{"id":2489,"date":"2011-02-08T10:34:52","date_gmt":"2011-02-08T13:34:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2489"},"modified":"2011-02-08T10:34:52","modified_gmt":"2011-02-08T13:34:52","slug":"mata-atlantica-tem-80-de-sua-area-em-terras-privadas-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2489","title":{"rendered":"Mata Atl\u00e2ntica tem 80% de sua \u00e1rea em terras privadas, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Levantamento revela que pelo menos 17 milh\u00f5es de hectares do bioma est\u00e3o sem prote\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Mais amea\u00e7ado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e3o concentrados nas m\u00e3os de propriet\u00e1rios privados, o que torna o bioma mais suscet\u00edvel a desmatamentos &#8211; principalmente se for adiante a proposta de altera\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, que tramita no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 no Pa\u00eds pelo menos 17 milh\u00f5es de hectares que descumprem as premissas do atual C\u00f3digo Florestal e podem ser recuperados. S\u00e3o \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APPs), como margens de rios e topos de morros e de reserva legal nas propriedades agr\u00edcolas. Caso seja reduzida a \u00e1rea destinada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o permanente, como prev\u00ea a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o Pa\u00eds n\u00e3o cumprir\u00e1 os compromissos internacionais firmados em outubro na Conven\u00e7\u00e3o de Biodiversidade da ONU, realizada em Nagoya, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o que mostra o estudo Conven\u00e7\u00e3o sobre Biodiversidade Biol\u00f3gica &#8211; Metas 2010 Mata Atl\u00e2ntica, elaborado pela ONG WWF-Brasil e o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica e apresentado ontem, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O principal desafio hoje para a recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 reverter a proposta de mudan\u00e7a no C\u00f3digo Florestal. Se isso ocorrer, como querem entidades ligadas ao agroneg\u00f3cio, n\u00e3o cumpriremos a meta firmada em Nagoya de proteger 17% do bioma at\u00e9 2020&#8221;, afirma Cl\u00e1udio Maretti, superintendente de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ele explica que na situa\u00e7\u00e3o atual o Pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o cumpriria o acordo, pois o bioma est\u00e1 restrito a 7,9% da cobertura original, num total de 102 mil km\u00b2. Quando o Brasil foi descoberto, em 1500, a Mata Atl\u00e2ntica cobria nada menos que 1,3 milh\u00e3o de km\u00b2, em toda a sua extens\u00e3o. O bioma \u00e9 importante tamb\u00e9m por abrigar 65% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Brasil &#8211; muitas s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 existem no bioma.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para o WWF-Brasil, uma das maneiras de aumentar a prote\u00e7\u00e3o do bioma \u00e9 estimular a cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o em \u00e1reas privadas. Hoje existem 627 reservas privadas (RPPNs) de Mata Atl\u00e2ntica em todo o Pa\u00eds, que protegem 0,1% do bioma. Parques nacionais e estaduais somam apenas 2,3% da \u00e1rea protegida da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Os propriet\u00e1rios privados s\u00e3o fundamentais para se resguardar o que resta da floresta. Mas praticamente n\u00e3o existe pol\u00edtica p\u00fablica para incentivar a cria\u00e7\u00e3o de reservas particulares&#8221;, diz Luciana Sim\u00f5es, coordenadora do Programa Mata Atl\u00e2ntica do WWF-Brasil. Ela tamb\u00e9m defende o uso de ferramentas econ\u00f4micas para estimular a preserva\u00e7\u00e3o, como o pagamento a agricultores que preservarem seus remanescentes de floresta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>S\u00f3 em S\u00e3o Paulo, existem73 mil hectares de remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica que podem ser transformados em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o. Segundo Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica, h\u00e1 no Estado \u00e1reas ainda intocadas do bioma.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da mata que abriga as nascentes do Rio Paranapanema, na regi\u00e3o de Cap\u00e3o Bonito, no sudeste do Estado. &#8220;\u00c9 uma \u00e1rea bastante preservada, que abriga nascentes e esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como o cachorro-vinagre. Tamb\u00e9m h\u00e1 um casal de on\u00e7as-pintadas vivendo l\u00e1&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lino explica que a Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 hoje a maior dentre todas as 564 Reservas da Biosfera reconhecidas pela Unesco em 109 pa\u00edses. &#8220;A Mata Atl\u00e2ntica est\u00e1 entre as 35 \u00e1reas priorit\u00e1rias do mundo.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Outro levantamento divulgado nesta semana, pela ONG Conserva\u00e7\u00e3o Internacional, apontou a Mata Atl\u00e2ntica como o quinto mais amea\u00e7ado do mundo, atr\u00e1s apenas de florestas localizadas na Nova Zel\u00e2ndia, Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia e Filipinas.<\/p>\n<p>(Andrea Vialli)<\/p>\n<p>(O Estado de SP, 5\/2)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento revela que pelo menos 17 milh\u00f5es de hectares do bioma est\u00e3o sem prote\u00e7\u00e3o Mais amea\u00e7ado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e3o concentrados nas m\u00e3os de propriet\u00e1rios privados, o que torna o bioma mais suscet\u00edvel a desmatamentos &#8211; principalmente se for adiante a proposta de altera\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, que tramita &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2489\"> <span class=\"screen-reader-text\">Mata Atl\u00e2ntica tem 80% de sua \u00e1rea em terras privadas, mostra estudo<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[41,43],"tags":[3800,3801,1335],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2489"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2489"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2489\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2490,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2489\/revisions\/2490"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}