{"id":2204,"date":"2010-12-30T16:29:25","date_gmt":"2010-12-30T19:29:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2204"},"modified":"2010-12-30T16:29:25","modified_gmt":"2010-12-30T19:29:25","slug":"projeto-remunera-proprietario-que-preserva-floresta-e-nascente-de-agua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2204","title":{"rendered":"Projeto remunera propriet\u00e1rio que preserva floresta e nascente de \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Com in\u00edcio em 2006, programa pioneiro na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo cadastrou 13 propriedades que est\u00e3o ajudando a proteger 82 nascentes. Em cinco anos, os propriet\u00e1rios devem receber R$ 790 mil em recursos pela preserva\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">H\u00e1 38 anos o policial militar Antonio Coradello comprou uma \u00e1rea de 16 hectares no meio da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Boror\u00e9-Col\u00f4nia, em Parelheiros, extremo sul da capital paulista. Chegou a plantar &#8220;um pouco de eucalipto&#8221;, mas se arrependeu. &#8220;Eucalipto seca as minas d&#8221; \u00e1gua e n\u00e3o d\u00e1 mais lucro nenhum.&#8221; Mas hoje Coradello, aposentado, recebe em torno de R$ 3,5 mil por ano justamente para preservar as nascentes de sua propriedade: ele j\u00e1 contou tr\u00eas, mas acha que tem outras mais, no meio da Mata Atl\u00e2ntica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Ele \u00e9 um exemplo de gente que, nos limites da maior metr\u00f3pole da Am\u00e9rica Latina, j\u00e1 ganha para preservar remanescentes de floresta e nascentes de \u00e1gua. O dono do S\u00edtio do Sargento \u00e9 um dos beneficiados pelo Projeto O\u00e1sis, pioneiro no pagamento por servi\u00e7os ambientais na regi\u00e3o metropolitana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Na modalidade, agricultores e propriet\u00e1rios de terra s\u00e3o remunerados para manter as nascentes de \u00e1gua e, assim, garantir a produ\u00e7\u00e3o e a qualidade da \u00e1gua dos mananciais &#8211; no caso, a bacia da Represa de Guarapiranga, que abastece mais de 4 milh\u00f5es de pessoas na Grande S\u00e3o Paulo. Com in\u00edcio em 2006, o projeto cadastrou 13 propriedades na regi\u00e3o, que est\u00e3o ajudando a proteger 82 nascentes. Em cinco anos de projeto, os propriet\u00e1rios devem receber um total de R$ 790 mil em recursos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">&#8220;\u00c9 dinheiro que vai diretamente para preserva\u00e7\u00e3o, mostrando que j\u00e1 existe recompensa financeira para quem n\u00e3o desmata e n\u00e3o polui os cursos d&#8221;\u00e1gua&#8221;, conta Carlos Krieck, diretor de \u00e1reas protegidas da Funda\u00e7\u00e3o O Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, respons\u00e1vel pela sele\u00e7\u00e3o das propriedades, que s\u00e3o monitoradas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">O Estado acompanhou um dia de monitoramento, onde as condi\u00e7\u00f5es ambientais das \u00e1reas s\u00e3o avaliadas. Nas trilhas cerradas de Mata Atl\u00e2ntica, n\u00e3o foi dif\u00edcil encontrar dezenas de p\u00e1ssaros, cobras e palmitais &#8211; biodiversidade vibrante na metr\u00f3pole.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Cada propriet\u00e1rio pode receber at\u00e9 R$ 370 por hectare\/ano, mas o c\u00e1lculo leva em conta o controle da eros\u00e3o, a capacidade de produ\u00e7\u00e3o e armazenamento de \u00e1gua e sua qualidade. O S\u00edtio do Sargento, de Coradello, \u00e9 uma das propriedades mais bem avaliadas: hoje o aposentado cultiva gram\u00edneas e arbustos para decora\u00e7\u00e3o, mas 80% das terras est\u00e3o preservadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">&#8220;N\u00e3o quero derrubar, n\u00e3o vale a pena. Mantenho essas terras para ter ar puro para respirar&#8221;, diz o paulistano da Vila Carr\u00e3o, que passa pelo menos metade da semana no s\u00edtio. Ele admite que suas terras ainda d\u00e3o mais despesa do que lucros. Mas faz planos para ganhar ainda mais com a mata em p\u00e9. &#8220;Queria entrar nesse neg\u00f3cio de cr\u00e9ditos de carbono&#8221;, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">O perfil do produtor que conserva suas \u00e1reas \u00e9 diversificado. H\u00e1 desde pequenos sitiantes, propriedades maiores, destinadas quase que integralmente \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e at\u00e9 condom\u00ednios de lazer. \u00c9 o caso da Associa\u00e7\u00e3o Campestre de S\u00e3o Paulo, em uma \u00e1rea de 140 hectares &#8211; a metade do territ\u00f3rio \u00e9 ocupada com remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica. O condom\u00ednio, que fica a uma dist\u00e2ncia de 50 km do centro de S\u00e3o Paulo, restringiu o n\u00famero de associados e incentiva que os propriet\u00e1rios fa\u00e7am o reflorestamento com esp\u00e9cies nativas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">A associa\u00e7\u00e3o recebe ao ano em torno de R$ 20 mil pela preserva\u00e7\u00e3o. Segundo o diretor de gest\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o, Geraldino Ferreira Moreira, os recursos s\u00e3o investidos na manuten\u00e7\u00e3o e melhorias. &#8220;Isso incentiva os associados a manterem suas \u00e1reas intactas&#8221;, conta. O condom\u00ednio at\u00e9 contratou seguran\u00e7as para fazer a ronda na \u00e1rea: al\u00e9m de evitar assaltos, tamb\u00e9m inibe a a\u00e7\u00e3o de ladr\u00f5es de palmito e ca\u00e7adores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">No distrito de Marsilac, tamb\u00e9m na bacia da Guarapiranga, Angelina Helfstein, dona do S\u00edtio Dourado, tamb\u00e9m nem pensa em mexer na mata que circunda sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Ela produz hortali\u00e7as e est\u00e1 transformando sua produ\u00e7\u00e3o em org\u00e2nica, para n\u00e3o contaminar as nascentes. &#8220;Eu nasci aqui. Meu pai j\u00e1 comprou a propriedade pensando em preserva\u00e7\u00e3o&#8221;, diz ela.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">Dentro das duas APAs &#8211; Capivari-Monos e Boror\u00e9-Col\u00f4nia &#8211; existem pelos menos 300 fam\u00edlias de agricultores. Leila, que faz parte do conselho gestor da APA Capivari-Monos, acredita que em poucos anos a preserva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ainda mais rent\u00e1vel. A lei estadual de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, regulamentada neste ano, prev\u00ea recursos para projetos de pagamento por servi\u00e7os ambientais. &#8220;Temos certeza de que est\u00e1 surgindo um novo mercado, que vai reconhecer o agricultor que preserva.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">(Andrea Vialli)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;\">(O Estado de SP, 27\/12)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com in\u00edcio em 2006, programa pioneiro na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo cadastrou 13 propriedades que est\u00e3o ajudando a proteger 82 nascentes. 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