{"id":2551,"date":"2011-02-10T10:02:25","date_gmt":"2011-02-10T13:02:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2551"},"modified":"2011-05-14T19:22:35","modified_gmt":"2011-05-14T22:22:35","slug":"cientistas-desvendam-misterios-de-florestas-fossilizadas-na-antartida","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=2551","title":{"rendered":"Cientistas desvendam mist\u00e9rios de florestas fossilizadas na Ant\u00e1rtida"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas que estudam f\u00f3sseis de plantas e animais encontrados na Ant\u00e1rtida descobriram que esses seres possu\u00edam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver v\u00e1rios meses no escuro.<\/p>\n<p>Segundo teorias, no per\u00edodo em que essas criaturas viveram, cem milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, a Terra estava \u00e0 beira de um aquecimento extremo.<\/p>\n<p>As calotas de gelo que tinham coberto os polos haviam praticamente derretido, permitindo que amplas florestas crescessem no local.<\/p>\n<p>Hoje, com o aumento nas m\u00e9dias de temperatura registradas no Continente Ant\u00e1rtico, os cientistas n\u00e3o descartam a possibilidade de que plantas voltem a florescer na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Passado subtropical<\/strong> \u2013 Uma das primeiras pessoas a encontrar evid\u00eancias de florestas ant\u00e1rticas foi o conhecido explorador brit\u00e2nico Robert Falcon Scott. Retornando do Polo Sul, em 1912, ele encontrou f\u00f3sseis de plantas na geleira Beardmore.<\/p>\n<p>O peso adicional dos esp\u00e9cimes pode ter contribu\u00eddo para a sua tr\u00e1gica morte \u2013 Scott morreu congelado dias depois de alcan\u00e7ar o Polo Sul -, mas revelou ao mundo o passado sub-tropical do continente.<\/p>\n<p>A pesquisadora Jane Francis, da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, seguiu os passos de Scott, passando dez temporadas na Ant\u00e1rtida coletando f\u00f3sseis de plantas. \u201cAinda acho incrivelmente fascinante a ideia de que a Ant\u00e1rtida foi um dia coberta de florestas\u201d, disse Francis \u00e0 BBC. \u201cTemos como certo que a Ant\u00e1rtida sempre foi uma vastid\u00e3o gelada, mas as calotas de gelo s\u00e3o, em termos de hist\u00f3ria geol\u00f3gica, relativamente recentes.\u201d<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10072px;left:-5633px;\"><a href=\"http:\/\/blog.swap-bot.com\/online-i-am-number-four\">i am number four full hd<\/a><\/div>\n<p>Uma das mais incr\u00edveis descobertas da cientista foi feita nas Montanhas Transant\u00e1rticas, n\u00e3o muito longe de onde Scott encontrou seus f\u00f3sseis. \u201cEst\u00e1vamos no alto dos picos gelados quando encontramos uma camada de sedimento cheia de folhas fr\u00e1geis e gravetos.\u201d<\/p>\n<p>Mais tarde, a equipe descobriu que esses f\u00f3sseis eram restos de arbustos de faia (\u00e1rvore t\u00edpica de climas temperados). Com idade em torno de cinco milh\u00f5es de anos, os arbustos estavam entre as \u00faltimas plantas a viver no continente antes do seu resfriamento.<\/p>\n<p>Outros f\u00f3sseis revelam que florestas verdadeiramente subtropicais existiram na Ant\u00e1rtida em per\u00edodos anteriores, durante a chamada \u201cera dos dinossauros\u201d, quando n\u00edveis muito mais altos de g\u00e1s carb\u00f4nico provocaram um per\u00edodo de aquecimento global extremo no planeta.<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea voltar cem milh\u00f5es de anos no tempo, a Ant\u00e1rtida estava coberta de florestas (de \u00e1rvores) altas, semelhantes \u00e0s que existem hoje na Nova Zel\u00e2ndia\u201d, disse \u00e0 BBC Vanessa Bowman, colega de Francis na Universidades de Leeds. \u201cEncontramos com frequ\u00eancia troncos fossilizados que devem ter vindo de \u00e1rvores muito grandes.\u201d<\/p>\n<p><strong>Longas noites<\/strong> \u2013 Para os especialistas, a caracter\u00edstica mais intrigante e bizarra das florestas polares era sua capacidade de sobreviver a longos invernos, onde a noite dura meses, e aos ver\u00f5es sem fim, quando o sol brilha \u00e0 meia-noite.