{"id":2339,"date":"2011-01-19T09:52:26","date_gmt":"2011-01-19T12:52:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2339"},"modified":"2011-05-14T22:08:00","modified_gmt":"2011-05-15T01:08:00","slug":"conservacao-internacional-lanca-publicacao-que-coloca-em-xeque-a-necessidade-da-construcao-de-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2339","title":{"rendered":"Conserva\u00e7\u00e3o Internacional lan\u00e7a publica\u00e7\u00e3o que coloca em xeque a necessidade da constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte"},"content":{"rendered":"<p>Na imin\u00eancia da concess\u00e3o da licen\u00e7a ambiental pelo Ibama da  usina de Belo Monte, a Conserva\u00e7\u00e3o Internacional lan\u00e7a a publica\u00e7\u00e3o  eletr\u00f4nica Pol\u00edtica Ambiental: A usina de Belo Monte em pauta, na qual  jornalistas brasileiros experientes, que atuam em diferentes regi\u00f5es,  entrevistam Philip Fearnside,  pesquisador-titular do Instituto Nacional  de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa).<\/p>\n<p>O objetivo da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 elucidar os leitores, com base nas  perguntas dos jornalistas que refletem os questionamentos de toda a  sociedade brasileira, sobre o contexto, as implica\u00e7\u00f5es e as  controv\u00e9rsias em torno da constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte, sob os  aspectosecon\u00f4micos, sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Para entrevistar Fearnside, a Conserva\u00e7\u00e3o Internacional  convidou os jornalistas Andr\u00e9 Trigueiro, da Globo News; Bettina Barros,  do jornal Valor Econ\u00f4mico;  Herton Escobar, do Estado de S. Paulo; Verena Glass, da ONG Rep\u00f3rter  Brasil; Manuel Dutra, professor de jornalismo da Universidade Federal do  Par\u00e1 e da Universidade da Amaz\u00f4nia; Ana Ligia Scachetti, diretora de  comunica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica; e Hebert Regis de Oliveira,  coordenador de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto de Biodiversidade e  Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Oeste da Bahia (Bioeste).<\/p>\n<p><strong>\u2018Mentira institucionalizada\u2019<\/strong> \u2013 A argumenta\u00e7\u00e3o  cient\u00edfica s\u00f3lida de Fearnside, um dos cinco pesquisadores brasileiros  da \u00e1rea ambiental mais citados internacionalmente e integrante do painel  de especialistas que analisou o EIA-Rima de Belo Monte, deixa claro que  o projeto analisado pelo Ibama \u00e9 economicamente invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cO projeto oficial \u2013 no qual haver\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de apenas uma  barragem \u2013 mostrou-se totalmente invi\u00e1vel economicamente pela an\u00e1lise  detalhada feita pela ONG Conserva\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica (CSF, da sigla em  ingl\u00eas). Ou seja, a afirma\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o ser\u00e3o constru\u00eddas outras  barragens a montante de Belo Monte \u00e9 uma mentira institucionalizada. A  l\u00f3gica leva \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de barragens rio acima, come\u00e7ando com a  Babaquara\/Altamira, que ocuparia 6.140 km2, sendo grande parte em terra  ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n<p>Assim como aponta Fearnside na entrevista, a Conserva\u00e7\u00e3o  Internacional (CI-Brasil) acredita que o EIA-Rima realizado pelo Ibama  n\u00e3o reflete a realidade dos impactos biol\u00f3gicos e sociais que  acontecer\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o da usina. A CI-Brasil acredita que o  projeto apresentado \u00e0 sociedade neste momento, al\u00e9m de omitir as  barragens a montante que dever\u00e3o ser necess\u00e1rias para dar viabilidadeecon\u00f4mica  \u00e0 obra, n\u00e3o prev\u00ea os impactos da redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis da \u00e1gua do rio  Xingu e do rebaixamento do len\u00e7ol fre\u00e1tico, que podem causar extin\u00e7\u00e3o  local de esp\u00e9cies, destrui\u00e7\u00e3o da floresta aluvial e, principalmente,  provocar a escassez de pesca, a principal fonte de alimentos para a  popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena da bacia do Xingu, amea\u00e7ando a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA obra ter\u00e1 impactos em um raio de 3 mil km de dist\u00e2ncia da usina,  colocando em risco a seguran\u00e7a alimentar das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, o que  pode provocar a perda da grande diversidade cultural existente na bacia  do Xingu, onde vivem 20 mil \u00edndios de 28 etnias que ser\u00e3o direta ou  indiretamente afetados\u201d, afirma  Paulo Gustavo Prado, diretor de  Pol\u00edtica Ambiental da CI-Brasil.Outros problemas apontados pela  Conserva\u00e7\u00e3o Internacional e por Fearnside s\u00e3o a pouca credibilidade do  processo de consultas p\u00fablicas e de licenciamento da usina, j\u00e1 que todo o  corpo t\u00e9cnico do Ibama se posicionou contra a licen\u00e7a. Al\u00e9m disso, a  usina alagar\u00e1 cerca de 50% da \u00e1rea urbana de Altamira e mais de mil  im\u00f3veis rurais de tr\u00eas munic\u00edpios, num total de 100 mil hectares, sendo  que de 20 a 40 mil pessoas ser\u00e3o desalojadas pela obra.<\/p>\n<p><strong>Em Pol\u00edtica Ambiental<\/strong> \u2013 A usina de Belo Monte em  pauta, Fearnside cita uma s\u00e9rie de alternativas que poderiam garantir a  seguran\u00e7a energ\u00e9tica do Brasil para os pr\u00f3ximos anos sem a necessidade  da constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte. Dentre elas, ele aponta os investimentos em  efici\u00eancia energ\u00e9tica e em fontes limpas de energia, como a solar e a  e\u00f3lica, al\u00e9m de pequenas usinas hidrel\u00e9tricas como forma de evitar  grandes impactos em \u00e1reas que, sob os aspectos sociais e ambientais, s\u00e3o  inapropriadas para empreendimentos deste porte. <em><\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: Conserva\u00e7\u00e3o Internacional<\/em><\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9652px;left:-4478px;\"><a href=\"http:\/\/blog.swap-bot.com\/the-crazies-dvd\">the crazies on dvd<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na imin\u00eancia da concess\u00e3o da licen\u00e7a ambiental pelo Ibama da usina de Belo Monte, a Conserva\u00e7\u00e3o Internacional lan\u00e7a a publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica Pol\u00edtica Ambiental: A usina de Belo Monte em pauta, na qual jornalistas brasileiros experientes, que atuam em diferentes regi\u00f5es, entrevistam Philip Fearnside, pesquisador-titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa). 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