{"id":343,"date":"2009-04-05T12:49:08","date_gmt":"2009-04-05T15:49:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=343"},"modified":"2011-03-29T06:07:09","modified_gmt":"2011-03-29T09:07:09","slug":"predios-%e2%80%9cverdes%e2%80%9d-ganham-mercado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=343","title":{"rendered":"Pr\u00e9dios \u201cverdes\u201d ganham mercado"},"content":{"rendered":"<p class=\"gravata\">Obras com projetos para economizar \u00e1gua e energia, e que usam materiais de origem sustent\u00e1vel come\u00e7am a sair das pranchetas. E os especialistas garantem: ao longo do tempo, o investimento compensa<\/p>\n<p class=\"gravata\">Aos poucos, as chamadas \u201cconstru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis\u201d come\u00e7am a ganhar terreno no Brasil. Nem tanto pelos raros incentivos governamentais; um pouco por preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e pela vantagem de mercado que ela proporciona; e muito por uma quest\u00e3o que interessa a todo empres\u00e1rio: na ponta do l\u00e1pis, os \u201cpr\u00e9dios verdes\u201d d\u00e3o menos despesa. Podem at\u00e9 custar mais caro no come\u00e7o, mas depois reduzem consideravelmente as faturas de \u00e1gua e luz.<\/p>\n<p>Quatro edif\u00edcios brasileiros j\u00e1 t\u00eam a certifica\u00e7\u00e3o LEED (Lideran\u00e7a em Design Energ\u00e9tico e Ambiental, na sigla em ingl\u00eas), a mais famosa do mundo, concedida pelo United States Green Building Council (USGBC), o conselho norte-americano de \u201cconstru\u00e7\u00f5es verdes\u201d. Outros 55 pr\u00e9dios, em constru\u00e7\u00e3o ou projeto, se habilitaram. H\u00e1 tr\u00eas curitibanos na lista. Um deles \u00e9 o Curitiba Office Park, que a Th\u00e1 Engenharia est\u00e1 erguendo \u00e0s margens da Linha Verde. Os outros dois, o Mariano Torres Corporate e o Aroeira Office Park, que solicitaram registro recentemente, ainda n\u00e3o foram lan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Para muitas empresas, interessa exibir a seus clientes um selo que ateste seu comprometimento com a responsabilidade ambiental. Mas um bom projeto n\u00e3o precisa, necessariamente, de certifica\u00e7\u00e3o \u2013 e, com ou sem esse aval, empreendimentos do g\u00eanero pipocam Brasil afora. \u201cHoje n\u00e3o se fala mais em projetos imobili\u00e1rios de porte sem que estejam muito claros todos os aspectos da sustentabilidade\u201d, diz Frederico Carstens, diretor de sustentabilidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Escrit\u00f3rios de Arquitetura (AsBea) no Paran\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Em Curitiba, um dos exemplos mais recentes \u00e9 o do hipermercado Condor da Avenida das Torres, aberto em dezembro. Desenhada pelo arquiteto Waldeny Fiuza, a loja usa l\u00e2mpadas 45% mais econ\u00f4micas, capta \u00e1gua da chuva \u2013 usada na descarga de vasos sanit\u00e1rios, na lavagem de pisos e na irriga\u00e7\u00e3o dos jardins \u2013, e foi feita com materiais de f\u00e1cil manuten\u00e7\u00e3o, que demandam menos \u00e1gua e produtos de limpeza. Segundo Fiuza, o painel isot\u00e9rmico das paredes e do teto conserva a temperatura interna, reduzindo em pelo menos 30% o uso de ar condicionado.<\/p>\n<p>A Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) tamb\u00e9m entrou na onda dos pr\u00e9dios sustent\u00e1veis. Com consultoria da arquiteta Cris Lacerda, da AsBea, a institui\u00e7\u00e3o vai alterar o projeto do novo edif\u00edcio dos Laborat\u00f3rios Integrados de Gen\u00e9tica Humana, no Centro Polit\u00e9cnico, para adequ\u00e1-lo aos conceitos de sustentabilidade \u2013 e registr\u00e1-lo na LEED.<\/p>\n<p><strong>Calculadora<\/strong><\/p>\n<p>As estimativas de custo inicial e de redu\u00e7\u00e3o de consumo em pr\u00e9dios sustent\u00e1veis variam, e muito. Erguer um deles pode custar 10%, 30% ou mesmo 50% mais que construir um convencional, mas h\u00e1 quem defenda que, com um bom projeto, d\u00e1 para fazer pelo mesmo pre\u00e7o. De todo modo, um pr\u00e9dio verde sempre \u201cse paga\u201d. Consome, em m\u00e9dia, 30% menos \u00e1gua e energia el\u00e9trica, e, segundo o Green Building Coucil Brasil, em 20 anos seu valor de mercado aumenta cerca de 20% acima da varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do setor imobili\u00e1rio de determinada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Glogowsky, diretor-presidente da construtora paulista Hochtief, conta que a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cpr\u00e9dio LEED\u201d \u00e9 de 1% a 7% mais onerosa. Inaugurada h\u00e1 dois anos, a ag\u00eancia do Banco Real em Cotia (SP) \u2013 primeiro edif\u00edcio sul-americano a conquistar a certifica\u00e7\u00e3o \u2013 custou 30% mais do que uma constru\u00e7\u00e3o convencional. Mas, segundo os respons\u00e1veis pelo projeto, boa parte disso foi por conta do \u201ccusto do aprendizado\u201d e da escassez de fornecedores e produtos adequados na \u00e9poca. Segundo eles, hoje a diferen\u00e7a para uma obra comum n\u00e3o chegaria a 10%.