{"id":2461,"date":"2011-02-07T09:08:46","date_gmt":"2011-02-07T12:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2461"},"modified":"2011-05-17T07:24:34","modified_gmt":"2011-05-17T10:24:34","slug":"impacto-do-calor-sobre-as-geleiras-e-mais-complicado-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2461","title":{"rendered":"Impacto do calor sobre as geleiras \u00e9 mais complicado do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p>Ver\u00f5es mais quentes podem, paradoxalmente, diminuir a velocidade com que as geleiras correm para o mar, sugere um novo estudo.<\/p>\n<p>Com importantes implica\u00e7\u00f5es nas estimativas da eventual futura subida do n\u00edvel da \u00e1gua do mar, este estudo usou dados do mais antigo sat\u00e9lite ambiental da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA),<\/p>\n<p><strong>Teoria que se vai<\/strong> \u2013 Os cientistas verificaram que, nos \u00faltimos anos, as geleiras da Groenl\u00e2ndia t\u00eam caminhado para o mar a velocidades superiores \u00e0s do passado \u2013 um fato que vinha sendo atribu\u00eddo, em parte, \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da temperatura global, que derreteria a superf\u00edcie das camadas de gelo.<\/p>\n<p>A teoria era de que a \u00e1gua derretida na superf\u00edcie escorreria at\u00e9 a base do glaciar, atrav\u00e9s de fendas e buracos. Assim, teorizava-se que esta \u00e1gua iria lubrificar a base da geleira, empurrando-a mais rapidamente em dire\u00e7\u00e3o ao mar.<\/p>\n<p>No entanto, a acelera\u00e7\u00e3o do escoamento do gelo durante o ver\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno dif\u00edcil de modelar em computador, o que levou a incertezas nas proje\u00e7\u00f5es da eventual eleva\u00e7\u00e3o no n\u00edvel das \u00e1guas do mar.<\/p>\n<p>O artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o desta semana da revista Nature explica que o aumento do ritmo de fus\u00e3o das geleiras pode estar na realidade retardando o seu deslizamento.<\/p>\n<p><strong>Processo mais complicado<\/strong> \u2013 Andrew Shepherd, professor na Universidade de Leeds, no Reino Unido, que conduziu o estudo disse: \u201cPensava-se que o aumento da fus\u00e3o iria acelerar o escoamento, levando a que os len\u00e7\u00f3is de gelo recuassem mais rapidamente, mas a nossa investiga\u00e7\u00e3o sugere que o processo \u00e9 mais complicado.\u201d<\/p>\n<p>O estudo baseou-se em seis geleiras terrestres do sudoeste da Groenl\u00e2ndia, a partir de dados de radar do sat\u00e9lite ERS-1, recolhidos de 1992 a 1998. Este per\u00edodo incluiu ver\u00f5es particularmente quentes na Groenl\u00e2ndia, sendo que 1998 foi o mais quente de todos.<\/p>\n<p>\u201cUsamos dados do ERS-1 e uma t\u00e9cnica chamada rastreamento de intensidade, durante per\u00edodos de 35 dias, para estimar a velocidade com que as geleiras se deslocavam ao longo do per\u00edodo do estudo,\u201d explica Shepherd.<\/p>\n<p>\u201cA nossa investiga\u00e7\u00e3o sugere que aumentos no degelo na superf\u00edcie podem n\u00e3o alterar a taxa de deslizamento [da geleira]. No entanto, isto n\u00e3o quer dizer que as camadas de gelo estejam a salvo das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, uma vez que altera\u00e7\u00f5es no degelo oce\u00e2nico tamb\u00e9m desempenham um papel importante.\u201d<\/p>\n<p><strong>Drenagem eficiente<\/strong> \u2013 As observa\u00e7\u00f5es do ERS-1 mostraram, que apesar de a velocidade inicial ser semelhante em todos os anos, o glaciar sofreu um impressionante atraso nos anos mais quentes, quando havia mais \u00e1gua derretida.<\/p>\n<p>A equipe atribui este fato a uma drenagem subglacial eficiente durante as esta\u00e7\u00f5es quentes do degelo \u2013 um processo que se observa normalmente nos sistemas glaciares alpinos.<\/p>\n<p>Apesar de ainda haver muito a descobrir sobre a din\u00e2mica do movimento das geleiras, estas novas descobertas devem ser levadas em conta na avalia\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o dos gelos da Groenl\u00e2ndia para a eventual subida do n\u00edvel da \u00e1gua do mar em raz\u00f5es das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e eventualmente atribu\u00eddas ao aquecimento global.<\/p>\n<p><strong>Sat\u00e9lites ERS<\/strong> \u2013 Lan\u00e7ado em 1991, o ERS-1 foi o primeiro sat\u00e9lite de radar da Europa dedicado ao monitoramento ambiental.<\/p>\n<p>O sucesso desta primeira miss\u00e3o forneceu as bases do monitoramento remoto que os cientistas acabaram por considerar a ferramenta essencial para desvendar as complexidades do funcionamento da Terra.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9873px;left:-4219px;\"><a href=\"http:\/\/www.universalwwe.es\/download-online-the-green-hornet\">the green hornet download dvdrip<\/a><\/div>\n<p>O ERS-1, e seu irm\u00e3o mais velho, o ERS-2, mostraram-se miss\u00f5es importantes e inovadoras.<\/p>\n<p>Para tirar o m\u00e1ximo partido da extraordin\u00e1ria informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica resultante dos dados do ERS, a ESA est\u00e1 avaliando a possibilidade de haver uma fase adicional do ERS-2 dedicada ao monitoramento do gelo, antes do fim da miss\u00e3o, em meados de 2011.<\/p>\n<p>Fonte: Ambiente Brasil<em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ver\u00f5es mais quentes podem, paradoxalmente, diminuir a velocidade com que as geleiras correm para o mar, sugere um novo estudo. 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