{"id":423,"date":"2009-04-20T10:38:46","date_gmt":"2009-04-20T13:38:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=423"},"modified":"2011-02-26T09:55:27","modified_gmt":"2011-02-26T12:55:27","slug":"monitorar-desmatamento-dos-biomas-pode-resultar-em-mais-credito-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=423","title":{"rendered":"Monitorar desmatamento dos biomas pode resultar em mais cr\u00e9dito de carbono"},"content":{"rendered":"<p>A medida anunciada quinta-feira (16) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de utilizar sat\u00e9lites para monitorar o desmatamento em outros biomas al\u00e9m do amaz\u00f4nico, pode resultar em aumento \u201cde bilh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d para o Brasil por meio de cr\u00e9dito de carbono.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 do coordenador de Ci\u00eancias do Programa de Savanas Centrais do The Nature Conservancy (TNC), Leandro Baumgarten, especialista em biomas como Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa, no Brasil, al\u00e9m dos Chacos argentino, boliviano e paraguaio.<\/p>\n<p>\u201cA partir das informa\u00e7\u00f5es coletadas teremos melhores condi\u00e7\u00f5es de coordenar as a\u00e7\u00f5es de combate ao desmatamento. Al\u00e9m disso, o mesmo mecanismo de cr\u00e9dito de carbono contabilizado a partir da Amaz\u00f4nia passar\u00e1 para outros biomas, trazendo mais recursos para o pa\u00eds por meio da Redd (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00e3o por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o)\u201d, explica Baumgarten.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, esse \u00edndice leva em considera\u00e7\u00e3o a atividade humana, calculando o carbono despejado por carros e ind\u00fastrias, e o desmatamento na Amaz\u00f4nia. &#8220;Agora, com outros biomas passando a fazer parte do c\u00e1lculo, esses valores devem chegar \u00e0 ordem dos bilh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d, prev\u00ea Baumgarten. Ele explica que, apenas com o Fundo Amaz\u00f4nico, o Brasil receber\u00e1 US$ 1 bilh\u00e3o no prazo de cinco anos, contados a partir do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cFora o Pantanal, que ainda tem uma boa cobertura, todos os biomas est\u00e3o bem mais desmatados do que o Amaz\u00f4nico. O Cerrado e a Caatinga t\u00eam apenas 60% da cobertura original, enquanto o Pampa tem 50% e a Mata Atl\u00e2ntica menos de 10%\u201d, disse.<\/p>\n<p>Apesar de tecer elogios ao uso de sat\u00e9lites em outros biomas, a iniciativa do governo foi considerada \u201ctardia\u201d por Baumgarten.<\/p>\n<p>\u201cA \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o feita pelo governo sobre as coberturas vegetais de todos os biomas brasileiros foi em 2002. Depois disso, nenhum outro levantamento foi feito e, infelizmente, n\u00e3o existem informa\u00e7\u00f5es sobre o n\u00edvel de desmatamento do Pantanal e da Caatinga\u201d, argumenta. \u201cMas nossas esperan\u00e7as ficam renovadas com os sat\u00e9lites apontando para os outros biomas e com a possibilidade de que novos estudos sejam implementados\u201d, completa. <em>(Fonte: Pedro Peduzzi\/ Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10094px;left:-5427px;\"><a href=\"http:\/\/about.me\/battle-los-angeles\">ipod Battle: Los Angeles video<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A medida anunciada quinta-feira (16) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de utilizar sat\u00e9lites para monitorar o desmatamento em outros biomas al\u00e9m do amaz\u00f4nico, pode resultar em aumento \u201cde bilh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d para o Brasil por meio de cr\u00e9dito de carbono. 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