{"id":2407,"date":"2011-02-02T13:19:28","date_gmt":"2011-02-02T16:19:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2407"},"modified":"2011-05-15T15:42:20","modified_gmt":"2011-05-15T18:42:20","slug":"energia-eolica-no-mundo-cresce-de-vento-em-popa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2407","title":{"rendered":"Energia e\u00f3lica no mundo cresce de vento em popa"},"content":{"rendered":"<p>Para Dom Quixote, os moinhos de vento eram criaturas amea\u00e7adoras, cheias de bra\u00e7os e nas quais n\u00e3o de podia confiar. Do s\u00e9culo 17 para c\u00e1, a imagem dos cata-ventos melhorou muito, e hoje, mais do que moer farinha, eles fornecem quantidades generosas de energia limpa. Segundo dados do Relat\u00f3rio Mundial de Energia E\u00f3lica, o vento gerou cerca de 340 terawatts-hora de energia no mundo em 2009, o suficiente para abastecer a It\u00e1lia durante um ano.<\/p>\n<p>A maioria das turbinas e\u00f3licas sempre se concentrou na Europa, onde desde cedo houve tecnologia e vontade pol\u00edtica para investir em tecnologias limpas. Mas o potencial est\u00e1 se esvaindo. Atualmente, apenas 27% dos novos cata-ventos foram instalados na Europa, deixando o continente em terceiro lugar no ranking de energia e\u00f3lica.<\/p>\n<p>O crescimento mais acelerado \u00e9 verificado na \u00c1sia. O continente assumiu a dianteira na produ\u00e7\u00e3o e\u00f3lica mundial e em 2009 foi respons\u00e1vel por 40% de todos os novos cata-ventos instalados. A maioria deles est\u00e1 na China, onde o n\u00famero de turbinas duplicou pelo quarto ano consecutivo. \u201cO governo reconheceu que a energia e\u00f3lica \u00e9 barata, renov\u00e1vel e limpa\u201d, explica Stefan Gs\u00e4nger, secret\u00e1rio-geral da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Energia E\u00f3lica (WWEA). Al\u00e9m disso, a tecnologia pode ser facilmente exportada. Hoje a China est\u00e1 entre os cinco maiores fabricantes de turbinas e\u00f3licas do mundo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de grandes parques e\u00f3licos, na \u00c1sia tamb\u00e9m s\u00e3o instalados microparques e\u00f3licos, especialmente em zonas rurais sem acesso \u00e0 rede el\u00e9trica. Pequenos cata-ventos com gera\u00e7\u00e3o de at\u00e9 2KWh custam de 800 a mil euros e podem abastecer um vilarejo inteiro. J\u00e1 existem cerca de 400 mil microssistemas como esse. E como na China muitos milh\u00f5es de pessoas ainda vivem sem energia, esse n\u00famero pode aumentar para mais de um milh\u00e3o em um futuro pr\u00f3ximo, estima a WWEA.<\/p>\n<p><strong>Concorr\u00eancia \u201cverde\u201d<\/strong> \u2013 Na Am\u00e9rica do Sul, a utiliza\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica se desenvolve mais lentamente. \u201cIsso acontece, entre outros motivos, porque a Am\u00e9rica Latina tem grande parte de sua matriz abastecida por energia hidroel\u00e9trica, e assim disp\u00f5e tamb\u00e9m de energia comparavelmente limpa\u201d, explica Trudy K\u00f6nemund, da Sociedade Alem\u00e3 de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica (GTZ) no Chile. Apenas 2% das novas instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas s\u00e3o constru\u00eddas na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Para Ralf Heidenreich, porta-voz da desenvolvedora de projetos Juwi, os problemas est\u00e3o principalmente na implanta\u00e7\u00e3o. Embora haja potencial, \u201cas condi\u00e7\u00f5es para construir novas usinas ainda precisam melhorar um pouco\u201d. A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada por Stefan Gs\u00e4nger. Muitos projetos no passado teriam sido adiados por causa de corrup\u00e7\u00e3o e porque o setor energ\u00e9tico tradicional trabalharia contra os projetos de energia renov\u00e1vel. Mesmo assim, existem cada vez mais usinas e\u00f3licas na Am\u00e9rica Latina, 44 delas no Brasil. O M\u00e9xico quintuplicou o n\u00famero de turbinas em 2009. O Chile est\u00e1 em terceiro lugar, com seis usinas j\u00e1 constru\u00eddas e outras 20 em planejamento.<\/p>\n<p><strong>Energia e\u00f3lica para a \u00c1frica<\/strong> <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10293px;left:-4124px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/how-to-train-your-dragon-full-movie\">how to train your dragon film download high quality<\/a><\/div>\n<p>  \u2013 No continente africano quase n\u00e3o h\u00e1 turbinas e\u00f3licas. A taxa de crescimento nos \u00faltimos anos \u00e9 insignificante. O principal motivo \u00e9 a falta de infra-estrutura, explica Ralf Heidenreich. \u201cA energia precisa ser canalizada de alguma forma\u201d. Esse problema pode abrir caminho para os pequenos cata-ventos, como os que existem na \u00c1sia, espera Stefan Gs\u00e4nger da WWEA. Al\u00e9m disso, o continente africano sofre com a falta de tecnologia e, principalmente, recursos.<\/p>\n<p>Egito e Marrocos s\u00e3o os principais produtores de energia e\u00f3lica no continente. No Egito j\u00e1 existem empresas que fabricam componentes para turbinas. \u201c\u00c9 importante desenvolver uma cadeia produtiva no pr\u00f3prio pa\u00eds\u201d, explica Gs\u00e4nger. \u201cAssim as usinas e\u00f3licas podem ter uma vantagem em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a WWEA, a pot\u00eancia gerada pelas usinas e\u00f3licas no mundo duplica a cada tr\u00eas anos. Um desenvolvimento que com certeza deixaria Dom Quixote de cabelo em p\u00e9. Mas no mundo real do s\u00e9culo 21, esse \u00e9 o caminho para um mundo sem combust\u00edveis f\u00f3sseis. <em>(Fonte: Folha.com)<\/em><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Dom Quixote, os moinhos de vento eram criaturas amea\u00e7adoras, cheias de bra\u00e7os e nas quais n\u00e3o de podia confiar. Do s\u00e9culo 17 para c\u00e1, a imagem dos cata-ventos melhorou muito, e hoje, mais do que moer farinha, eles fornecem quantidades generosas de energia limpa. 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