{"id":2363,"date":"2011-01-21T10:43:09","date_gmt":"2011-01-21T13:43:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2363"},"modified":"2011-05-18T10:29:44","modified_gmt":"2011-05-18T13:29:44","slug":"ecologia-e-economia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2363","title":{"rendered":"Ecologia e economia"},"content":{"rendered":"<p>Em meio a incertezas na economia, modelos de redes biol\u00f3gicas podem  oferecer pistas valiosas para tentar compreender o sistema financeiro e  seus riscos, indica artigo publicado nesta quinta-feira (20) pela  revista Nature.<\/p>\n<p>Segundo os autores, Andrew Haldane, do Bank of England, e Robert May,  da Universidade Oxford, na Inglaterra, os respons\u00e1veis pela defini\u00e7\u00e3o  de pol\u00edticas p\u00fablicas precisam se concentrar em avaliar os riscos e  aumentar a estabilidade do sistema financeiro como um todo, em vez de  focar apenas em bancos individuais com mais problemas.<\/p>\n<p>O artigo explora a rela\u00e7\u00e3o entre a complexidade e a estabilidade do  sistema financeiro por meio do uso de modelos simplificados \u2013  semelhantes aos usados em estudos ecol\u00f3gicos e epidemiol\u00f3gicos \u2013 de modo  a explicar como o fracasso em um \u00fanico banco pode ter efeito em cascata  por todo o sistema.<\/p>\n<p>\u201cAo estabelecer analogias com as din\u00e2micas de teias alimentares e com  as redes pelas quais as doen\u00e7as infecciosas se espalham, n\u00f3s exploramos  a interrela\u00e7\u00e3o entre complexidade e estabilidade em modelos  simplificados de redes financeiras\u201d, dizem os autores.<\/p>\n<p>Haldane e May oferecem sugest\u00f5es, a partir do uso desses modelos,  para se atingir a estabilidade no sistema banc\u00e1rio como um todo, ao  mesmo tempo em que seus integrantes possam crescer individualmente.  Ampliar a diversidade e o car\u00e1ter modular do sistema s\u00e3o dois exemplos.<\/p>\n<p>Outro ponto importante, apontam, s\u00e3o estabelecer regras eficientes  para que os ativos e patrim\u00f4nios l\u00edquidos dos bancos, bem como  derivativos financeiros complexos \u2013 instrumentos considerados de papel  importante na crise financeira \u2013, possam ser conhecidos e compreendidos.<\/p>\n<p>\u201cAo se regular o sistema financeiro, pouco esfor\u00e7o tem sido feito no  sentido de se avaliar as caracter\u00edsticas do sistema como um todo, como a  diversidade de sua balan\u00e7a agregada e dos modelos de gerenciamento de  risco\u201d, apontam.<\/p>\n<p>\u201cMenos esfor\u00e7os ainda t\u00eam sido alocados para fornecer incentivos  regulat\u00f3rios de modo a promover a diversidade de estruturas de balan\u00e7o,  modelos de neg\u00f3cio e de gerenciamento de riscos. Para reconstruir e  manter o sistema financeiro, esses objetivos deveriam receber muito mais  aten\u00e7\u00e3o da comunidade reguladora\u201d, afirmam.<\/p>\n<p>Segundo os autores, os modelos ecol\u00f3gicos precisaram de um tempo para  se adaptar e \u201co mesmo deve ocorrer para os sistemas banc\u00e1rio e  financeiro\u201d.<\/p>\n<p>O artigo Systemic risk in banking ecosystems  (doi:10.1038\/nature09659), de Haldane e May, pode ser lido por  assinantes da Nature em www.nature.com.<em> <\/em><\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10746px;left:-5434px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/film-lawrence-of-arabia\">film hd download<\/a><\/div>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a incertezas na economia, modelos de redes biol\u00f3gicas podem oferecer pistas valiosas para tentar compreender o sistema financeiro e seus riscos, indica artigo publicado nesta quinta-feira (20) pela revista Nature. 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