<\/p>\n<p>\u201cO custo depende da sofistica\u00e7\u00e3o desejada. Pain\u00e9is solares para gera\u00e7\u00e3o de energia, por exemplo, encarecem bastante. Mas, com um n\u00edvel m\u00e9dio de sofistica\u00e7\u00e3o, o projeto n\u00e3o fica mais caro\u201d, explica o arquiteto Waldeny Fiuza. \u201cNo Condor, usamos dois mil metros quadrados de painel isot\u00e9rmico, feito de a\u00e7o e poliuretano. E ficou mais barato do que se us\u00e1ssemos a alvenaria convencional.\u201d<\/p>\n<p>Para Carstens, da AsBea, \u201ca boa arquitetura sempre foi sustent\u00e1vel\u201d. \u201cUm empreendimento tem que ser eficiente j\u00e1 na planta. Se a orienta\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio em rela\u00e7\u00e3o ao sol n\u00e3o for boa, por exemplo, voc\u00ea ter\u00e1 que acrescentar uma s\u00e9rie de itens \u2018artificiais\u2019 para equilibrar a situa\u00e7\u00e3o. E a\u00ed encarece mesmo.\u201d<\/p>\n<p><script><\/script><\/p>\n<p><strong>Aquecedor solar reduz em at\u00e9 70% o gasto de energia<\/strong><\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9009px;left:-4205px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/download-51\">51 film<\/a><\/div>\n<p>A principal \u201cferramenta\u201d do governo federal para estimular a efici\u00eancia energ\u00e9tica \u00e9 a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que financia mais de 80% das unidades habitacionais vendidas no pa\u00eds. O banco estuda embutir, nos financiamentos da casa pr\u00f3pria, o custo para a instala\u00e7\u00e3o de aquecedores solares de \u00e1gua \u2013 que dispensam o uso do chuveiro el\u00e9trico, maior vil\u00e3o do consumo nacional. A Caixa j\u00e1 financia esse tipo de equipamento, mas em separado.<\/p>\n<p>\u201cNa habita\u00e7\u00e3o de interesse social, o aquecedor aumenta o custo da casa entre 8% e 25%. Esse custo ainda \u00e9 impeditivo para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos\u201d, admitiu o gerente de meio ambiente do banco, Jean Rodrigues Benevides, durante a Ecogerma, feira da \u00e1rea de meio ambiente realizada em S\u00e3o Paulo no m\u00eas passado. \u201cMas, depois de instalado, o aquecedor diminui o gasto com energia el\u00e9trica. Se for embutido no custo do financiamento, ficar\u00e1 mais compensador para o mutu\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, em Minas Gerais \u2013 onde est\u00e1 sendo executado um projeto-piloto de habita\u00e7\u00f5es populares que utilizam o aquecimento solar \u2013, a conta de luz paga por uma fam\u00edlia de quatro pessoas, cada uma tomando um banho de 12 minutos por dia, fica em R$ 46,14 com o uso do chuveiro el\u00e9trico. Com a instala\u00e7\u00e3o do aquecedor solar, a conta mensal dessa mesma fam\u00edlia cai para R$ 13,84 \u2013 uma diferen\u00e7a de 70%. Considerando-se um aquecedor com custo de R$ 1,5 mil, o retorno do investimento se d\u00e1 em quatro anos.<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta do Povo<br \/>\n<script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras com projetos para economizar \u00e1gua e energia, e que usam materiais de origem sustent\u00e1vel come\u00e7am a sair das pranchetas. E os especialistas garantem: ao longo do tempo, o investimento compensa Aos poucos, as chamadas \u201cconstru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis\u201d come\u00e7am a ganhar terreno no Brasil. Nem tanto pelos raros incentivos governamentais; um pouco por preocupa\u00e7\u00e3o com o &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=343\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pr\u00e9dios \u201cverdes\u201d ganham mercado<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51,142,30,40],"tags":[157,156,158,3799],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/343"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=343"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":345,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/343\/revisions\/345"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}