<\/p>\n<p>O cientista David Beerling, da Universidade de Sheffield, no norte do pa\u00eds, explica qual foi o desafio que essas esp\u00e9cies tiveram de enfrentar: \u201cDurante per\u00edodos prolongados de escurid\u00e3o no inverno quente, as \u00e1rvores consomem seu estoque de nutrientes\u201d, ele disse. Mas se isso continua por tempo muito longo, elas v\u00e3o acabar \u201cpassando fome\u201d, disse Beerling \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>Para entender como as \u00e1rvores sobreviveram a essas condi\u00e7\u00f5es extremas, Beerling fez um experimento. Entre as plantas que um dia viveram na Ant\u00e1rtida est\u00e1 a esp\u00e9cie Ginkgo biloba, que por viver at\u00e9 hoje \u00e9 considerada um f\u00f3ssil vivo.<\/p>\n<p>\u201cO que fizemos foi plantar mudas dessas plantas em estufas sem luz onde pudemos simular as condi\u00e7\u00f5es de luz da Ant\u00e1rtida\u201d, disse Beerling. \u201cTamb\u00e9m aumentamos a temperatura e as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 para obter as mesmas condi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>O experimento demonstrou que as \u00e1rvores podem sobreviver incrivelmente bem a esse ambiente estranho. Embora usem seus estoques de alimento no inverno, elas compensam as perdas porque s\u00e3o capazes de fazer a fotoss\u00edntese 24 horas por dia no ver\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dinossauros no escuro<\/strong> \u2013 Outros f\u00f3sseis encontrados mostram que dinossauros tamb\u00e9m habitaram a regi\u00e3o. O especialista em dinossauros Thomas Rich, do Victoria Museum, na Australia, encontrou v\u00e1rios exemplares desses f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico esqueleto de dinossauro completo que encontramos (na regi\u00e3o) \u00e9 o Leaellynasaura. O que \u00e9 realmente incomum sobre esse esp\u00e9cime \u00e9 o cr\u00e2nio. Ele indica que o animal tinha l\u00f3bulos \u00f3pticos maiores\u201d, ele explicou.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, isso indica que os dinossauros polares podem ter possu\u00eddo uma vis\u00e3o noturna extremamente desenvolvida e, portanto, estavam bem adaptados para encontrar alimento e sobreviver aos prolongados invernos ant\u00e1rticos.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00e1rtida \u201cesmeralda\u201d<\/strong> \u2013 Hoje, len\u00e7\u00f3is de gelo com espessura de tr\u00eas quil\u00f4metros cobrem uma regi\u00e3o que um dia foi habitada por florestas e dinossauros. Entretanto, registros geol\u00f3gicos oferecem provas irrefut\u00e1veis de que, em toda a hist\u00f3ria do planeta, v\u00eam ocorrendo flutua\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas no clima do Polo Sul.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 50 anos, a temperatura na Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica subiu em torno de 2,8 graus Celsius, um aquecimento mais r\u00e1pido do que em qualquer outra parte do mundo. Se esse aquecimento continuar, os cientistas n\u00e3o descartam a possibilidade de que o Continente Ant\u00e1rtico volte a ter a cor verde esmeralda.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 poss\u00edvel\u201d, disse Francis \u00e0 BBC. \u201cEntretanto, isso implica que esp\u00e9cies de plantas sejam capazes de migrar pelo Oceano do Sul, vindas de lugares como a Am\u00e9rica do Sul ou a Austr\u00e1lia.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Ambiente Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas que estudam f\u00f3sseis de plantas e animais encontrados na Ant\u00e1rtida descobriram que esses seres possu\u00edam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver v\u00e1rios meses no escuro. Segundo teorias, no per\u00edodo em que essas criaturas viveram, cem milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, a Terra estava \u00e0 beira de um aquecimento extremo. 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