantesca em todo o mundo, chegando a 20 milh\u00f5es de <a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-admin\/\"><span style=\"color: #031409; text-decoration: none; text-underline: none;\">animais<\/span><\/a> mortos por ano em regi\u00f5es como a \u00c1frica central.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cVerificamos que na Mata Atl\u00e2ntica do Estado de S\u00e3o Paulo h\u00e1 muita ca\u00e7a tamb\u00e9m. Um de nossos mestrandos entrevistou ca\u00e7adores por um ano no Parque Estadual da Serra do Mar e constatou que 96 mam\u00edferos haviam sido abatidos\u201d, disse Galetti.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u00c9 um n\u00famero alto, considerando as caracter\u00edsticas da regi\u00e3o, segundo ele. Em um Projeto Tem\u00e1tico anterior coordenado por Galetti, sobre a conserva\u00e7\u00e3o de grandes mam\u00edferos, os dados da Mata Atl\u00e2ntica foram comparados com os da Amaz\u00f4nia, indicando a abund\u00e2ncia no n\u00famero de esp\u00e9cies de mam\u00edferos no primeiro bioma.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">A abund\u00e2ncia de mam\u00edferos na floresta cont\u00ednua com pouca ca\u00e7a na Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 muito maior do que em locais com ca\u00e7a. No caso da queixada (<em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Tayassu pecari<\/em>), por exemplo, a abund\u00e2ncia \u00e9 30 vezes menor em \u00e1reas com ca\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Os mam\u00edferos s\u00e3o respons\u00e1veis por pelo menos 30% da dispers\u00e3o das cerca de 2,5 mil esp\u00e9cies de plantas na Mata Atl\u00e2ntica. Mas isso corresponde a um processo complexo que envolve os efeitos da presen\u00e7a de animais de diversos tamanhos com in\u00fameras rela\u00e7\u00f5es com as esp\u00e9cies vegetais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cDesenvolvemos um modelo de redu\u00e7\u00e3o de megaherb\u00edvoros para estudar esses efeitos. Conforme aumentamos a perturba\u00e7\u00e3o no modelo, as popula\u00e7\u00f5es de grandes mam\u00edferos entraram em colapso. Mas, por outro lado, as popula\u00e7\u00f5es de mam\u00edferos de m\u00e9dio porte chegam a aumentar em \u00e1reas perturbadas\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">O modelo, segundo ele, aponta um aumento quase linear na abund\u00e2ncia de roedores quando h\u00e1 uma perturba\u00e7\u00e3o que leva as popula\u00e7\u00f5es de grandes mam\u00edferos ao colapso. \u201cEsse modelo j\u00e1 foi testado experimentalmente na savana africana, na observa\u00e7\u00e3o da abund\u00e2ncia de ratos em \u00e1reas com e sem elefantes. Quando n\u00e3o h\u00e1 elefantes, a popula\u00e7\u00e3o de ratos aumenta muito\u201d, contou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Na savana africana, no entanto, h\u00e1 apenas um roedor. Na floresta tropical, com diversidade muito maior de pequenos mam\u00edferos, os processos s\u00e3o mais complexos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">O grupo de Galetti realizou um estudo comparando a abund\u00e2ncia de pequenos mam\u00edferos em duas \u00e1reas separadas por uma dist\u00e2ncia de 15 quil\u00f4metros. Ambas apresentavam uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel quanto \u00e0 biomassa de mam\u00edferos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cA riqueza de esp\u00e9cies nas duas \u00e1reas era exatamente igual. Mas h\u00e1 uma estrada que passa entre as duas \u00e1reas e, de um lado, o ambiente \u00e9 dominado por queixadas, enquanto do outro lado predominam os esquilos. Com exce\u00e7\u00e3o dessa caracter\u00edstica, que resulta em uma diferen\u00e7a na biomassa dos mam\u00edferos, as popula\u00e7\u00f5es de animais nas duas s\u00e3o muito semelhantes\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Duas tecnologias foram usadas para avaliar os mam\u00edferos: as armadilhas de intercepta\u00e7\u00e3o e queda conhecidas como pitfall traps e as armadilhas do tipo live trap. A primeira mostrou mais efici\u00eancia para registrar as diferen\u00e7as na abund\u00e2ncia dos animais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cAvaliamos se a diferen\u00e7a de abund\u00e2ncia das duas esp\u00e9cies nas duas \u00e1reas poderia ser decorr\u00eancia da abund\u00e2ncia de cobras, mesopredadores, limita\u00e7\u00e3o de recursos e de microhabitat. Mas tudo isso foi rejeitado como hip\u00f3tese alternativa. A hip\u00f3tese que estamos aceitando \u00e9 que a presen\u00e7a da queixada afeta a abund\u00e2ncia de pequenos roedores\u201d, disse Galetti.