{"id":4186,"date":"2011-03-08T13:29:21","date_gmt":"2011-03-08T16:29:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4186"},"modified":"2011-03-08T13:29:21","modified_gmt":"2011-03-08T16:29:21","slug":"universidades-lancam-cursos-voltados-para-o-mercado-verde","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4186","title":{"rendered":"Universidades lan\u00e7am cursos voltados para o mercado &#8220;verde&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">A preocupa\u00e7\u00e3o do mercado com o impacto social e ambiental dos neg\u00f3cios est\u00e1 fazendo as universidades brasileiras criarem cursos de gradua\u00e7\u00e3o que tenham a sustentabilidade como um de seus principais pilares.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os curr\u00edculos de bacharelados e licenciaturas t\u00eam ganhado novas \u00eanfases como biodiversidade, agroecologia e energias renov\u00e1veis. Mesmo com enfoque &#8220;verde&#8221;, as escolas n\u00e3o deixaram de lado a empregabilidade dos rec\u00e9m-formados, fechando parcerias com empresas e adaptando seus conte\u00fados \u00e0s necessidades das companhias nas regi\u00f5es onde atuam.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A maior parte dos novos cursos se concentra em \u00e1reas como engenharia e agronomia. A forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, no entanto, passa a ser complementada por disciplinas que relacionam a atividade produtiva ao impacto social e ambiental. &#8220;Como essa \u00e9 uma quest\u00e3o cada vez mais valorizada pelas ind\u00fastrias, os alunos precisam ter forma\u00e7\u00e3o multidisciplinar, com uma vis\u00e3o moderna desse novo mercado&#8221;, afirma Carlos Carneiro, coordenador do curso de engenharia mec\u00e2nica: energias renov\u00e1veis e tecnologia n\u00e3o poluente da Universidade Anhembi Morumbi, criado no ano passado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o abriu recentemente uma gradua\u00e7\u00e3o em engenharia ambiental e sanit\u00e1ria. Ambos os bacharelados j\u00e1 possuem parcerias com ind\u00fastrias e um laborat\u00f3rio de estudos em produ\u00e7\u00e3o limpa. &#8220;As empresas brasileiras j\u00e1 t\u00eam a consci\u00eancia de que produzir de forma mais eficiente envolve menos impacto ambiental e gastos de energia. Isso exige profissionais que tenham perfil e forma\u00e7\u00e3o especializados&#8221;, afirma Carneiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O futuro da produ\u00e7\u00e3o de energia tamb\u00e9m motivou a cria\u00e7\u00e3o do bacharelado em engenharia de energias renov\u00e1veis e ambiente, na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em 2006. Inicialmente dirigido ao agroneg\u00f3cio, o curso, que fica em Bag\u00e9, no Rio Grande do Sul, voltou-se para as tecnologias renov\u00e1veis. A mudan\u00e7a abriu portas para os alunos, uma vez que tr\u00eas parques e\u00f3licos est\u00e3o sendo constru\u00eddos na regi\u00e3o. &#8220;O mercado de trabalho \u00e9 amplo e abrange usinas de energia, renov\u00e1vel ou n\u00e3o, e qualquer ind\u00fastria que tenha preocupa\u00e7\u00e3o com a efici\u00eancia energ\u00e9tica&#8221;, afirma a coordenadora Cristine Schwanke.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de novo e ainda sem nenhuma turma formada, o curso j\u00e1 \u00e9 o segundo mais disputado do campus, s\u00f3 perdendo para a engenharia de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;O curr\u00edculo prev\u00ea uma mistura de conhecimentos b\u00e1sicos, espec\u00edficos e profissionalizantes, sempre permeados pela parte ambiental&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Incentivada pelo Governo Federal por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais (Reuni), a interdisciplinaridade tamb\u00e9m \u00e9 a marca do curso de agroecologia e biotecnologia da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), com campus em Santar\u00e9m. Com 200 rec\u00e9m-ingressos, a nova gradua\u00e7\u00e3o come\u00e7ou as aulas em 24 de fevereiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Ricardo Gama, diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef) da institui\u00e7\u00e3o, os alunos escolhem a \u00eanfase que v\u00e3o dar ao curso ap\u00f3s o segundo semestre. No final, os formandos podem ter diplomas de farm\u00e1cia, agronomia, engenharia florestal ou zootecnia. No futuro, os estudantes ainda poder\u00e3o escolher a especializa\u00e7\u00e3o em engenharia de alimentos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Todas as gradua\u00e7\u00f5es t\u00eam a sustentabilidade como vi\u00e9s principal. &#8220;O objetivo \u00e9 promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia, passando pela transforma\u00e7\u00e3o da biodiversidade em produto&#8221;, afirma Gama. Segundo ele, a demanda na regi\u00e3o \u00e9 grande para profissionais com essa forma\u00e7\u00e3o. &#8220;Al\u00e9m de empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, h\u00e1 possibilidade de atua\u00e7\u00e3o em assentamentos e comunidades de agricultura familiar.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A agricultura familiar, inclusive, foi a principal motivadora do curso de agroecologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), criado em 2009 e j\u00e1 na sua terceira turma. A coordenadora do curso, Anast\u00e1cia Fontanetti, acredita que a \u00eanfase nas pequenas comunidades n\u00e3o limita a atua\u00e7\u00e3o do profissional. &#8220;O curso foi criado para atender \u00e0 necessidade do mercado, que exigia profissionais de agronomia com vis\u00e3o mais ampla tanto da parte produtiva quanto dos impactos ambiental e social.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O escopo abrangente, na opini\u00e3o da coordenadora, torna o profissional com essa forma\u00e7\u00e3o apto para trabalhar em mercados locais, com certifica\u00e7\u00e3o de produtos org\u00e2nicos, e nas grandes empresas. &#8220;Nessas companhias, o agroec\u00f3logo pode atuar com restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, avalia\u00e7\u00e3o e per\u00edcias de impacto ambiental&#8221;, explica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o candidato\/vaga do curso, que \u00e9 oferecido no campus de Araras, no interior de S\u00e3o Paulo, quase dobrou este ano em rela\u00e7\u00e3o a 2010. O aumento do interesse dos alunos tem feito com que a coordena\u00e7\u00e3o busque parcerias com empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. &#8220;J\u00e1 recebemos pedidos de indica\u00e7\u00e3o para assist\u00eancia t\u00e9cnica em agricultura org\u00e2nica&#8221;, comemora. O futuro da profiss\u00e3o, segundo Anast\u00e1cia, \u00e9 promissor. &#8220;A agronomia \u00e9 uma atividade que est\u00e1 se valorizando no Brasil. A agroecologia vai al\u00e9m e atende a essa demanda de sustentabilidade, que ser\u00e1 cada vez mais cobrada do profissional.&#8221;<\/p>\n<p>(Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A preocupa\u00e7\u00e3o do mercado com o impacto social e ambiental dos neg\u00f3cios est\u00e1 fazendo as universidades brasileiras criarem cursos de gradua\u00e7\u00e3o que tenham a sustentabilidade como um de seus principais pilares. 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