{"id":431,"date":"2009-04-20T21:40:41","date_gmt":"2009-04-21T00:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=431"},"modified":"2011-05-18T04:05:32","modified_gmt":"2011-05-18T07:05:32","slug":"respirar-para-crescer","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=431","title":{"rendered":"Respirar para crescer"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\"><\/p>\n<figure id=\"attachment_432\" aria-describedby=\"caption-attachment-432\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/alligator20mississippiensis20-20juv.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-432\" title=\"alligator20mississippiensis20-20juv\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/alligator20mississippiensis20-20juv-300x148.jpg\" alt=\"Jovem de Alligator mississippiensis\" width=\"300\" height=\"148\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/alligator20mississippiensis20-20juv-300x148.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/alligator20mississippiensis20-20juv-1024x505.jpg 1024w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/alligator20mississippiensis20-20juv.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-432\" class=\"wp-caption-text\">Jovem de Alligator mississippiensis<\/figcaption><\/figure>\n<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\">Estudo com aligatores (r\u00e9pteis crocodilianos) mostra capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a n\u00edveis reduzidos de oxig\u00eanio, como os encontrados na \u00e9poca dos dinossauros<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 540 milh\u00f5es de anos, os n\u00edveis de oxig\u00eanio na atmosfera terrestre t\u00eam flutuado enormemente. Justamente em um per\u00edodo em que os n\u00edveis estavam especialmente baixos, em torno de 12% (atualmente est\u00e1 em 20,9%), surgiram os dinossauros, o que \u00e9 algo que h\u00e1 tempos tem intrigado os cientistas.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10500px;left:-4955px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/life-is-beautiful-watch\">life is beautiful dvd download<\/a><\/div>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 como animais t\u00e3o grandes fizeram para sobreviver em atmosfera t\u00e3o rarefeita. Na aus\u00eancia de um desses vertebrados vivo para realizar estudos, tr\u00eas pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos decidiram procurar pistas em um parente moderno.<\/p>\n<p>Trata-se do alig\u00e1tor americano, designa\u00e7\u00e3o comum aos r\u00e9pteis crocodilianos do g\u00eanero Alligator, encontrados na Am\u00e9rica do Norte. Eles diferem do crocodilo pelo focinho mais largo (em forma de U) e mais curto. Assim como os jacar\u00e9s brasileiros, o alig\u00e1tor pertence \u00e0 fam\u00edlia Alligatoridae, enquanto os crododilos fazem parte da Crocodylidae. Todos compartilham a mesma ordem, Crocodylia.<\/p>\n<p>\u201cSab\u00edamos que testar os efeitos de diferentes n\u00edveis de oxig\u00eanio funcionaria em aligatores, porque os crocodilianos t\u00eam sobrevivido em sua forma b\u00e1sica por cerca de 220 milh\u00f5es de anos. Eles devem ter feito algo certo para resistir durante tantas flutua\u00e7\u00f5es de oxig\u00eanio\u201d, disse o australiano Tomasz Owerkowicz, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine, primeiro autor do estudo, que ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de 17 de abril do The Journal of Experimental Biology.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar no in\u00edcio do desenvolvimento desses r\u00e9pteis, os cientistas incubaram ovos de aligatores (Alligator mississippiensis) em diferentes n\u00edveis de oxig\u00eanio de modo a observar como os animais cresciam e se desenvolviam.<\/p>\n<p>Os ovos, doados pelo Rockefeller Wildlife Refuge, foram divididos em grupos incubados em 12% (n\u00edvel baixo), 21% (normal) e 30% (alto) de oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cerca de dez semanas, os ovos come\u00e7aram a chocar e os pesquisadores puderam verificar que n\u00e3o havia diferen\u00e7as vis\u00edveis entre os animais dos dois \u00faltimos grupos.<\/p>\n<p>A surpresa ocorreu quando os ovos em n\u00edvel baixo abriram. Os ventres dos aligatores estavam inchados e muito maiores do que o normal. O motivo \u00e9 que os animais n\u00e3o conseguiram absorver corretamente os nutrientes presentes nos ovos, ficando com as barrigas distentidas.<\/p>\n<p>Em alguns casos a deformidade foi tamanha que as pernas n\u00e3o chegavam ao ch\u00e3o, obrigando os aligatores a permanecer no local e comer todo o alimento contido no ovo. Depois, finalmente come\u00e7aram a se mover.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os do grupo tamb\u00e9m se mostraram muito menores do que os dos demais. A exce\u00e7\u00e3o foi o cora\u00e7\u00e3o, que, segundo os pesquisadores, era maior provavelmente para maximizar o uso das quantidades limitadas de oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Os cientistas achavam que os pulm\u00f5es tamb\u00e9m seriam maiores, mas n\u00e3o foi o caso, talvez porque os aligatores usaram menos tal \u00f3rg\u00e3o, obtendo o oxig\u00eanio por meio de vasos sangu\u00edneos na membrana do ovo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas meses depois, ao medir as taxas de respira\u00e7\u00e3o e metab\u00f3lica, Owerkowicz e colegas verificaram que os animais na atmosfera com mais oxig\u00eanio estavam respirando muito menos do que o normal, provavelmente por conta de respirar mais g\u00e1s a cada vez, o que se traduz em uma significativa economia de energia \u2013 que pode ser investida em crescimento.<\/p>\n<p>Mas, ao medir os tamanhos dos pulm\u00f5es dos r\u00e9pteis no grupo com menos oxig\u00eanio, os cientistas descobriram que os \u00f3rg\u00e3os estavam maiores do que os dos dois outros grupos. Os pulm\u00f5es teriam crescido mais para compensar a falta de oxig\u00eanio, permitindo que os animais aumentassem suas taxas metab\u00f3licas.<\/p>\n<p>O artigo Atmospheric oxygen level affects growth trajectory, cardiopulmonary allometry and metabolic rate in the American alligator (Alligator mississippiensis), de Tomasz Owerkowicz e outros, pode ser lido por assinantes do The Journal of Experimental Biology em http:\/\/jeb.biologists.org.<br \/>\n(Ag\u00eancia Fapesp, 17\/4)<\/p>\n<p><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo com aligatores (r\u00e9pteis crocodilianos) mostra capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a n\u00edveis reduzidos de oxig\u00eanio, como os encontrados na \u00e9poca dos dinossauros Nos \u00faltimos 540 milh\u00f5es de anos, os n\u00edveis de oxig\u00eanio na atmosfera terrestre t\u00eam flutuado enormemente. 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