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><strong><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Dispers\u00e3o modificada<\/span><\/strong><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\"> \u2013 De acordo com o coordenador do Projeto Tem\u00e1tico, espera-se que a preda\u00e7\u00e3o de sementes seja maior em uma floresta com mais presen\u00e7a de roedores.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cTestamos isso em um estudo com a palmeira <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Euterpe edulis<\/em>, que \u00e9 usada na produ\u00e7\u00e3o de palmito. Ela tem suas sementes predadas por aves e muitas esp\u00e9cies de mam\u00edferos. Escolhemos quatro \u00e1reas sem queixadas e tr\u00eas com queixadas para fazer o estudo\u201d, contou Galetti.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Os pesquisadores instalaram, nas \u00e1reas escolhidas, c\u00e2meras que permitem calcular o n\u00famero de sementes predadas. \u201cNas \u00e1reas defaunadas, sem as queixadas, a preda\u00e7\u00e3o de sementes por roedores cresce consideravelmente. Nos fragmentos defaunados s\u00f3 os roedores predam as sementes da palmeira, mas a propor\u00e7\u00e3o dessa preda\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentada em seis vezes\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Al\u00e9m do aumento na preda\u00e7\u00e3o, as \u00e1reas defaunadas sofrem com maior dificuldade de dispers\u00e3o das sementes, que \u00e9 feita principalmente por animais que as ingerem e as regurgitam em outras partes da floresta.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Em \u00e1reas n\u00e3o defaunadas, segundo Galetti, o maior dispersor das sementes do palmito \u00e9 o tucano. Quando a \u00e1rea \u00e9 defaunada, o maior dispersor s\u00e3o aves do g\u00eanero Turdus, que inclui o sabi\u00e1. O problema \u00e9 que sua capacidade de dispers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mesma, pois trata-se de uma ave sete vezes menor que o tucano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">\u201cAs aves grandes consomem sementes maiores. Testamos isso com aves em cativeiro. Na \u00e1rea defaunada, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o do tamanho das sementes dispersas. As pl\u00e2ntulas que se originam das sementes grandes t\u00eam mais vigor e podem sobreviver mesmo depois de ser parcialmente predadas\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Os estudos mostraram tamb\u00e9m que, nas \u00e1reas defaunadas, as sementes maiores apresentam maior chance de escapar da preda\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 aus\u00eancia de predadores de m\u00e9dio e grande porte. \u201cSementes menores sofrem maior press\u00e3o de preda\u00e7\u00e3o\u201d, disse Galetti.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><em><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt;\">(Fonte:<\/span><\/em><em><span style=\"font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 11.0pt;\"> Ag\u00eancia Fapesp)<\/span><\/em><span style=\"font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;; color: black; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';\"><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma s\u00e9rie de estudos realizados na Mata Atl\u00e2ntica indica que a defauna\u00e7\u00e3o \u2013 perda de mam\u00edferos e aves devido \u00e0 ca\u00e7a \u2013, ao modificar as for\u00e7as seletivas, pode desencadear r\u00e1pidas mudan\u00e7as evolucion\u00e1rias. As pesquisas demonstraram que o processo gera novos impedimentos ecol\u00f3gicos para a popula\u00e7\u00e3o de plantas, afetando sua demografia ao aumentar a preda\u00e7\u00e3o de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2183\"> <span class=\"screen-reader-text\">Ca\u00e7a que afeta a flora<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[400,54],"tags":[3848,312,1195,3856],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2183"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2183"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2184,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2183\/revisions\/2184"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}